Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Questionário

Teste de procrastinação (PPS)

Mostra o quanto adiar faz parte do dia a dia e onde pesa mais: nas decisões, no começo das tarefas ou nos prazos. São doze perguntas sobre demorar a decidir, deixar para amanhã, perder tempo com outras coisas e não fazer as coisas a tempo.

12 frases2 min para responderNada é enviado

Indique o quanto cada frase representa você.

1 de 12Eu demoro a tomar decisões até que seja tarde demais.
2 de 12Mesmo depois de tomar uma decisão, eu demoro a colocá-la em prática.
3 de 12Eu perco muito tempo em coisas banais antes de chegar às decisões finais.
4 de 12Na preparação para alguns prazos, frequentemente perco tempo fazendo outras coisas.
5 de 12Eu percebo que passo dias sem fazer tarefas simples, que requerem pouco esforço além de sentar e fazê-las.
6 de 12Eu frequentemente me vejo realizando tarefas que eu já pretendia ter feito dias antes.
7 de 12Com frequência, eu digo “eu farei isso amanhã”.
8 de 12Eu geralmente demoro para começar a trabalhar no que tenho que fazer.
9 de 12Eu me vejo ficando sem tempo suficiente.
10 de 12Eu não faço as coisas a tempo.
11 de 12Eu não sou muito bom/boa em cumprir prazos.
12 de 12Deixar as coisas para a última hora já me custou dinheiro no passado.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem adia decisões, tarefas ou prazos e quer ver o quanto isso faz parte do dia a dia.
    • Quem quer saber onde o adiamento pesa mais: nas decisões, no começo das tarefas ou nos prazos.
    • Quem quer levar à consulta um total e três somas que descrevem o próprio hábito de adiar.
  • Quando não usar

    • Para saber se há TDAH: procrastinar muito, sozinho, não é sinal do transtorno.
    • Para separar quem procrastina de quem não procrastina: a escala não tem ponto de corte.
  • Limites do teste

    • Não mostra a causa do adiamento: um número alto pode acompanhar TDAH, depressão ou ansiedade e também aparece sem nenhum deles.
    • A adaptação brasileira foi testada só em universitários, e a instrução e os nomes das respostas são texto do consultório.
    • Depende de como cada pessoa percebe e descreve os próprios atrasos.

Dúvidas sobre o PPS

Perguntas frequentes sobre a PPS

A PPS diagnostica alguma coisa?

Não. Ela mede o hábito de adiar, que não é um transtorno. Um número alto pode acompanhar TDAH, depressão ou ansiedade, e também aparece em pessoas sem nenhum deles.

Procrastinar muito é sinal de TDAH?

Sozinho, não. No TDAH, o adiamento vem com outros sintomas: distração, esquecimentos, perda de objetos, dificuldade de terminar o que começou e, em parte das pessoas, inquietação. Esses sintomas existem desde a infância e aparecem em mais de um ambiente. Quem adia só um tipo de tarefa, ou passou a adiar há pouco tempo, em geral tem outra explicação.

Esta versão em português é validada?

As doze frases são as da adaptação brasileira de Rocha, Almeida e Dias (2021), palavra por palavra. O estudo foi feito com estudantes universitários, e o seu modelo final usa 11 frases, sem a de número 9; esta página soma as doze, como na escala original. O artigo não imprime em português a instrução nem os nomes das cinco respostas: esses textos são do consultório, escritos a partir da descrição em inglês do próprio artigo.

Qual número é considerado alto?

Não há ponto de corte. Como referência, os universitários do estudo brasileiro tiveram média de 35,9 na soma de 11 frases, que vai de 11 a 55. Esse grupo foi convidado para uma pesquisa sobre procrastinação, e os autores observam que isso pode ter atraído pessoas que adiam mais.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A PPS mede o hábito de adiar e não define um diagnóstico.

  • Uma medida, não um diagnóstico

    Procrastinação não é uma doença. A escala dá um número de 12 a 60 para o quanto adiar faz parte do seu dia.

  • Sem ponto de corte

    Não existe um valor que separe quem procrastina de quem não procrastina. O total mostra o grau, e as três somas mostram onde o adiamento pesa mais.

  • Procrastinar não é ter TDAH

    Muita gente com TDAH procrastina, mas a maioria das pessoas que procrastinam não tem TDAH. O transtorno começa na infância e inclui desatenção em várias áreas da vida.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram o quanto decisões, tarefas e prazos são adiados: quanto mais alto o número, mais o adiamento faz parte do dia.

    • Número alto: adiar é um hábito em várias áreas da vida, mesmo sabendo que o atraso vai trazer prejuízo.
    • Número baixo: adiar de vez em quando, como todo mundo, e começar e entregar a tempo na maior parte das vezes.
    • Adiar decisões: com número alto, demora para se decidir, tempo gasto com coisas banais e, depois da decisão, dificuldade de pôr em prática.
    • Adiar o começo: com número alto, deixar para amanhã, fazer outras coisas no lugar, e tarefas simples ficam dias paradas.
    • Atrasos e prazos: com número alto, entregas fora do prazo, e deixar para a última hora já custou dinheiro.
    • Procrastinação e TDAH: no TDAH, o adiamento vem desde a infância e junto com distração, esquecimentos e desorganização em casa, nos estudos e no trabalho.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 1 (Muito raramente ou não me representa) a 5 (Muito frequentemente ou sempre me representa). Nenhuma frase tem pontuação invertida.
  • Some as doze respostas. O total vai de 12 a 60, e quanto mais alto, mais procrastinação. A escala não tem ponto de corte.
  • As três somas parciais seguem os fatores do estudo brasileiro: adiar decisões, frases 1 a 3 (3 a 15); adiar o começo das tarefas, frases 4 a 8 (5 a 25); atrasos e prazos, frases 10 a 12 (3 a 15).
  • A frase 9 entra só no total: o estudo brasileiro a retirou do seu modelo final, e a escala original, de Steel, soma as doze.

Muito raramente ou não me representa = 1 · Raramente me representa = 2 · Às vezes me representa = 3 · Frequentemente me representa = 4 · Muito frequentemente ou sempre me representa = 5

As respostas mostram o quanto decisões, tarefas e prazos são adiados: quanto mais alto o número, mais o adiamento faz parte do dia.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Steel P. Arousal, avoidant and decisional procrastinators: do they exist?. Pers Individ Dif. 2010;48(8):926-34. doi.org/10.1016/j.paid.2010.02.025

  • Validação brasileira

    Rocha RZ, Almeida CRS, Dias ACG. Pure Procrastination Scale e Irrational Procrastination Scale: validation of a Brazilian version. Psico-USF. 2021;26(3):507-18. doi.org/10.1590/1413-82712021260309

    O estudo brasileiro não define ponto de corte, e a escala original também não tem. Avaliou a adaptação em 2.666 estudantes universitários (18 a 67 anos, 77% mulheres): a consistência interna foi 0,91 (alfa de Cronbach), e o modelo final teve três fatores e 11 itens, sem a frase 9. Nesses 11 itens (soma de 11 a 55), a média foi 35,9 (desvio padrão 9,0). A adaptação foi testada só em universitários.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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