SPS-R
Seu resultado
0 / 32 pontos
- Gravidade dos sintomas (impulso, tempo, controle) 0 / 16 pontos
- Prejuízo (angústia, interferência, evitação, dano na pele) 0 / 16 pontos
Sem sinais de transtorno de escoriação
As respostas não mostram, na última semana, o conjunto do transtorno de escoriação: impulso frequente de cutucar a pele, pouco controle sobre ele e feridas que pesam na vida.
- Impulso: no transtorno de escoriação, a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas volta muitas vezes ao dia e é difícil de segurar.
- Tempo: a pessoa passa longos períodos lesando a pele, muitas vezes sem perceber, diante do espelho, no banho ou vendo televisão.
- Marcas e vergonha: ficam feridas, crostas e cicatrizes, e ela cobre a pele com roupa ou maquiagem e evita praia, piscina e encontros.
- Na última semana: impulsos poucos ou fracos, contidos na maior parte das vezes, e pele quase sem marcas.
- Hábito comum: espremer uma espinha ou tirar uma casquinha de vez em quando, sem perder o controle, acontece com quase todo mundo.
- Semana calma: as respostas falam só da última semana, e o quadro costuma ir e voltar em fases.
0 / 32 pontos
- Gravidade dos sintomas (impulso, tempo, controle) 0 / 16 pontos
- Prejuízo (angústia, interferência, evitação, dano na pele) 0 / 16 pontos
Sinais de transtorno de escoriação
As respostas mostram, na última semana, impulsos repetidos de cutucar a pele, dificuldade para se conter e consequências na pele ou no dia a dia.
- Impulso: a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas aparece muitas vezes ao dia e cresce até ceder.
- Controle: tentar parar e não conseguir se conter, mesmo sabendo que a pele vai ficar ferida.
- Tempo: uma parte do dia vai embora lesando a pele, às vezes sem perceber que começou.
- Depois do ato: o alívio dura pouco e vêm culpa, frustração ou vergonha por ter feito de novo.
- Marcas na pele: ficam feridas, crostas e cicatrizes, cobertas com roupa, curativo ou maquiagem, e que podem infeccionar.
- Evitar: deixar de ir a lugares ou de encontrar pessoas para que não vejam a pele.
Feridas abertas ou infectadas pedem o cuidado de um dermatologista.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
Outros testes
Testes sobre o mesmo tema
Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Adultos que cutucam, espremem ou arranham a pele de forma repetida e têm dificuldade para se conter.
- Quem já tem o diagnóstico de transtorno de escoriação e quer medir a gravidade da última semana.
- Quem quer levar à consulta um retrato organizado do impulso, do tempo gasto e das marcas na pele.
Quando não usar
- Menores de 18 anos: o estudo brasileiro avaliou adultos.
- Para avaliar feridas abertas ou infectadas: essas lesões pedem o cuidado de um dermatologista.
- Para concluir sozinho por um diagnóstico, que depende da consulta e do exame da pele.
Limites do teste
- Mede só a última semana, e o quadro costuma ir e voltar em fases.
- O ponto de corte de 7 pontos vem de pesquisas de outros países: nem a escala original nem o estudo brasileiro definem um.
- Depende de como cada pessoa avalia o próprio impulso e o dano na pele, sem o exame de um médico.
Dúvidas sobre o SPS-R
Perguntas frequentes sobre a SPS-R
A SPS-R diagnostica transtorno de escoriação?
Não. Ela mede quanto o impulso de lesar a pele pesou na última semana. Sete pontos ou mais indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.
Esta versão em português é validada?
Sim. O texto é o da versão brasileira da SPS-R, traduzida, aprovada pelos autores da escala original e validada por Xavier e colaboradores em 2022, em adultos com transtorno de escoriação. O estudo não definiu ponto de corte; o limite usado aqui vem de pesquisas de outros países.
Escoriação, skin picking e dermatotilexomania são a mesma coisa?
Sim. São nomes do mesmo quadro: cutucar, espremer ou arranhar a pele de forma repetida, com feridas e tentativas de parar que não dão certo. O nome oficial em português é transtorno de escoriação.
Espremer espinhas é transtorno de escoriação?
Não por si só. No transtorno, o ato se repete, deixa lesões, a pessoa tenta diminuir ou parar e não consegue, e isso causa sofrimento ou atrapalha a vida.
Devo procurar um psiquiatra ou um dermatologista?
