DES-II
Seu resultado
0 / 100 pontos
Poucas experiências dissociativas
As respostas mostram experiências de desligamento ocasionais, sem o conjunto frequente de lapsos de memória e de estranheza de si e do mundo que marca os transtornos dissociativos.
- O que é dissociação: uma quebra na ligação entre memória, percepção e sensação de si, que em geral funcionam juntas.
- Absorção: ficar tão envolvido num filme ou num pensamento que o tempo passa sem notar é a forma comum da dissociação e acontece com quase todo mundo.
- Piloto automático: dirigir um trecho conhecido e não lembrar do caminho, ou perder parte de uma conversa, também faz parte da vida comum.
- Como seria um transtorno dissociativo: a pessoa encontra objetos, textos ou roupas que não lembra de ter comprado, escrito ou vestido, e se vê em lugares sem saber como chegou.
- Estranheza de si e do mundo: nesses quadros o corpo parece não pertencer à pessoa, ou as pessoas e as coisas em volta parecem irreais, com frequência.
- O que aumenta essas experiências: pouco sono, estresse intenso e ansiedade forte deixam os episódios de desligamento mais frequentes por um período.
0 / 100 pontos
Muitas experiências dissociativas
As respostas mostram experiências dissociativas frequentes: lapsos de memória, sensação de estar fora de si ou de que o mundo não é real, e períodos de desligamento.
- Lapsos de memória: ver-se em lugares sem saber como chegou, ou encontrar coisas que não lembra de ter comprado, escrito ou feito.
- Despersonalização: sentir-se fora do próprio corpo, como quem observa a si mesmo de fora, ou não se reconhecer no espelho.
- Desrealização: as pessoas e as coisas em volta parecem irreais, distantes ou embaçadas.
- Absorção: desligar-se do que acontece ao redor, olhar para o nada e perder a noção do tempo, ou confundir o que fez com o que só pensou em fazer.
- Peso na vida: esses episódios trazem medo de estar perdendo o controle, erros no trabalho e mal-entendidos com quem convive.
- Experiências parecidas: álcool, maconha e outras drogas, noites sem dormir e enxaqueca produzem sensações semelhantes, que não são um transtorno dissociativo.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
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Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Quem tem lapsos de memória, sensação de que o corpo ou o mundo não são reais, ou períodos de desligamento.
- Quem se vê em lugares sem saber como chegou ou encontra coisas que não lembra de ter comprado, escrito ou feito.
- Quem quer levar à consulta um retrato organizado da frequência dessas experiências.
Quando não usar
- Para avaliar experiências que acontecem sob efeito de álcool ou drogas: as perguntas valem só para os momentos sem essas substâncias.
- Para concluir sem a consulta que há ou não um transtorno dissociativo: os próprios autores afirmam que a escala não serve para isso.
Limites do teste
- Não define um período e depende de como cada pessoa percebe e lembra as próprias experiências.
- Não separa os transtornos dissociativos de outros quadros com experiências parecidas, como estresse pós-traumático, noites sem dormir, enxaqueca ou ansiedade forte.
- A versão brasileira foi adaptada sem que as propriedades da escala fossem medidas no Brasil, e o corte de 30 é o dos autores da escala original.
Dúvidas sobre o DES-II
Perguntas frequentes sobre a DES
A DES diagnostica transtorno dissociativo?
Não. Ela rastreia e mede a frequência das experiências dissociativas. Um resultado de 30 ou mais indica que vale uma avaliação, e parte das pessoas acima desse valor tem outro quadro, como estresse pós-traumático. O diagnóstico depende da consulta.
Esta versão em português é validada?
As perguntas e as instruções desta página são as da adaptação brasileira de Fiszman e colaboradores (2004), feita com tradução, retradução, avaliação da equivalência com o original e dois pré-testes com pacientes. O artigo não mediu as propriedades da escala no Brasil, e o ponto de corte de 30 é o dos autores da escala original.
Por que respondo de 0 a 10 se o resultado vai até 100?
A escala original pede a porcentagem do tempo em que cada experiência acontece, de 0% a 100%. No pré-teste brasileiro, muitas pessoas tiveram dificuldade com a ideia de porcentagem, e os autores passaram a usar números de 0 (nunca) a 10 (sempre). O resultado é a média das 28 respostas multiplicada por 10, o que dá o mesmo número da escala original.
As perguntas dizem “circule um número”. O que faço?
O texto é o do questionário em papel, mantido palavra por palavra. Nesta página, escolha o número de 0 a 10 que mostra o quanto aquela situação acontece com você.
É normal ter algumas dessas experiências?
