ECAP
Seu resultado
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Sem sinais de compulsão alimentar
As respostas não mostram episódios de comer sem controle como um padrão na alimentação.
- O que é a compulsão alimentar: comer uma quantidade grande em pouco tempo, sentir que não consegue parar e ficar com culpa ou vergonha depois, e isso se repete.
- Comer demais de vez em quando: exagerar em uma festa, repetir o prato ou comer por impulso sem fome acontece com quase todo mundo e termina ali.
- Controle: perceber quando já chega e conseguir parar de comer quando quer.
- Fome e emoção: na maior parte das vezes, comer por estar com fome, sem que um dia ruim leve sempre à comida.
- Pensamento: a comida não ocupa a cabeça durante o dia.
- Sinais que valem atenção sozinhos: provocar vômito, usar laxativos ou diuréticos depois de comer, ou passar semanas quase sem comer.
0 / 46 pontos
Sinais de compulsão alimentar moderada
As respostas mostram episódios de comer mais do que se queria, com dificuldade de parar e culpa depois.
- Perda de controle: em alguns momentos o impulso de comer vem forte e não dá para segurar, embora em outros dê.
- Comer rápido e além da conta: comer depressa e só parar com a sensação de estar desconfortavelmente cheio.
- Comer pela emoção: a comida aparece nas horas de chateação, mesmo sem fome no corpo.
- Dieta que desanda: depois de um alimento “proibido” vem a ideia de que estragou tudo, e aí se come ainda mais.
- Culpa e vergonha: depois de comer demais vem a culpa pelo que comeu, e na frente dos outros o prato fica menor do que a vontade.
- Pensamento: parte do dia vai em pensar no quanto comeu ou em tentar não comer.
0 / 46 pontos
Sinais de compulsão alimentar grave
As respostas mostram episódios frequentes de comer grandes quantidades sem conseguir parar, com muita culpa e a comida ocupando o pensamento.
- Perda de controle: sensação de ser incapaz de controlar o impulso de comer, com medo de não conseguir parar por vontade própria.
- Quantidade: com regularidade, comer até ficar muito desconfortável, às vezes com enjoo.
- Dieta e excesso: dietas rigorosas começam e terminam em um episódio de compulsão, e os dias alternam entre comer demais e quase não comer.
- Culpa e vergonha: depois de comer vem culpa ou raiva de si quase todas as vezes, e a vergonha do corpo afasta das pessoas.
- Comer escondido: escolher as horas em que ninguém vai ver para comer.
- Pensamento: a maior parte do dia vai em pensar em comer ou em lutar para não comer.
Vômitos provocados ou uso de laxativos ou diuréticos depois de comer pedem atendimento ainda nesta semana.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
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Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Pessoas com obesidade que procuram tratamento para emagrecer, o grupo em que a escala foi construída e validada.
- Quem nota episódios de comer demais com a sensação de não conseguir parar e culpa depois.
- Quem quer levar à consulta um retrato do que faz e do que sente em relação à comida.
Quando não usar
- Pessoas sem obesidade: fora do grupo em que a escala foi estudada, as faixas não foram testadas no Brasil.
- Para rastrear restrição alimentar ou medo de engordar: a escala trata só dos episódios de comer sem controle.
- Para concluir sozinho que há um transtorno alimentar: o diagnóstico depende de entrevista clínica.
Limites do teste
- Aponta mais casos do que a entrevista clínica encontra: no estudo brasileiro, parte dos resultados acima do corte não correspondeu ao transtorno.
- As afirmações não delimitam um período e não mostram há quanto tempo os episódios acontecem.
- Depende de como cada pessoa percebe e descreve o próprio modo de comer: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.
Dúvidas sobre o ECAP
Perguntas frequentes sobre a ECAP
A ECAP diagnostica compulsão alimentar?
Não. Ela mede a gravidade da compulsão alimentar periódica pelas respostas da própria pessoa. Mais de 17 pontos indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico do transtorno depende de entrevista clínica.
Esta versão em português é validada?
Sim. O texto é o da versão brasileira traduzida por Freitas e Appolinario (2001), revista por um dos autores da escala original, e validada em 2006 em 178 mulheres obesas que procuravam tratamento, com ponto de corte 17.
Não tenho obesidade. O teste vale para mim?
A escala foi construída e validada em pessoas com obesidade que procuravam tratamento para emagrecer. Fora desse grupo, as faixas não foram testadas no Brasil, e o resultado deve ser lido como uma descrição das respostas.
Por que algumas afirmações valem mais pontos que outras?
Os autores da escala atribuíram os pontos conforme a gravidade de cada afirmação. Por isso, em alguns grupos duas afirmações valem o mesmo, e em outros a pontuação salta de 1 para 3.
Qual a diferença para o SCOFF e o EAT-26?
O SCOFF e o EAT-26 rastreiam transtornos alimentares em geral, com mais peso em restrição, medo de engordar e vômitos. A ECAP trata só dos episódios de comer sem controle. Os três estão neste site.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
A ECAP mede a gravidade da compulsão alimentar periódica: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Mais de 17 pontos indicam uma avaliação. O diagnóstico do transtorno da compulsão alimentar depende de entrevista clínica.
Para quem foi feita
A escala foi construída e validada em pessoas com obesidade que procuravam tratamento para emagrecer.
Comportamento e sentimento
Os grupos tratam do que a pessoa faz (comer rápido, comer escondido) e do que sente e pensa (culpa, falta de controle).
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 17 pontos
Sem sinais de compulsão alimentar
As respostas não mostram episódios de comer sem controle como um padrão na alimentação.
