Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de vício em comida (mYFAS 2.0)

Mostra se a relação com certos alimentos, como doces, massas, salgados e frituras, se parece com um vício, e em que grau. São treze perguntas sobre os últimos 12 meses: vontade tão forte que não deixa pensar em outra coisa, tentar reduzir sem conseguir e o prejuízo na rotina.

13 perguntas3 min para responderNada é enviado

Esta pesquisa pergunta sobre seus hábitos alimentares no último ano. As pessoas às vezes têm dificuldade em controlar o quanto elas comem de certos alimentos, tais como: doces como sorvete, chocolate, biscoito, bolo, doce; amidos como pão, massa e arroz; salgados, como batata frita e biscoito; alimentos gordurosos, como carne, bacon, hambúrguer, pizza e batata frita; bebidas açucaradas, como refrigerante e bebida energética. Quando as questões seguintes perguntam sobre “Certos alimentos”, por favor, pense em quaisquer alimentos ou bebidas semelhantes aos listados nos grupos de alimentos ou bebidas acima ou quaisquer outros alimentos que você teve dificuldade de controlar o consumo no último ano. Nos últimos 12 meses:

1 de 13Eu comi até o ponto em que eu me senti fisicamente doente.
2 de 13Eu passei muito tempo me sentindo lento ou cansado após ter comido em excesso.
3 de 13Eu evitei o trabalho, escola ou atividades sociais porque eu tive medo que eu fosse comer demais lá.
4 de 13Se eu estivesse com problemas emocionais porque eu não tinha comido certos alimentos, gostaria de comê-los para me sentir melhor.
5 de 13O meu comportamento alimentar me causou muito sofrimento.
6 de 13Eu tive problemas significativos na minha vida por causa de comida. Podem ter sido problemas com a minha rotina diária, trabalho, escola, amigos, família, ou de saúde.
7 de 13Meus excessos com comida me prejudicaram no cuidado da minha família ou com tarefas domésticas.
8 de 13Eu continuei comendo da mesma forma, mesmo este fato tendo me causado problemas emocionais.
9 de 13Comer a mesma quantidade de alimento não me deu tanto prazer como costumava me dar.
10 de 13Eu tinha impulsos tão fortes para comer certos alimentos que eu não conseguia pensar em mais nada.
11 de 13Eu tentei e não consegui reduzir ou parar de comer certos alimentos.
12 de 13Eu estava tão distraído pela ingestão que eu poderia ter sido ferido (por exemplo, ao dirigir um carro, atravessando a rua, operando máquinas).
13 de 13Meus amigos ou familiares estavam preocupados com o quanto eu comia.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que sentem perder o controle sobre certos alimentos, como doces, massas, salgados, frituras e refrigerantes.
    • Quem tentou reduzir ou parar de comer esses alimentos e não conseguiu, com sofrimento ou prejuízo na rotina.
    • Quem quer levar à consulta um retrato dos últimos 12 meses da relação com a comida.
  • Quando não usar

    • Quando há episódios de comer muito em pouco tempo, vômito provocado ou restrição rígida da comida: são sinais de transtorno alimentar, um quadro diferente.
    • Para concluir sem consulta que há um vício: vício em comida não consta como diagnóstico nos manuais de psiquiatria.
  • Limites do teste

    • Cobre os últimos 12 meses e depende de como cada pessoa lembra e avalia os próprios hábitos alimentares nesse período.
    • Não separa esse padrão da compulsão alimentar, da depressão e da ansiedade, em que ele também aparece.
    • A versão brasileira recebeu ressalvas em 2023, entre elas a redação da pergunta 13, e os autores da carta sugerem reavaliar a validade.

Dúvidas sobre o mYFAS 2.0

Perguntas frequentes sobre a mYFAS 2.0

A mYFAS 2.0 diagnostica vício em comida?

Não. Ela rastreia um padrão de comer parecido com o de uma dependência. “Vício em comida” não consta como diagnóstico nos manuais de psiquiatria; a avaliação clínica verifica se há um transtorno alimentar ou outro quadro por trás.

Esta versão em português é validada?

Sim, com ressalvas. O texto é o da versão brasileira publicada por Nunes-Neto e colaboradores em 2018, reproduzido sem alterações. Em 2023, uma carta na mesma revista apontou que a pergunta 13 diz “o quanto eu comia” onde o original fala em comer em excesso, e que os números da folha de pontuação estavam errados. Esta página usa os limites do instrumento original.

