Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de dismorfia corporal (DCQ)

Mostra se a preocupação com a aparência, ou com um defeito que os outros dizem não ver, vai além do que é comum na maioria das pessoas. São sete perguntas sobre o quanto essa preocupação toma tempo, leva a encobrir o corpo e a procurar médicos.

7 perguntas2 min para responderNada é enviado

Você alguma vez:

1 de 7Ficou muito preocupado(a) com algum aspecto da sua aparência física?
2 de 7Considerou-se malformado(a) ou deformado(a) de alguma maneira (por exemplo: nariz, cabelo, pele, órgãos sexuais, constituição geral do corpo)?
3 de 7Considerou que o seu corpo funciona mal de alguma maneira (por exemplo: odor corporal excessivo, gases, suor)?
4 de 7Consultou ou sentiu que precisava consultar um cirurgião plástico, dermatologista ou médico por causa dessas preocupações?
5 de 7Ouviu de outras pessoas ou de médicos que você é normal, apesar de acreditar firmemente que há algo errado com a sua aparência ou com o funcionamento do seu corpo?
6 de 7Passou muito tempo preocupado(a) com um defeito na sua aparência ou no funcionamento do seu corpo?
7 de 7Passou muito tempo encobrindo defeitos na sua aparência ou no funcionamento do seu corpo?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem passa muito tempo preocupado com um defeito na aparência que os outros dizem não ver ou acham pequeno.
    • Quem confere a região no espelho, tenta encobri-la ou pensa em dermatologista ou cirurgia plástica por causa dessa preocupação.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado dessa preocupação, comparada com a da maioria das pessoas.
  • Quando não usar

    • Para avaliar a aparência ou a satisfação com o corpo: o teste mede a preocupação, e não o corpo.
    • Para concluir sem consulta que há ou não um transtorno: isso depende do tempo que a preocupação toma e do sofrimento que causa.
  • Limites do teste

    • As perguntas são uma tradução do consultório a partir do inglês, sem estudo de validação no Brasil.
    • O corte de 9 pontos vem de um estudo feito na Austrália, e outros estudos usam 11 ou 14 pontos, que apontam menos pessoas para avaliação.
    • Depende de como cada pessoa compara a própria preocupação com a da maioria das pessoas, e essa comparação pode sair para mais ou para menos.

Dúvidas sobre o DCQ

Perguntas frequentes sobre o DCQ

O DCQ diagnostica transtorno dismórfico corporal?

Não. Ele mede o grau de preocupação com a aparência. Nove pontos ou mais indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

Não. Não foi encontrada versão brasileira do DCQ. As perguntas e as respostas são uma tradução do consultório a partir do original em inglês, e isso está informado nas fontes. O instrumento não traz uma instrução além da frase “Você alguma vez”.

Por que o corte é de 9 pontos?

É o corte do estudo de Mancuso, Knoesen e Castle (2010), feito com estudantes e pessoas em tratamento na Austrália. Outros estudos usam 11 pontos na população geral e 14 em pacientes de dermatologia. Com 9, o teste aponta mais pessoas para avaliação; com cortes mais altos, menos.

Não gostar de uma parte do corpo é dismorfia?

Não por si só. No transtorno dismórfico corporal, a preocupação toma horas do dia, leva a conferir ou esconder a região e causa sofrimento ou prejuízo, e o defeito é pequeno ou invisível para os outros.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O DCQ rastreia preocupação excessiva com a aparência: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Nove pontos ou mais indicam que vale uma avaliação. O diagnóstico de transtorno dismórfico corporal depende da consulta, do tempo que a preocupação toma e do sofrimento que causa.

  • O que o teste mede

    Preocupação, tempo gasto pensando no defeito, tentativas de escondê-lo e busca por médicos. Não mede a aparência nem a satisfação com o corpo.

  • Tradução, não validação

    Não há versão brasileira do DCQ. As perguntas são uma tradução do consultório a partir do inglês, informada nas fontes.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 8 pontos

    As respostas mostram uma preocupação com a aparência parecida com a da maioria das pessoas.