- O que é a compulsão alimentar: comer uma quantidade grande em pouco tempo, sentir que não consegue parar e ficar com culpa ou vergonha depois, e isso se repete.
- Comer demais de vez em quando: exagerar em uma festa, repetir o prato ou comer por impulso sem fome acontece com quase todo mundo e termina ali.
- Controle: perceber quando já chega e conseguir parar de comer quando quer.
- Fome e emoção: na maior parte das vezes, comer por estar com fome, sem que um dia ruim leve sempre à comida.
- Pensamento: a comida não ocupa a cabeça durante o dia.
- Sinais que valem atenção sozinhos: provocar vômito, usar laxativos ou diuréticos depois de comer, ou passar semanas quase sem comer.
18 a 26 pontos
Sinais de compulsão alimentar moderada
As respostas mostram episódios de comer mais do que se queria, com dificuldade de parar e culpa depois.
- Perda de controle: em alguns momentos o impulso de comer vem forte e não dá para segurar, embora em outros dê.
- Comer rápido e além da conta: comer depressa e só parar com a sensação de estar desconfortavelmente cheio.
- Comer pela emoção: a comida aparece nas horas de chateação, mesmo sem fome no corpo.
- Dieta que desanda: depois de um alimento “proibido” vem a ideia de que estragou tudo, e aí se come ainda mais.
- Culpa e vergonha: depois de comer demais vem a culpa pelo que comeu, e na frente dos outros o prato fica menor do que a vontade.
- Pensamento: parte do dia vai em pensar no quanto comeu ou em tentar não comer.
27 a 46 pontos
Sinais de compulsão alimentar grave
As respostas mostram episódios frequentes de comer grandes quantidades sem conseguir parar, com muita culpa e a comida ocupando o pensamento.
- Perda de controle: sensação de ser incapaz de controlar o impulso de comer, com medo de não conseguir parar por vontade própria.
- Quantidade: com regularidade, comer até ficar muito desconfortável, às vezes com enjoo.
- Dieta e excesso: dietas rigorosas começam e terminam em um episódio de compulsão, e os dias alternam entre comer demais e quase não comer.
- Culpa e vergonha: depois de comer vem culpa ou raiva de si quase todas as vezes, e a vergonha do corpo afasta das pessoas.
- Comer escondido: escolher as horas em que ninguém vai ver para comer.
- Pensamento: a maior parte do dia vai em pensar em comer ou em lutar para não comer.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Em cada grupo, uma só afirmação é marcada. Os pontos de cada afirmação vêm da grade de correção da escala e nem sempre seguem a ordem 0, 1, 2, 3.
- Grupos 2, 5, 8, 9, 10, 11, 12, 14 e 15: a 1ª afirmação vale 0, a 2ª vale 1, a 3ª vale 2 e a 4ª vale 3.
- Grupo 1: 0, 0, 1 e 3. Grupo 3: 0, 1, 3 e 3. Grupo 4: 0, 0, 0 e 2. Grupo 7: 0, 2, 3 e 3. Grupo 13: 0, 0, 2 e 3.
- Grupos com três afirmações: no grupo 6 elas valem 0, 1 e 3; no grupo 16, 0, 1 e 2.
- Some os 16 grupos: o total vai de 0 a 46. Até 17 pontos, sem compulsão alimentar periódica; de 18 a 26, moderada; 27 ou mais, grave.
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 17 | Sem sinais de compulsão alimentar | As respostas não mostram episódios de comer sem controle como um padrão na alimentação. |
| 18 a 26 | Sinais de compulsão alimentar moderada | As respostas mostram episódios de comer mais do que se queria, com dificuldade de parar e culpa depois. |
| 27 a 46 | Sinais de compulsão alimentar grave | As respostas mostram episódios frequentes de comer grandes quantidades sem conseguir parar, com muita culpa e a comida ocupando o pensamento. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Gormally J, Black S, Daston S, Rardin D. The assessment of binge eating severity among obese persons. Addict Behav. 1982;7(1):47-55. doi.org/10.1016/0306-4603(82)90024-7
Instrumento original
Marcus MD, Wing RR, Lamparski DM. Binge eating and dietary restraint in obese patients. Addict Behav. 1985;10(2):163-8. doi.org/10.1016/0306-4603(85)90022-X
Validação brasileira
Freitas S, Lopes CS, Coutinho W, Appolinario JC. Tradução e adaptação para o português da Escala de Compulsão Alimentar Periódica. Rev Bras Psiquiatr. 2001;23(4):215-20. doi.org/10.1590/S1516-44462001000400008
A tradução brasileira (texto usado nesta página) foi aplicada em um pré-teste com 32 pacientes obesos com transtorno da compulsão alimentar periódica, que tiveram média de 31,2 pontos (desvio padrão 5,8). O artigo adota as faixas usadas desde Marcus e colaboradores (1985): até 17 pontos, sem compulsão alimentar periódica; 18 a 26, moderada; 27 ou mais, grave.
Validação brasileira
Freitas SR, Lopes CS, Appolinario JC, Coutinho W. The assessment of binge eating disorder in obese women: a comparison of the binge eating scale with the structured clinical interview for the DSM-IV. Eat Behav. 2006;7(3):282-9. doi.org/10.1016/j.eatbeh.2005.09.002
Em 178 mulheres obesas de 18 a 60 anos que procuravam tratamento para obesidade, o ponto de corte 17 teve sensibilidade de 97,8% e especificidade de 47,7% contra a entrevista clínica estruturada (SCID-I/P), com valor preditivo positivo de 66,7% e negativo de 95,3%. Alfa de Cronbach 0,89; concordância no reteste após 15 dias (121 participantes), kappa 0,66.

