Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de atitudes alimentares (EAT-26)

Mostra se a relação com a comida e com o peso tem sinais de risco para um transtorno alimentar, olhando para a dieta, a preocupação com os alimentos e o controle sobre o que se come. São 26 perguntas sobre medo de engordar, calorias, regimes, culpa depois de comer e vômito.

26 afirmações5 min para responderNada é enviado

Marque com que frequência cada afirmação se aplica a você.

1 de 26Fico apavorada com a ideia de estar engordando.
2 de 26Evito comer quando estou com fome.
3 de 26Sinto-me preocupada com os alimentos.
4 de 26Continuar a comer em exagero faz com que eu sinta que não sou capaz de parar.
5 de 26Corto os meus alimentos em pequenos pedaços.
6 de 26Presto atenção à quantidade de calorias dos alimentos que eu como.
7 de 26Evito, particularmente, os alimentos ricos em carboidratos (ex. pão, arroz, batatas, etc.)
8 de 26Sinto que os outros gostariam que eu comesse mais.
9 de 26Vomito depois de comer.
10 de 26Sinto-me extremamente culpada depois de comer.
11 de 26Preocupo-me com o desejo de ser mais magra.
12 de 26Penso em queimar calorias a mais quando me exercito.
13 de 26As pessoas me acham muito magra.
14 de 26Preocupo-me com a ideia de haver gordura em meu corpo.
15 de 26Demoro mais tempo para fazer minhas refeições do que as outras pessoas.
16 de 26Evito comer alimentos que contenham açúcar.
17 de 26Costumo comer alimentos dietéticos.
18 de 26Sinto que os alimentos controlam minha vida.
19 de 26Demonstro autocontrole diante dos alimentos.
20 de 26Sinto que os outros me pressionam para comer.
21 de 26Passo muito tempo pensando em comer.
22 de 26Sinto desconforto após comer doces.
23 de 26Faço regimes para emagrecer.
24 de 26Gosto de sentir meu estômago vazio.
25 de 26Gosto de experimentar novos alimentos ricos em calorias.
26 de 26Sinto vontade de vomitar após as refeições.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem nota medo de engordar, regras rígidas com a comida ou culpa depois de comer.
    • Quem tem episódios de comer sem conseguir parar, faz regimes com frequência ou sente vontade de vomitar depois das refeições.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado da relação com a comida em três áreas: dieta, bulimia e controle oral.
  • Quando não usar

    • Diante de vômitos frequentes, desmaios ou perda de peso rápida: o caminho é atendimento médico na mesma semana.
    • Para concluir sozinho por um diagnóstico de anorexia ou bulimia, que depende da consulta.
  • Limites do teste

    • Não substitui a história alimentar, o peso ao longo do tempo e os exames, de que o diagnóstico depende.
    • Um total baixo não afasta o risco: vômitos depois de comer ou episódios de comer sem controle contam por si.
    • As frases estão no feminino porque a validação brasileira foi feita com adolescentes do sexo feminino, e o ponto de corte é o dos autores originais.

Dúvidas sobre o EAT-26

Perguntas frequentes sobre o EAT-26

O EAT-26 diagnostica anorexia ou bulimia?

Não. Ele rastreia atitudes alimentares de risco. Vinte pontos ou mais indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira traduzida e validada por Bighetti e colaboradores, em Ribeirão Preto, publicada em 2004.

As frases estão no feminino. Sou homem; o teste vale?

Vale. As frases estão no feminino porque a validação brasileira foi feita com meninas; o EAT-26 é usado nos dois sexos, e transtornos alimentares em homens costumam ser diagnosticados tarde.

Qual a diferença para o SCOFF?

O SCOFF tem cinco perguntas e serve para um rastreio rápido; o EAT-26 tem 26 e mostra o padrão em três áreas. Os dois estão neste site.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O EAT-26 rastreia atitudes alimentares de risco: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Vinte pontos indicam uma avaliação. O diagnóstico depende da história alimentar, do peso ao longo do tempo e de exames.