Por que cada pergunta tem um limite diferente?

Porque alguns comportamentos já preocupam quando acontecem uma vez por mês, como deixar de ir ao trabalho por medo de comer demais, e outros só quando se repetem toda semana, como comer até passar mal.

Vício em comida é o mesmo que compulsão alimentar?

Não. A compulsão alimentar é um transtorno definido por episódios de comer muito em pouco tempo, com sensação de perda de controle. O vício em comida descreve fissura, tolerância e tentativas frustradas de parar. Os dois aparecem juntos com frequência.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A mYFAS 2.0 aplica à comida os critérios usados para o uso de substâncias. Ela mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    “Vício em comida” não é um diagnóstico dos manuais de psiquiatria. A escala descreve um padrão de comer que merece avaliação quando vem com sofrimento.

  • Sofrimento decide

    O resultado só é positivo quando o comportamento alimentar causa sofrimento ou problemas pelo menos duas a três vezes por semana, qualquer que seja o número de sintomas.

  • Perto da compulsão alimentar

    O mesmo padrão aparece na compulsão alimentar, na depressão e na ansiedade. A avaliação separa os quadros.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram muitos sinais de perda de controle sobre certos alimentos, com sofrimento ou prejuízo frequente na vida.

    • Perda de controle: comer certos alimentos além do que se pretendia, até passar mal ou ficar lento e cansado depois.
    • Fissura: a vontade de um alimento específico vem tão forte que ocupa todo o pensamento até comer.
    • Tentar parar: várias tentativas de reduzir ou cortar esses alimentos, seguidas da volta ao mesmo padrão.
    • Continuar apesar do dano: continuar comendo da mesma forma mesmo percebendo que isso piora o humor ou a saúde.
    • Tolerância e abstinência: a mesma quantidade já não dá o mesmo prazer, e ficar sem esses alimentos traz irritação, ansiedade ou tristeza.
    • Sofrimento e prejuízo: culpa, vergonha ou tristeza várias vezes por semana, e trabalho, encontros ou tarefas deixados de lado por causa da comida.
  • As respostas mostram vários sinais de perda de controle sobre certos alimentos, com sofrimento ou prejuízo frequente na vida.

    • Perda de controle: comer certos alimentos além do que se pretendia, às vezes até passar mal ou ficar lento e cansado depois.
    • Fissura e abstinência: a vontade de um alimento específico ocupa o pensamento até comer, e ficar sem ele traz irritação, ansiedade ou tristeza.
    • Tentar parar: tentativas de reduzir ou cortar esses alimentos, seguidas da volta ao mesmo padrão.
    • Continuar apesar do dano: continuar comendo da mesma forma mesmo percebendo que isso piora o humor ou a saúde.
    • Sofrimento: a forma de comer traz culpa, vergonha ou tristeza várias vezes por semana, ou atrapalha a rotina, as relações e a saúde.
    • Quais alimentos: o padrão aparece quase sempre com doces, massas, salgadinhos, frituras e refrigerantes, e raramente com comida simples.
  • As respostas mostram alguns sinais de perda de controle sobre certos alimentos, com sofrimento ou prejuízo frequente na vida.

    • Perda de controle: em alguns momentos, comer certos alimentos além do que se pretendia e sentir-se mal depois.
    • Fissura: a vontade de um alimento específico vem forte e ocupa o pensamento até comer.
    • Tentar parar: tentativas de reduzir ou cortar esses alimentos, seguidas da volta ao mesmo padrão.
    • Sofrimento: a forma de comer traz culpa, vergonha ou tristeza várias vezes por semana, ou atrapalha a rotina, as relações e a saúde.
    • Quais alimentos: o padrão aparece quase sempre com doces, massas, salgadinhos, frituras e refrigerantes, e raramente com comida simples.
  • As respostas não mostram o conjunto que caracteriza o vício em comida: perda de controle repetida sobre certos alimentos, com sofrimento ou prejuízo frequente.

