Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de síndrome do pânico (PHQ)

Mostra se as crises de ansiedade das últimas quatro semanas têm o padrão da síndrome do pânico: vêm de repente, do nada, e deixam o medo de uma nova crise. São quinze perguntas de sim ou não sobre as crises e sobre o que o corpo sentiu na última crise forte.

15 perguntas3 min para responderNada é enviado

Perguntas sobre ansiedade.

1 de 15Nas últimas 4 semanas, você teve alguma crise de ansiedade — sentiu de repente medo ou pânico?
2 de 15Isso já tinha acontecido antes?
3 de 15Algumas dessas crises acontecem de repente, vêm do nada – ou seja, em situações que você não espera se sentir nervoso/a ou pouco à vontade?
4 de 15Essas crises incomodam você muito ou você está preocupado/a em ter outra crise?

Pense na sua última forte crise de ansiedade.

5 de 15Você teve falta de ar?
6 de 15Seu coração disparou, bateu mais forte ou falhou?
7 de 15Você teve dor ou pressão no peito?
8 de 15Você suou?
9 de 15Você teve a sensação de que estava sufocando?
10 de 15Você teve ondas de calor ou calafrios?
11 de 15Você teve enjoo, estômago embrulhado ou a sensação de que iria ter diarreia?
12 de 15Você se sentiu tonto/a, cambaleante ou a ponto de desmaiar?
13 de 15Você teve formigamento ou dormência em alguma parte do seu corpo?
14 de 15Você teve tremores?
15 de 15Você teve medo de estar morrendo?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem teve, nas últimas quatro semanas, crises de ansiedade que chegam de repente, com medo ou pânico.
    • Quem quer ver se as crises têm o formato da síndrome do pânico: repetem-se, vêm do nada e deixam o medo da próxima.
    • Quem quer levar à consulta a lista do que o corpo sentiu na última crise forte.
  • Quando não usar

    • Para medir a gravidade do pânico: o teste verifica só se as crises têm esse formato, e a gravidade tem um teste próprio neste site.
    • Para afastar o transtorno de pânico com um resultado negativo: crises que se repetem merecem avaliação mesmo assim.
  • Limites do teste

    • Deixa passar muitos casos: no estudo brasileiro, a regra completa identificou cerca de 3 em cada 10 pessoas com o transtorno.
    • Não afasta causas físicas, medicamentos e outras substâncias, o que depende da consulta.
    • O estudo brasileiro foi feito com pacientes adultos em tratamento de câncer, e não foi encontrado estudo na população geral.

Dúvidas sobre o PHQ (módulo de pânico)

Perguntas frequentes sobre o módulo de pânico do PHQ

O PHQ diagnostica síndrome do pânico?

Não. Ele rastreia crises de pânico repetidas e inesperadas. O rastreio positivo indica uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta e de afastar causas físicas, medicamentos e outras substâncias.

Esta versão em português é validada?

O texto é o da versão do PHQ em português do Brasil distribuída pela Pfizer, sem alterações além da ortografia atual. O módulo de pânico foi estudado no Brasil por Osório e colaboradores (2015) em pacientes com câncer; não encontramos estudo brasileiro na população geral.

Respondi “não” à primeira pergunta. Preciso responder às outras?

No formulário em papel, quem responde “não” à primeira pergunta pula as demais. Nesta página todas as perguntas aparecem e precisam de resposta para o resultado sair, mas com “não” na primeira o resultado é sempre negativo.

Rastreio negativo descarta o transtorno de pânico?

Não. No estudo brasileiro, a regra completa teve sensibilidade de 0,31: identificou cerca de 3 em cada 10 pessoas com o transtorno. Crises que se repetem merecem avaliação mesmo com resultado negativo.

Qual a diferença para o teste de pânico PDSS-SR?

Este teste verifica se há crises com o formato da síndrome do pânico, com respostas de sim ou não. A PDSS-SR mede a gravidade na última semana, com uma pontuação de 0 a 28.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O módulo de pânico do PHQ rastreia crises de pânico repetidas e inesperadas: mostra se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    O rastreio positivo indica uma avaliação. O diagnóstico de transtorno de pânico depende da consulta e de afastar causas físicas, medicamentos e outras substâncias.

