Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de escoriação da pele (SPS-R)

Mostra a gravidade do hábito de cutucar ou machucar a própria pele na última semana e o quanto ele pesa na vida. São oito perguntas sobre a frequência e a força do impulso, o tempo gasto, o controle, a angústia, o que foi evitado e as marcas na pele.

8 perguntas3 min para responderNada é enviado

Com relação à última semana:

1 de 8Com que frequência você sente o impulso de lesar sua pele?
2 de 8Quão intensos ou fortes são os impulsos de lesar a sua pele?
3 de 8Quanto tempo você gasta lesando sua pele por dia?
4 de 8Quanto controle você tem sobre o seu impulso de lesar a pele? Em qual grau você consegue evitar lesar sua pele?
5 de 8Quanta angústia emocional (ansiedade/preocupação, frustração, depressão, desesperança, ou sentimentos de baixa autoestima) você experiencia a partir do ato de lesar sua pele?
6 de 8O quanto o seu ato de lesar a própria pele interfere na sua vida social, trabalho (ou funcionalidade)? (Se não está trabalhando no momento, determine o quanto sua performance seria afetada caso fosse empregado.)
7 de 8Você tem evitado fazer qualquer coisa, ir a qualquer lugar, ou estar com qualquer pessoa por causa do ato de lesar a sua pele? Se sim, o quanto você evita?
8 de 8Quanto dano você tem na pele atualmente por causa do ato de lesar a própria pele? Considerar somente danos produzidos pelo ato de lesar.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que cutucam, espremem ou arranham a pele de forma repetida e têm dificuldade para se conter.
    • Quem já tem o diagnóstico de transtorno de escoriação e quer medir a gravidade da última semana.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado do impulso, do tempo gasto e das marcas na pele.
  • Quando não usar

    • Menores de 18 anos: o estudo brasileiro avaliou adultos.
    • Para avaliar feridas abertas ou infectadas: essas lesões pedem o cuidado de um dermatologista.
    • Para concluir sozinho por um diagnóstico, que depende da consulta e do exame da pele.
  • Limites do teste

    • Mede só a última semana, e o quadro costuma ir e voltar em fases.
    • O ponto de corte de 7 pontos vem de pesquisas de outros países: nem a escala original nem o estudo brasileiro definem um.
    • Depende de como cada pessoa avalia o próprio impulso e o dano na pele, sem o exame de um médico.

Dúvidas sobre o SPS-R

Perguntas frequentes sobre a SPS-R

A SPS-R diagnostica transtorno de escoriação?

Não. Ela mede quanto o impulso de lesar a pele pesou na última semana. Sete pontos ou mais indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira da SPS-R, traduzida, aprovada pelos autores da escala original e validada por Xavier e colaboradores em 2022, em adultos com transtorno de escoriação. O estudo não definiu ponto de corte; o limite usado aqui vem de pesquisas de outros países.

Escoriação, skin picking e dermatotilexomania são a mesma coisa?

Sim. São nomes do mesmo quadro: cutucar, espremer ou arranhar a pele de forma repetida, com feridas e tentativas de parar que não dão certo. O nome oficial em português é transtorno de escoriação.

Espremer espinhas é transtorno de escoriação?

Não por si só. No transtorno, o ato se repete, deixa lesões, a pessoa tenta diminuir ou parar e não consegue, e isso causa sofrimento ou atrapalha a vida.

Devo procurar um psiquiatra ou um dermatologista?

Os dois ajudam em partes diferentes. O dermatologista trata as lesões e as doenças de pele que aumentam o impulso; o psiquiatra e o psicólogo tratam o impulso e o que vem com ele, como ansiedade e depressão.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A SPS-R mede a gravidade do hábito de lesar a pele na última semana: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Sete pontos ou mais indicam que vale uma avaliação. O diagnóstico de transtorno de escoriação depende da consulta e do exame da pele.

  • Dois números

    Gravidade (impulso, intensidade, tempo e controle) e prejuízo (angústia, interferência, evitação e dano na pele). Cada um vai de 0 a 16.

