Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de luto prolongado (PG-13-R)

Mostra se a dor pela morte de alguém importante continua tão forte, doze meses ou mais depois, que se parece com o luto prolongado, aquele que não cede e trava a vida. São treze perguntas sobre o tempo desde a perda, a saudade, a dificuldade de aceitar e de retomar a rotina.

13 perguntas3 min para responderNada é enviado

1 de 13Você perdeu uma pessoa significativa para você?
2 de 13Quantos meses se passaram desde que essa pessoa faleceu?

Para cada item, indique como você se sente atualmente. Desde a morte, ou por causa da morte…

3 de 13Você sente falta ou saudade da pessoa que faleceu?
4 de 13Você tem dificuldade em fazer coisas que normalmente faz porque está pensando muito na pessoa que faleceu?
5 de 13Você se sente confuso(a) em relação ao que fazer da vida, ou sente que não sabe mais quem você é (ou seja, sente que uma parte de você morreu)?
6 de 13Você tem dificuldade de acreditar que a pessoa que faleceu realmente se foi?
7 de 13Você evita coisas que o/a fazem lembrar que a pessoa que morreu realmente se foi?
8 de 13Você sofre emocionalmente (por exemplo, sente raiva, amargura, tristeza) relacionada à morte dessa pessoa?
9 de 13Você sente que tem dificuldade de retomar a sua vida (por exemplo, problemas de estar com amigo(a), estabelecer metas, planejar o futuro)?
10 de 13Você se sente emocionalmente anestesiado(a) ou desconectado(a) dos outros?
11 de 13Você sente que a vida não tem sentido sem a pessoa que faleceu?
12 de 13Você se sente sozinho(a) ou solitário(a) sem a pessoa falecida?
13 de 13Os sintomas acima prejudicaram sua vida social, suas atividades ocupacionais ou outras áreas importantes da sua vida?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem perdeu uma pessoa importante há doze meses ou mais e sente que a dor continua com a força do início.
    • Quem, depois da perda, tem dificuldade de estar com amigos, fazer planos e retomar a rotina.
    • Quem quer levar à consulta um retrato de como estão a saudade, a aceitação da perda e a rotina.
  • Quando não usar

    • No primeiro ano depois da morte: sentir tudo com força nesse período é luto, e o transtorno só se considera depois de doze meses.
    • Para perdas que não sejam a morte de uma pessoa: todas as perguntas tratam de alguém que faleceu.
    • Diante de sinais de depressão ou de pensamentos de morrer: isso pede uma avaliação agora, sem esperar o tempo passar.
  • Limites do teste

    • Mostra como a pessoa se sente atualmente, e não como o luto mudou ao longo dos meses.
    • Não separa o luto prolongado da depressão depois da perda, que é frequente e forma outro quadro.
    • Depende de como cada pessoa percebe e descreve a própria dor: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o PG-13-R

Perguntas frequentes sobre a PG-13-R

A PG-13-R diagnostica luto prolongado?

Não. Ela rastreia. Trinta pontos nos sintomas, um ano desde a morte e prejuízo na vida indicam uma avaliação.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da validação brasileira de Esperandio e colaboradores, de 2025, feita com a autora original da escala.

Luto tem prazo?

Não. O que define o transtorno não é sentir falta, mas a saudade intensa e a dificuldade de retomar a vida continuarem quase todos os dias, passado um ano, com prejuízo.

Luto prolongado tem tratamento?

Sim. Uma psicoterapia específica para o luto tem bons resultados em poucos meses. Depressão junto, quando há, também se trata.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A PG-13-R rastreia o transtorno do luto prolongado: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Trinta pontos, um ano e prejuízo indicam uma avaliação. O diagnóstico depende da consulta.

  • Um ano

    O transtorno só se considera depois de 12 meses. Antes disso, sentir tudo com força é luto, não doença.

  • Luto e depressão

    Depressão depois de uma perda é frequente e se trata. Pensar em morrer para reencontrar a pessoa pede avaliação sem esperar.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram um luto que, mais de um ano depois da morte, continua intenso e atrapalha a vida.