  • Duas condições

    “Sim” nas quatro primeiras perguntas e quatro ou mais sintomas na última crise forte. Se a primeira resposta for “não”, o resultado é negativo.

  • Presença, não gravidade

    Este teste verifica se as crises têm o formato da síndrome do pânico. A gravidade na última semana é medida por outro teste do site, a PDSS-SR.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram crises de pânico que se repetem, vêm do nada e deixam a preocupação com a próxima.

    • Crise de pânico: um medo intenso chega de repente e sobe em poucos minutos, com o corpo reagindo como diante de um perigo real.
    • Sintomas no corpo: na crise, o coração dispara, falta o ar, o peito aperta, vêm suor, tremor, tontura ou formigamento, várias dessas coisas ao mesmo tempo.
    • Do nada: as crises aparecem em situações em que não se esperava nervosismo, como em casa, no trabalho ou durante o sono.
    • Medo da próxima: entre uma crise e outra, atenção a cada sensação do corpo e preocupação com a volta dela.
    • Medo de morrer: durante a crise, a sensação é de infarto, de sufocar ou de desmaiar, e muita gente vai à emergência e sai com exames normais.
    • Mudanças na rotina: com o tempo, passa-se a evitar lugares de onde seria difícil sair ou receber ajuda, como transporte cheio, filas, túneis ou ficar só.
  • As respostas não mostram o conjunto da síndrome do pânico: crises fortes que se repetem, vêm do nada e deixam a preocupação com a próxima.

    • Crise de pânico: um medo intenso que chega de repente e sobe em minutos, com coração disparado, falta de ar, tontura, suor ou tremores ao mesmo tempo.
    • Síndrome do pânico: crises assim que se repetem, aparecem sem aviso e deixam a preocupação constante com a próxima.
    • Crise isolada: uma única crise na vida, em um período de muito estresse ou de pouco sono, é comum e passa sem deixar esse medo.
    • Nervosismo esperado: coração acelerado e mãos suadas antes de uma prova, de uma apresentação ou de um voo são a reação comum do corpo a uma situação que já se sabia tensa.
    • Ansiedade sem crises: preocupação constante, tensão e sono ruim, sem episódios súbitos, formam outro quadro, que o teste de ansiedade (GAD-7) deste site avalia.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • No formulário em papel, quem responde “não” à primeira pergunta pula as demais. Aqui todas as 15 perguntas aparecem; se a primeira resposta for “não”, o resultado é negativo, quaisquer que sejam as outras.
  • Confira as quatro primeiras perguntas: as quatro precisam ter resposta “sim”.
  • Conte as respostas “sim” nas 11 perguntas sobre a última crise forte.
  • O rastreio é positivo quando as quatro primeiras respostas são “sim” e há quatro ou mais “sim” entre os 11 sintomas.

Não = 0 · Sim = 1

O rastreio é positivo quando as duas condições se cumprem: “sim” nas quatro primeiras perguntas e “sim” em quatro ou mais dos 11 sintomas da última crise forte.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Spitzer RL, Kroenke K, Williams JB. Validation and utility of a self-report version of PRIME-MD: the PHQ primary care study. JAMA. 1999;282(18):1737-44. doi.org/10.1001/jama.282.18.1737

  • Validação brasileira

    Osório FL, Lima MP, Chagas MH. Assessment and screening of panic disorder in cancer patients: performance of the PHQ-PD. J Psychosom Res. 2015;78(1):91-4. doi.org/10.1016/j.jpsychores.2014.09.001

    O estudo brasileiro (400 pacientes adultos em tratamento ambulatorial de câncer, comparados com a entrevista SCID do DSM-IV) fez a adaptação do módulo para o português do Brasil e não propôs outro ponto de corte. A regra original, usada nesta página, teve sensibilidade de 0,31 e especificidade de 0,94; a primeira pergunta sozinha teve sensibilidade de 0,66 e especificidade de 0,75. O texto desta página é o da versão “Portuguese for Brazil” distribuída pela Pfizer, que pode diferir em palavras do texto usado no estudo. Não foi encontrado estudo brasileiro do módulo na população geral ou na atenção primária.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

Marcar consulta pelo WhatsApp

Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
Marcar consulta