    • Preocupação comum: não gostar de uma parte do corpo, pensar nela em alguns momentos e seguir o dia.
    • Pensamento que não sai: na dismorfia corporal, a pessoa passa horas do dia pensando em um defeito que os outros não veem ou acham pequeno.
    • Conferir: ela volta ao espelho e às fotos muitas vezes, ou evita os dois por completo.
    • Esconder: usa roupa, maquiagem, cabelo ou postura para cobrir a região e deixa de sair ou de ser fotografada.
    • Não se tranquilizar: ouvir de outras pessoas ou de médicos que está tudo normal não muda a certeza do defeito.
    • Neste resultado: a preocupação não ocupa esse tempo nem pede esse esforço de esconder.
  • 9 a 21 pontos

    As respostas mostram uma preocupação com a aparência maior do que a da maioria das pessoas, com tempo gasto pensando em um defeito e tentando escondê-lo.

    • Pensamento que ocupa o dia: uma parte do corpo, como a pele, o nariz, o cabelo ou o formato do corpo, volta à cabeça muitas vezes e por muito tempo.
    • Certeza do defeito: ver algo errado na aparência, enquanto os outros dizem que não veem nada ou quase nada.
    • Conferir: olhar no espelho, em fotos ou na câmera do celular muitas vezes, e comparar-se com outras pessoas.
    • Esconder: cobrir a região com roupa, maquiagem, cabelo ou postura, e evitar lugares, luzes ou fotos em que ela apareça.
    • Buscar correção: pensar em dermatologista, cirurgia plástica ou outro procedimento para resolver o defeito, ou já ter passado por algum.
    • Peso na vida: a preocupação tira tempo do trabalho e dos estudos e afasta de encontros e de relações.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 0 (De modo nenhum) a 3 (Muito mais do que a maioria das pessoas).
  • Some as sete respostas: o total vai de 0 a 21. Nove pontos ou mais é o ponto de corte usado nesta página.

De modo nenhum = 0 · O mesmo que a maioria das pessoas = 1 · Mais do que a maioria das pessoas = 2 · Muito mais do que a maioria das pessoas = 3

Pontuação total (0 a 21 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 8Preocupação com a aparência dentro do comumAs respostas mostram uma preocupação com a aparência parecida com a da maioria das pessoas.
9 a 21Sinais de preocupação excessiva com a aparênciaAs respostas mostram uma preocupação com a aparência maior do que a da maioria das pessoas, com tempo gasto pensando em um defeito e tentando escondê-lo.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Oosthuizen P, Lambert T, Castle DJ. Dysmorphic concern: prevalence and associations with clinical variables. Aust N Z J Psychiatry. 1998;32(1):129-32. doi.org/10.3109/00048679809062719

  • Instrumento original

    Mancuso SG, Knoesen NP, Castle DJ. The Dysmorphic Concern Questionnaire: a screening measure for body dysmorphic disorder. Aust N Z J Psychiatry. 2010;44(6):535-42. doi.org/10.3109/00048671003596055

  • Validação brasileira

    Consultório Dr. Roberto Gimena. Tradução para o português do Brasil das sete perguntas do DCQ (não validada). Esta página. 2026. robertogimenapsiquiatra.com.br/testes/dismorfia-corporal-dcq/

    Não foi encontrada versão brasileira nem estudo de validação do DCQ no Brasil. As sete perguntas e as quatro respostas desta página são uma tradução do consultório a partir do inglês, informada aqui; a tradução não foi validada. O resultado usa o corte de 9 pontos de Mancuso, Knoesen e Castle (2010), que classificou corretamente 96,4% das pessoas com transtorno dismórfico corporal e 90,6% dos estudantes. Outros estudos usam cortes mais altos: 11 pontos na população geral (Schieber e colaboradores, 2018) e 14 pontos em pacientes de dermatologia (Stangier e colaboradores, 2003).

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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