Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Questionário

Teste de impulsividade (BIS-11)

Mostra o grau de impulsividade no jeito de agir e pensar, do baixo ao alto, em três frentes: agir sem pensar, perder o foco e não planejar. São 30 perguntas sobre decisões, compras, dinheiro, concentração e preparo para o futuro.

30 afirmações5 min para responderNada é enviado

As pessoas divergem nas formas em que agem e pensam em diferentes situações. Esta é uma escala para avaliar algumas das maneiras que você age ou pensa. Leia cada afirmação e preencha o círculo apropriado no lado direito da página. Não gaste muito tempo em cada afirmação. Responda de forma rápida e honestamente.

1 de 30Eu planejo tarefas cuidadosamente.
2 de 30Eu faço coisas sem pensar.
3 de 30Eu tomo decisões rapidamente.
4 de 30Eu sou despreocupado (confio na sorte, “desencanado”).
5 de 30Eu não presto atenção.
6 de 30Eu tenho pensamentos que se atropelam.
7 de 30Eu planejo viagens com bastante antecedência.
8 de 30Eu tenho autocontrole.
9 de 30Eu me concentro facilmente.
10 de 30Eu economizo (poupo) regularmente.
11 de 30Eu fico me contorcendo na cadeira em peças de teatro ou palestras
12 de 30Eu penso nas coisas com cuidado.
13 de 30Eu faço planos para me manter no emprego (eu cuido para não perder meu emprego).
14 de 30Eu falo coisas sem pensar.
15 de 30Eu gosto de pensar em problemas complexos.
16 de 30Eu troco de emprego.
17 de 30Eu ajo por impulso.
18 de 30Eu fico entediado com facilidade quando estou resolvendo problemas mentalmente.
19 de 30Eu ajo no “calor” do momento.
20 de 30Eu mantenho a linha de raciocínio (“não perco o fio da meada”).
21 de 30Eu troco de casa (residência).
22 de 30Eu compro coisas por impulso.
23 de 30Eu só consigo pensar em uma coisa de cada vez.
24 de 30Eu troco de interesses e passatempos (“hobby”).
25 de 30Eu gasto ou compro a prestação mais do que ganho.
26 de 30Enquanto estou pensando em uma coisa, é comum que outras ideias me venham à cabeça ou ao mesmo tempo.
27 de 30Eu tenho mais interesse no presente do que no futuro.
28 de 30Eu me sinto inquieto em palestras ou aulas.
29 de 30Eu gosto de jogos e desafios mentais.
30 de 30Eu me preparo para o futuro.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que querem saber o quanto agem sem pensar, perdem o foco ou deixam de planejar.
    • Quem nota compras por impulso, falas de que se arrepende ou gastos acima do que ganha.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado do próprio jeito de decidir, de prestar atenção e de planejar.
  • Quando não usar

    • Menores de 18 anos: a versão brasileira e as normas brasileiras foram estudadas em adultos.
    • Para saber se há TDAH, transtorno bipolar ou borderline: o questionário mede um traço e não rastreia um transtorno.
  • Limites do teste

    • Mede um traço relativamente estável, sem período definido, que aumenta em fases de pouco sono, uso de álcool e episódios de humor.
    • Os três fatores foram pouco consistentes no Brasil: o total é a medida mais segura.
    • Depende de como cada pessoa vê o próprio jeito de agir, e as faixas são de referência: os estudos brasileiros não definem ponto de corte.

Dúvidas sobre o BIS-11

Perguntas frequentes sobre a BIS-11

A BIS-11 diagnostica TDAH ou outro transtorno?

Não. Ela mede a impulsividade, que é um traço e aparece em pessoas com e sem transtorno. No TDAH, no transtorno bipolar, no borderline e na dependência química a impulsividade costuma ser mais alta, mas o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

O texto é o da versão brasileira de Malloy-Diniz e colaboradores (2010), o mesmo formulário que a International Society for Research on Impulsivity publica. Há normas brasileiras de 2015, com 3.053 adultos de oito estados. A instrução fala em preencher um círculo porque o formulário é de papel.