Os dois ajudam em partes diferentes. O dermatologista trata as lesões e as doenças de pele que aumentam o impulso; o psiquiatra e o psicólogo tratam o impulso e o que vem com ele, como ansiedade e depressão.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
A SPS-R mede a gravidade do hábito de lesar a pele na última semana: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Sete pontos ou mais indicam que vale uma avaliação. O diagnóstico de transtorno de escoriação depende da consulta e do exame da pele.
Dois números
Gravidade (impulso, intensidade, tempo e controle) e prejuízo (angústia, interferência, evitação e dano na pele). Cada um vai de 0 a 16.
Corte sem estudo brasileiro
A escala foi criada para medir gravidade em quem já tem o quadro. O limite de 7 pontos vem de pesquisas de outros países e está explicado nas fontes.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 6 pontos
Sem sinais de transtorno de escoriação
As respostas não mostram, na última semana, o conjunto do transtorno de escoriação: impulso frequente de cutucar a pele, pouco controle sobre ele e feridas que pesam na vida.
- Impulso: no transtorno de escoriação, a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas volta muitas vezes ao dia e é difícil de segurar.
- Tempo: a pessoa passa longos períodos lesando a pele, muitas vezes sem perceber, diante do espelho, no banho ou vendo televisão.
- Marcas e vergonha: ficam feridas, crostas e cicatrizes, e ela cobre a pele com roupa ou maquiagem e evita praia, piscina e encontros.
- Na última semana: impulsos poucos ou fracos, contidos na maior parte das vezes, e pele quase sem marcas.
- Hábito comum: espremer uma espinha ou tirar uma casquinha de vez em quando, sem perder o controle, acontece com quase todo mundo.
- Semana calma: as respostas falam só da última semana, e o quadro costuma ir e voltar em fases.
7 a 32 pontos
Sinais de transtorno de escoriação
As respostas mostram, na última semana, impulsos repetidos de cutucar a pele, dificuldade para se conter e consequências na pele ou no dia a dia.
- Impulso: a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas aparece muitas vezes ao dia e cresce até ceder.
- Controle: tentar parar e não conseguir se conter, mesmo sabendo que a pele vai ficar ferida.
- Tempo: uma parte do dia vai embora lesando a pele, às vezes sem perceber que começou.
- Depois do ato: o alívio dura pouco e vêm culpa, frustração ou vergonha por ter feito de novo.
- Marcas na pele: ficam feridas, crostas e cicatrizes, cobertas com roupa, curativo ou maquiagem, e que podem infeccionar.
- Evitar: deixar de ir a lugares ou de encontrar pessoas para que não vejam a pele.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Cada pergunta vale de 0 a 4, na ordem das respostas.
- Some as oito respostas: o total vai de 0 a 32. O resultado usa 7 pontos ou mais como ponto de corte, o limite usado em pesquisas; não há corte brasileiro.
- O subescore de gravidade soma as perguntas 1 a 4 e o de prejuízo soma as perguntas 5 a 8 (0 a 16 cada).
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 6 | Sem sinais de transtorno de escoriação | As respostas não mostram, na última semana, o conjunto do transtorno de escoriação: impulso frequente de cutucar a pele, pouco controle sobre ele e feridas que pesam na vida. |
| 7 a 32 | Sinais de transtorno de escoriação | As respostas mostram, na última semana, impulsos repetidos de cutucar a pele, dificuldade para se conter e consequências na pele ou no dia a dia. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Snorrason I, Ólafsson RP, Flessner CA, Keuthen NJ, Franklin ME, Woods DW. The Skin Picking Scale-Revised: factor structure and psychometric properties. J Obsessive Compuls Relat Disord. 2012;1(2):133-7. doi.org/10.1016/j.jocrd.2012.03.001
Validação brasileira
Xavier ACM, Prati C, Brandão MG, Ebert AB, Macedo MJA, Fernandes MJB, et al.. Comorbidity of psychiatric and dermatologic disorders with skin picking disorder and validation of the Skin Picking Scale Revised for Brazilian Portuguese. Braz J Psychiatry. 2022;44(6):621-7. doi.org/10.47626/1516-4446-2021-2400
O estudo brasileiro avaliou 124 adultos com transtorno de escoriação, confirmou os dois fatores da escala (gravidade e prejuízo) e encontrou consistência interna de 0,84 (alfa de Cronbach); todos os participantes tinham o diagnóstico, e o estudo não definiu ponto de corte. A escala original também não traz um. O resultado desta página usa 7 pontos ou mais, limite adotado em pesquisas (estudo alemão de Gallinat e colaboradores, 2017) sem análise própria de acurácia; a validação polonesa (2022, doi 10.3390/ijerph19052578) encontrou 5 pontos ou mais como melhor corte entre pessoas com e sem o transtorno.