  • Corte sem estudo brasileiro

    A escala foi criada para medir gravidade em quem já tem o quadro. O limite de 7 pontos vem de pesquisas de outros países e está explicado nas fontes.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 6 pontos

    As respostas não mostram, na última semana, o conjunto do transtorno de escoriação: impulso frequente de cutucar a pele, pouco controle sobre ele e feridas que pesam na vida.

    • Impulso: no transtorno de escoriação, a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas volta muitas vezes ao dia e é difícil de segurar.
    • Tempo: a pessoa passa longos períodos lesando a pele, muitas vezes sem perceber, diante do espelho, no banho ou vendo televisão.
    • Marcas e vergonha: ficam feridas, crostas e cicatrizes, e ela cobre a pele com roupa ou maquiagem e evita praia, piscina e encontros.
    • Na última semana: impulsos poucos ou fracos, contidos na maior parte das vezes, e pele quase sem marcas.
    • Hábito comum: espremer uma espinha ou tirar uma casquinha de vez em quando, sem perder o controle, acontece com quase todo mundo.
    • Semana calma: as respostas falam só da última semana, e o quadro costuma ir e voltar em fases.
  • 7 a 32 pontos

    As respostas mostram, na última semana, impulsos repetidos de cutucar a pele, dificuldade para se conter e consequências na pele ou no dia a dia.

    • Impulso: a vontade de cutucar, espremer ou arrancar casquinhas aparece muitas vezes ao dia e cresce até ceder.
    • Controle: tentar parar e não conseguir se conter, mesmo sabendo que a pele vai ficar ferida.
    • Tempo: uma parte do dia vai embora lesando a pele, às vezes sem perceber que começou.
    • Depois do ato: o alívio dura pouco e vêm culpa, frustração ou vergonha por ter feito de novo.
    • Marcas na pele: ficam feridas, crostas e cicatrizes, cobertas com roupa, curativo ou maquiagem, e que podem infeccionar.
    • Evitar: deixar de ir a lugares ou de encontrar pessoas para que não vejam a pele.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada pergunta vale de 0 a 4, na ordem das respostas.
  • Some as oito respostas: o total vai de 0 a 32. O resultado usa 7 pontos ou mais como ponto de corte, o limite usado em pesquisas; não há corte brasileiro.
  • O subescore de gravidade soma as perguntas 1 a 4 e o de prejuízo soma as perguntas 5 a 8 (0 a 16 cada).
Pontuação total (0 a 32 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 6Sem sinais de transtorno de escoriaçãoAs respostas não mostram, na última semana, o conjunto do transtorno de escoriação: impulso frequente de cutucar a pele, pouco controle sobre ele e feridas que pesam na vida.
7 a 32Sinais de transtorno de escoriaçãoAs respostas mostram, na última semana, impulsos repetidos de cutucar a pele, dificuldade para se conter e consequências na pele ou no dia a dia.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Snorrason I, Ólafsson RP, Flessner CA, Keuthen NJ, Franklin ME, Woods DW. The Skin Picking Scale-Revised: factor structure and psychometric properties. J Obsessive Compuls Relat Disord. 2012;1(2):133-7. doi.org/10.1016/j.jocrd.2012.03.001

  • Validação brasileira

    Xavier ACM, Prati C, Brandão MG, Ebert AB, Macedo MJA, Fernandes MJB, et al.. Comorbidity of psychiatric and dermatologic disorders with skin picking disorder and validation of the Skin Picking Scale Revised for Brazilian Portuguese. Braz J Psychiatry. 2022;44(6):621-7. doi.org/10.47626/1516-4446-2021-2400

    O estudo brasileiro avaliou 124 adultos com transtorno de escoriação, confirmou os dois fatores da escala (gravidade e prejuízo) e encontrou consistência interna de 0,84 (alfa de Cronbach); todos os participantes tinham o diagnóstico, e o estudo não definiu ponto de corte. A escala original também não traz um. O resultado desta página usa 7 pontos ou mais, limite adotado em pesquisas (estudo alemão de Gallinat e colaboradores, 2017) sem análise própria de acurácia; a validação polonesa (2022, doi 10.3390/ijerph19052578) encontrou 5 pontos ou mais como melhor corte entre pessoas com e sem o transtorno.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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