    • Saudade: a falta da pessoa ocupa boa parte do dia, e pensar nela atrapalha o que precisa ser feito.
    • Incredulidade: é difícil acreditar que ela realmente se foi, e o que lembra a morte é evitado.
    • Dor: a raiva, a amargura ou a tristeza ligadas à morte continuam fortes.
    • Identidade e sentido: a sensação de que uma parte de si morreu junto, de não saber o que fazer da vida, que parece sem sentido sem a pessoa.
    • Afastamento: sentir-se anestesiado, desligado dos outros e sozinho, com dificuldade de estar com amigos, fazer planos e retomar a rotina.
    • Diferença do luto comum: no luto comum a saudade continua, mas com os meses a vida volta a ter espaço, e no luto prolongado a dor segue com a força do início.
  • As respostas mostram um luto forte, mas não o conjunto do luto prolongado, que junta essa intensidade, mais de um ano desde a morte e prejuízo na vida.

    • Saudade: a falta da pessoa toma boa parte do dia.
    • Dor e incredulidade: a tristeza, a raiva e a dificuldade de acreditar que ela se foi vêm com força.
    • Sentido: a vida parece sem rumo sem ela, com a sensação de que uma parte de si morreu junto.
    • Primeiro ano: nos meses seguintes à morte, sentir tudo isso com essa força é o luto comum, e a dor costuma abrandar aos poucos sem que a saudade acabe.
    • Depois de um ano: com esse tempo já passado e o trabalho e o convívio mantidos, a dor é forte, mas não forma o luto prolongado.
    • Sinais de depressão: não conseguir funcionar, perder o interesse por tudo ou pensar em morrer para reencontrar a pessoa pedem uma avaliação agora, sem esperar o tempo passar.
  • As respostas não mostram o conjunto do luto prolongado: saudade e dor que seguem intensas mais de um ano depois da morte e impedem de retomar a vida.

    • Luto prolongado: mais de um ano depois, a saudade ocupa quase todo o dia, é difícil acreditar na morte e a vida parece sem sentido sem a pessoa.
    • Prejuízo: nele, a pessoa não consegue voltar aos amigos, ao trabalho e aos planos.
    • Luto comum: a saudade vem em datas, lugares e músicas, há tristeza em alguns momentos, e a vida segue com pessoas, tarefas e planos.
    • Sem prazo: sentir falta de quem morreu, anos depois, faz parte do luto comum.
    • Depressão depois da perda: tristeza na maior parte do dia, perda de interesse por tudo e sono e apetite alterados formam outro quadro, diferente do luto.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • As perguntas 3 a 12 valem de 1 (De modo algum) a 5 (Insuportavelmente); a soma vai de 10 a 50.
  • O rastreio é positivo com 30 ou mais, morte há 12 meses ou mais (pergunta 2) e resposta “sim” na pergunta 13. As perguntas 1, 2 e 13 não entram na soma.

Rastreio positivo para transtorno do luto prolongado: pontuação dos sintomas (perguntas 3 a 12) de 30 ou mais, morte há 12 meses ou mais, e prejuízo na vida (pergunta 13). Com 30 ou mais e menos de 12 meses: luto intenso, ainda recente. Abaixo de 30: abaixo do ponto de corte.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Prigerson HG, Boelen PA, Xu J, Smith KV, Maciejewski PK. Validation of the new DSM-5-TR criteria for prolonged grief disorder and the PG-13-Revised (PG-13-R) scale. World Psychiatry. 2021;20(1):96-106. doi.org/10.1002/wps.20823

  • Validação brasileira

    Esperandio MRG, Rosas LS, Viacava JJC, Prigerson HG. Brazilian validation of the Prolonged Grief Disorder Scale – Revised (PG-13-R). Omega (Westport). 2025. doi.org/10.1177/00302228251348277

    A validação brasileira (Esperandio e colaboradores, 2025, com a autora original, em 516 enlutados) confirmou a estrutura e a confiabilidade da versão em português; 18,2% dos participantes pontuaram 30 ou mais. O corte (30 nos sintomas, com 12 meses e prejuízo) é o do instrumento original. A pergunta 2, que no original pede o número de meses, é apresentada aqui como duas opções, conforme o critério de 12 meses.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

Marcar consulta pelo WhatsApp

Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
Marcar consulta