    • Vício em comida: é a perda de controle repetida sobre certos alimentos, em geral doces, salgadinhos, frituras e refrigerantes, com sofrimento ou prejuízo na rotina.
    • Fissura: nesse quadro a vontade de um alimento é tão forte que ocupa todo o pensamento, e a pessoa não se concentra em outra coisa até comer.
    • Tentativas frustradas: a pessoa tenta reduzir ou parar várias vezes e volta ao mesmo padrão.
    • Exagero comum: comer demais em uma festa, repetir a sobremesa ou buscar um doce em um dia ruim acontece com todo mundo e não prejudica a rotina.
    • Sinais sem sofrimento: sinais de descontrole que não trazem sofrimento frequente não formam o quadro, e podem aumentar ou sumir com o tempo.
    • Outros quadros: comer muito em pouco tempo com culpa, provocar vômito ou restringir a comida com rigidez são sinais de transtorno alimentar, um quadro diferente deste.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 0 (Nunca) a 7 (Todos os dias).
  • Conte um sintoma para cada pergunta que atinge o seu limite: perguntas 3, 7, 12 e 13 a partir de “Uma vez por mês” (2); perguntas 1, 4, 8 e 10 a partir de “Uma vez por semana” (4); perguntas 2, 9 e 11 a partir de “2-3 vezes por semana” (5). O total vai de 0 a 11 sintomas.
  • As perguntas 5 e 6 (sofrimento e prejuízo) não entram na contagem de sintomas. Há sofrimento ou prejuízo quando ao menos uma delas é respondida com “2-3 vezes por semana” (5) ou mais.
  • Com sofrimento ou prejuízo: 2 ou 3 sintomas, leve; 4 ou 5, moderado; 6 ou mais, grave. Com 1 sintoma ou nenhum, ou sem sofrimento ou prejuízo, o resultado é negativo.

Nunca = 0 · Menos que mensalmente = 1 · Uma vez por mês = 2 · 2-3 vezes por mês = 3 · Uma vez por semana = 4 · 2-3 vezes por semana = 5 · 4-6 vezes por semana = 6 · Todos os dias = 7

Cada pergunta tem o seu limite de frequência. As perguntas 3, 7, 12 e 13 contam a partir de “Uma vez por mês”; as perguntas 1, 4, 8 e 10, a partir de “Uma vez por semana”; as perguntas 2, 9 e 11, a partir de “2-3 vezes por semana”. Essas onze perguntas correspondem a onze sintomas. As perguntas 5 e 6 medem sofrimento e prejuízo e contam a partir de “2-3 vezes por semana”; elas não entram na contagem de sintomas. O resultado é positivo com dois sintomas ou mais e, além disso, a pergunta 5 ou a 6 no limite: dois ou três sintomas, leve; quatro ou cinco, moderado; seis ou mais, grave. Sem sofrimento ou prejuízo no limite, o resultado é negativo, qualquer que seja o número de sintomas.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Schulte EM, Gearhardt AN. Development of the Modified Yale Food Addiction Scale Version 2.0. Eur Eat Disord Rev. 2017;25(4):302-8. doi.org/10.1002/erv.2515

  • Validação brasileira

    Nunes-Neto PR, Köhler CA, Schuch FB, Quevedo J, Solmi M, Murru A, et al.. Psychometric properties of the modified Yale Food Addiction Scale 2.0 in a large Brazilian sample. Braz J Psychiatry. 2018;40(4):444-8. doi.org/10.1590/1516-4446-2017-2432

    A versão brasileira (Nunes-Neto e colaboradores, 2018) foi respondida pela internet por 7.639 adultos e teve consistência interna de 0,89; 4,31% tiveram resultado positivo. O estudo usa a regra do instrumento original (dois sintomas ou mais, com sofrimento ou prejuízo) e não propõe outro corte. A folha de pontuação brasileira traz os limites por extenso corretos e números um ponto acima dos originais; esta página segue os limites por extenso, que são os do original (Silva Júnior e Bueno, 2023).

  • Validação brasileira

    Silva Júnior AE, Bueno NB. Comments on the translated version of the modified Yale Food Addiction Scale 2.0 into Brazilian Portuguese. Braz J Psychiatry. 2023;45(2):198-9. doi.org/10.47626/1516-4446-2022-2917

    Carta que aponta duas falhas na versão brasileira: a pergunta 13 fala em “o quanto eu comia”, e o original, em comer em excesso; e os números dos limites na folha de pontuação estão acima dos originais (os limites por extenso estão corretos). Os autores sugerem reavaliar a validade da versão.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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