  • Três áreas

    Dieta, bulimia e preocupação com os alimentos, controle oral. O perfil mostra o padrão.

  • O corpo também

    Vômitos, jejum e perda de peso rápida afetam coração, rins e eletrólitos. A avaliação inclui exames.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 19 pontos

    As respostas não mostram o conjunto de restrição, medo de engordar e perda de controle que marca os transtornos alimentares.

    • Atenção comum à comida: cuidar do que come e do peso, sem que isso decida o dia, faz parte da vida da maioria das pessoas.
    • Dieta de risco: é evitar comer mesmo com fome, cortar grupos inteiros de alimentos, contar calorias em tudo e sentir pavor de engordar.
    • Bulimia: é comer sem conseguir parar, pensar em comida o tempo todo e vomitar ou sentir vontade de vomitar depois das refeições.
    • Controle rígido: é comer muito devagar, cortar a comida em pedaços pequenos e ouvir dos outros que precisa comer mais.
    • Culpa: nos transtornos alimentares, um doce ou uma refeição maior trazem culpa intensa e a necessidade de compensar.
    • Sinal isolado: vômitos depois de comer ou episódios de comer sem controle contam por si, mesmo com o resto bem.
  • 20 a 78 pontos

    As respostas mostram medo de engordar, regras rígidas com a comida e culpa ao comer, em grau que já organiza o dia.

    • Medo de engordar: a ideia de ganhar peso ou de ter gordura no corpo assusta e volta várias vezes ao dia.
    • Restrição: contar calorias, evitar pão, arroz, batata e doces, fazer regimes e adiar a refeição mesmo com fome.
    • Culpa ao comer: depois de comer, sobretudo doces, vêm a culpa e a vontade de queimar o que comeu com exercício.
    • Perda de controle: em alguns momentos, comer em exagero sem conseguir parar, com vômito ou vontade de vomitar depois.
    • Comida no pensamento: boa parte do dia vai em pensar no que comer e no que evitar, com a sensação de que os alimentos controlam a vida.
    • Urgência: vômitos frequentes, desmaios ou perda de peso rápida pedem atendimento médico na mesma semana.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada afirmação vale 3 (Sempre), 2 (Muitas vezes), 1 (Às vezes) ou 0 (Poucas vezes, Quase nunca, Nunca). A afirmação 25 é invertida: 3 para Nunca, 2 para Quase nunca, 1 para Poucas vezes, 0 para as demais.
  • Some as 26 respostas: o total vai de 0 a 78. Vinte pontos ou mais é o ponto de corte.
  • As áreas somam separadamente: dieta (13 afirmações), bulimia e preocupação com os alimentos (6), controle oral (7).
Pontuação total (0 a 78 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 19Sem sinais de risco para transtorno alimentarAs respostas não mostram o conjunto de restrição, medo de engordar e perda de controle que marca os transtornos alimentares.
20 a 78Sinais de risco para transtorno alimentarAs respostas mostram medo de engordar, regras rígidas com a comida e culpa ao comer, em grau que já organiza o dia.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Garner DM, Olmsted MP, Bohr Y, Garfinkel PE. The Eating Attitudes Test: psychometric features and clinical correlates. Psychol Med. 1982;12(4):871-8. doi.org/10.1017/S0033291700049163

  • Validação brasileira

    Bighetti F, Santos CB, Santos JE, Ribeiro RPP. Tradução e validação do Eating Attitudes Test em adolescentes do sexo feminino de Ribeirão Preto, São Paulo. J Bras Psiquiatr. 2004;53(6):339-46. teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-12042004-234230/

    A versão brasileira foi traduzida e validada por Bighetti e colaboradores em adolescentes do sexo feminino de Ribeirão Preto (2003/2004); o estudo manteve o ponto de corte dos autores originais (20 pontos ou mais indicam risco e pedem entrevista clínica) e não definiu um corte próprio. As afirmações estão no feminino porque a validação foi feita com meninas.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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