De onde vêm as faixas do resultado?

Dos autores da escala: Stanford e colaboradores (2009) descrevem de 52 a 71 pontos como o habitual, 72 ou mais como impulsividade alta e abaixo de 52 como muito controle. Os estudos brasileiros não definem ponto de corte, mas nas normas de 2015 os percentis 15 e 85 são 52 e 72.

O que são os três fatores?

A atencional reúne perder o foco e ter pensamentos que se atropelam. A motora, agir e gastar por impulso. O não planejamento, pensar pouco no futuro. No Brasil os três fatores foram pouco consistentes, e o total é a medida mais segura.

A impulsividade muda com o tempo?

É um traço relativamente estável, mas não fixo. Ela aumenta em fases de pouco sono, uso de álcool e episódios de humor, e diminui quando o quadro de base é tratado.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A BIS-11 mede a impulsividade como traço: o quanto a pessoa age sem pensar, perde o foco e deixa de planejar. Não rastreia um transtorno.

  • Uma medida, não um diagnóstico

    Impulsividade alta não é uma doença. Ela aparece como traço de personalidade e também em quadros como TDAH, transtorno bipolar e borderline.

  • Faixas de referência

    Os autores da escala descrevem de 52 a 71 pontos como o habitual e 72 ou mais como impulsividade alta. Nas normas brasileiras, 72 é o percentil 85.

  • Três fatores

    Atencional, motora e não planejamento aparecem como números abaixo do total. No Brasil, a separação em três fatores foi menos consistente do que o total.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 30 a 51 pontos

    As respostas mostram pouca impulsividade: decisões pensadas, atenção estável e planejamento do futuro.

    • Decisões: tomadas com cuidado, depois de pesar as consequências.
    • Autocontrole: raramente uma ação ou uma fala sai no calor do momento.
    • Planejamento: tarefas, viagens e dinheiro organizados com antecedência, com poupança regular.
    • Atenção: concentração fácil e linha de raciocínio mantida até o fim da tarefa.
    • Controle em excesso: quando é muito alto, aparece como dificuldade de decidir depressa, de improvisar e de agir sem ter tudo previsto.
  • 52 a 71 pontos

    As respostas mostram impulsividade no nível da maioria dos adultos: há decisões rápidas e há planejamento, conforme a situação.

    • Decisões: algumas saem por impulso, outras são pensadas, e as consequências costumam ser administráveis.
    • Atenção: o foco se mantém na maior parte das tarefas, com distrações ocasionais quando o assunto cansa.
    • Planejamento: há preparo para o futuro em parte da vida, como trabalho e dinheiro, e improviso em outra.
    • Impulsividade alta: seria agir, falar e comprar sem pensar, com frequência, com prejuízo no trabalho, no dinheiro ou nas relações.
    • Uma área só: a impulsividade pode pesar em um único campo, como compras, comida ou discussões, mesmo com o conjunto dentro do habitual.
  • 72 a 120 pontos

    As respostas mostram impulsividade alta: agir e falar antes de pensar, atenção que escapa e pouco planejamento do futuro.

    • Agir sem pensar: decisões rápidas, tomadas no calor do momento, com as consequências percebidas só depois.
    • Falar sem pensar: a frase sai antes da reflexão, e o arrependimento vem em seguida.
    • Atenção: pensamentos que se atropelam, dificuldade de manter o foco e inquietação em aulas, palestras e reuniões.
    • Planejamento: mais interesse no presente do que no futuro, com pouca poupança e pouco preparo para o que vem depois.
    • Dinheiro: compras por impulso e gastos acima do que se ganha.
    • Onde aparece: como traço de personalidade e também no TDAH, no transtorno bipolar e no borderline, entre outros quadros.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 1 (Raramente ou nunca) a 4 (Quase sempre / Sempre).
  • Nas afirmações 1, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 15, 20, 29 e 30, a pontuação é invertida: Raramente ou nunca vale 4 e Quase sempre / Sempre vale 1.
  • Some as 30 respostas. O total vai de 30 a 120, e quanto mais alto, maior a impulsividade.
  • Faixas de referência dos autores da escala: abaixo de 52, impulsividade baixa (muito controle); de 52 a 71, dentro do habitual; 72 ou mais, impulsividade alta.
  • Fatores: atencional, afirmações 5, 6, 9, 11, 20, 24, 26 e 28 (8 a 32); motora, afirmações 2, 3, 4, 16, 17, 19, 21, 22, 23, 25 e 30 (11 a 44); não planejamento, afirmações 1, 7, 8, 10, 12, 13, 14, 15, 18, 27 e 29 (11 a 44).