Sim. Ficar absorvido num filme, sonhar acordado, falar sozinho ou não lembrar de um trecho de uma viagem são experiências comuns. O que chama a atenção é a frequência alta e a presença das experiências mais raras, como lapsos de memória para coisas que você fez ou a sensação repetida de que o corpo ou o mundo não são reais.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
A DES mede com que frequência acontecem experiências dissociativas: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Um resultado de 30 ou mais indica que vale uma avaliação. Os autores da escala afirmam que ela não serve para diagnosticar; o diagnóstico depende da consulta.
Do comum ao raro
A escala reúne experiências que quase todo mundo tem, como se perder num filme, e outras raras, como não reconhecer amigos. O resultado é a média de todas.
Sem álcool nem drogas
As perguntas valem para os momentos em que você não está sob efeito de álcool ou drogas. Sono ruim e estresse intenso também aumentam essas experiências.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 29.9 pontos
Poucas experiências dissociativas
As respostas mostram experiências de desligamento ocasionais, sem o conjunto frequente de lapsos de memória e de estranheza de si e do mundo que marca os transtornos dissociativos.
- O que é dissociação: uma quebra na ligação entre memória, percepção e sensação de si, que em geral funcionam juntas.
- Absorção: ficar tão envolvido num filme ou num pensamento que o tempo passa sem notar é a forma comum da dissociação e acontece com quase todo mundo.
- Piloto automático: dirigir um trecho conhecido e não lembrar do caminho, ou perder parte de uma conversa, também faz parte da vida comum.
- Como seria um transtorno dissociativo: a pessoa encontra objetos, textos ou roupas que não lembra de ter comprado, escrito ou vestido, e se vê em lugares sem saber como chegou.
- Estranheza de si e do mundo: nesses quadros o corpo parece não pertencer à pessoa, ou as pessoas e as coisas em volta parecem irreais, com frequência.
- O que aumenta essas experiências: pouco sono, estresse intenso e ansiedade forte deixam os episódios de desligamento mais frequentes por um período.
30 a 100 pontos
Muitas experiências dissociativas
As respostas mostram experiências dissociativas frequentes: lapsos de memória, sensação de estar fora de si ou de que o mundo não é real, e períodos de desligamento.
- Lapsos de memória: ver-se em lugares sem saber como chegou, ou encontrar coisas que não lembra de ter comprado, escrito ou feito.
- Despersonalização: sentir-se fora do próprio corpo, como quem observa a si mesmo de fora, ou não se reconhecer no espelho.
- Desrealização: as pessoas e as coisas em volta parecem irreais, distantes ou embaçadas.
- Absorção: desligar-se do que acontece ao redor, olhar para o nada e perder a noção do tempo, ou confundir o que fez com o que só pensou em fazer.
- Peso na vida: esses episódios trazem medo de estar perdendo o controle, erros no trabalho e mal-entendidos com quem convive.
- Experiências parecidas: álcool, maconha e outras drogas, noites sem dormir e enxaqueca produzem sensações semelhantes, que não são um transtorno dissociativo.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Cada resposta é um número de 0 (nunca) a 10 (sempre). Some os 28 números, divida a soma por 28 e multiplique o resultado por 10: o resultado vai de 0 a 100.
- Um resultado de 30 ou mais é o ponto de corte dos autores da escala para investigar um transtorno dissociativo.
0 (nunca) = 0 · 1 = 10 · 2 = 20 · 3 = 30 · 4 = 40 · 5 = 50 · 6 = 60 · 7 = 70 · 8 = 80 · 9 = 90 · 10 (sempre) = 100
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 29.9 | Poucas experiências dissociativas | As respostas mostram experiências de desligamento ocasionais, sem o conjunto frequente de lapsos de memória e de estranheza de si e do mundo que marca os transtornos dissociativos. |
| 30 a 100 | Muitas experiências dissociativas | As respostas mostram experiências dissociativas frequentes: lapsos de memória, sensação de estar fora de si ou de que o mundo não é real, e períodos de desligamento. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Carlson EB, Putnam FW. An update on the Dissociative Experiences Scale. Dissociation. 1993;6(1):16-27. hdl.handle.net/1794/1539
Validação brasileira
Fiszman A, Cabizuca M, Lanfredi C, Figueira I. A adaptação transcultural para o português do instrumento Dissociative Experiences Scale para rastrear e quantificar os fenômenos dissociativos. Rev Bras Psiquiatr. 2004;26(3):164-73. doi.org/10.1590/S1516-44462004000300006
O artigo brasileiro é uma adaptação transcultural (duas traduções, retraduções, avaliação da equivalência semântica e dois pré-testes com 10 pacientes de ambulatório cada, na UFRJ). Ele não mediu as propriedades da escala no Brasil e não define um ponto de corte próprio: cita o de 30 pontos dos autores da escala, que no estudo original identificou 74% dos pacientes com transtorno dissociativo de identidade e 80% dos pacientes com outro transtorno dissociativo. A versão brasileira trocou a resposta em porcentagem do tempo (0% a 100%) por números de 0 a 10, e o resultado é a média multiplicada por 10.