Raramente ou nunca = 1 · De vez em quando = 2 · Com frequência = 3 · Quase sempre / Sempre = 4

Impulsividade total (30 a 120 pontos)
PontosResultadoO que indica
30 a 51Impulsividade baixaAs respostas mostram pouca impulsividade: decisões pensadas, atenção estável e planejamento do futuro.
52 a 71Impulsividade dentro do habitualAs respostas mostram impulsividade no nível da maioria dos adultos: há decisões rápidas e há planejamento, conforme a situação.
72 a 120Impulsividade altaAs respostas mostram impulsividade alta: agir e falar antes de pensar, atenção que escapa e pouco planejamento do futuro.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Patton JH, Stanford MS, Barratt ES. Factor structure of the Barratt Impulsiveness Scale. J Clin Psychol. 1995;51(6):768-74. doi.org/10.1002/1097-4679(199511)51:6<768::AID-JCLP2270510607>3.0.CO;2-1

  • Instrumento original

    Stanford MS, Mathias CW, Dougherty DM, Lake SL, Anderson NE, Patton JH. Fifty years of the Barratt Impulsiveness Scale: an update and review. Pers Individ Dif. 2009;47(5):385-95. doi.org/10.1016/j.paid.2009.04.008

  • Validação brasileira

    Malloy-Diniz LF, Mattos P, Leite WB, Abreu N, Coutinho G, Paula JJ, et al.. Tradução e adaptação cultural da Barratt Impulsiveness Scale (BIS-11) para aplicação em adultos brasileiros. J Bras Psiquiatr. 2010;59(2):99-105. doi.org/10.1590/S0047-20852010000200004

    A versão brasileira foi traduzida por seis pesquisadores bilíngues de quatro estados, retrotraduzida e comparada com a original em duas amostras bilíngues, de 25 e de 20 adultos: os totais das duas versões tiveram correlação de 0,93 e 0,91. O estudo não define ponto de corte. As faixas desta página são as de referência dos autores da escala (Stanford e colaboradores, 2009): abaixo de 52, de 52 a 71 e 72 ou mais.

  • Validação brasileira

    Malloy-Diniz LF, Paula JJ, Vasconcelos AG, Almondes KM, Pessoa R, Faria L, et al.. Normative data of the Barratt Impulsiveness Scale 11 (BIS-11) for Brazilian adults. Braz J Psychiatry. 2015;37(3):245-8. doi.org/10.1590/1516-4446-2014-1599

    Normas brasileiras com 3.053 adultos de 18 a 84 anos, de oito estados, sem transtorno neurológico ou psiquiátrico relatado: total médio de 61,92 (desvio padrão 10,29) e alfa de Cronbach de 0,790. Na tabela corrigida pelos autores em 2019, o percentil 15 é 52, o percentil 50 é 62, o percentil 85 é 72 e o percentil 95 é 80. O estudo publica percentis e não define ponto de corte. Os três fatores originais tiveram consistência interna de 0,658 (atencional), 0,594 (motora) e 0,593 (não planejamento); os autores recomendam para o Brasil a leitura em dois fatores, controle inibitório (0,789) e não planejamento (0,618), e cautela com os três fatores.

A impulsividade atrapalha a rotina?

Uma avaliação esclarece o que o questionário só descreve. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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