Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de uso do celular (SAS-SV)

Mostra o quanto o uso do celular atrapalha o dia a dia, do uso sob controle aos sinais de dependência. São dez perguntas sobre tarefas deixadas de lado, concentração, dor no punho ou no pescoço, usar por mais tempo do que pretendia e o que dizem as pessoas em volta.

10 afirmações2 min para responderNada é enviado

Assinale o quanto cada afirmação, de “discordo totalmente” a “concordo totalmente”, se aplica ao seu uso de celular.

1 de 10Deixo de fazer tarefas ou trabalhos planejados devido ao uso do celular.
2 de 10Tenho dificuldade para me concentrar na aula, nas lições de casa ou no trabalho devido ao uso do celular.
3 de 10Sinto dor nos punhos ou pescoço enquanto uso o celular.
4 de 10Não há nada mais difícil do que ficar sem meu celular.
5 de 10Eu fico impaciente e irritado quando estou sem meu celular.
6 de 10Fico pensando no meu celular mesmo quando não o estou usando.
7 de 10Eu nunca vou deixar de usar meu celular, mesmo se este uso cause problemas ou efeitos negativos na minha vida.
8 de 10Tenho que checar constantemente meu celular para não perder as publicações nas redes sociais (WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram, por exemplo).
9 de 10Uso meu celular por mais tempo que pretendia.
10 de 10As pessoas à minha volta me dizem que uso excessivamente o celular.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que sentem o uso do celular atrapalhar tarefas, estudo, trabalho ou concentração.
    • Quem fica impaciente ou irritado sem o aparelho, ou ouve das pessoas em volta que usa demais.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado da própria relação com o celular.
  • Quando não usar

    • Para medir o tempo de tela: muitas horas de uso com o controle preservado pontuam baixo.
    • Para concluir por um diagnóstico: não há um diagnóstico oficial de dependência de smartphone.
  • Limites do teste

    • Não mostra o que está por trás do uso excessivo, como ansiedade, insônia, solidão, TDAH ou depressão.
    • A validação brasileira foi feita com universitários e adultos e manteve os pontos de corte da escala original, feita para adolescentes.
    • Depende de como cada pessoa percebe o próprio uso: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o SAS-SV

Perguntas frequentes sobre a SAS-SV

Vício em celular é um diagnóstico?

Não há um diagnóstico oficial de dependência de smartphone. A SAS-SV mede um padrão de uso com perda de controle e prejuízo, que quase sempre tem algo por trás: ansiedade, insônia, TDAH, depressão.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira validada por Andrade e colaboradores em 2020, com universitários e adultos.

Por que o corte é diferente para homens e mulheres?

Porque, nos estudos de validação, mulheres pontuaram em média mais alto sem ter mais problemas. O corte compensa isso.

Vale para adolescentes?

A escala original foi feita para adolescentes; a validação brasileira foi com adultos. Os cortes são os mesmos.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A SAS-SV mede sinais de dependência do celular, não o tempo de tela; não define um diagnóstico.

  • Corte por sexo

    Trinta e um pontos para homens, 33 para mulheres. A partir daí, o padrão se parece com o de uma dependência.

  • Dependência, não horas

    A escala mede perda de controle, abstinência e prejuízo. Muitas horas com controle preservado pontuam baixo.

  • O que está por baixo

    Ansiedade, insônia, solidão, TDAH e depressão costumam estar por trás do uso excessivo. É isso que se trata.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 10 a 30 pontos

    As respostas não mostram perda de controle sobre o celular: o uso para quando é preciso.

    • Dependência do celular: ela aparece quando a pessoa não consegue parar, fica irritada ou angustiada sem o aparelho e segue usando apesar dos prejuízos.
    • Tarefas: o trabalho, o estudo e o que foi planejado são feitos, mesmo com o celular por perto.
    • Sem o aparelho: ficar um tempo longe dele incomoda pouco e não desorganiza o dia.
    • Tempo de tela: muitas horas de uso para trabalho, conversa ou lazer, com o controle preservado, são o uso comum de hoje.
    • Primeiros sinais: usar por mais tempo do que pretendia e checar as redes a toda hora são os dois hábitos que crescem primeiro.
  • 31 a 32 pontos

    As respostas mostram um uso do celular que começa a escapar do controle: mais tempo do que o pretendido e tarefas adiadas.

    • Tempo: pegar o celular para uma coisa rápida e ficar mais do que pretendia.
    • Tarefas adiadas: parte do que foi planejado fica para depois, e a atenção na aula, na leitura ou no trabalho se quebra a cada notificação.
    • Checar: a mão vai ao aparelho sem motivo, para ver se há algo novo nas redes.
    • Sem o aparelho: ficar longe dele traz alguma impaciência, que passa com outra ocupação.
    • Quando acontece: no tédio, na ansiedade e depois de noites de sono ruim, a mão vai ao celular sem precisar.
  • 33 a 60 pontos

    As respostas mostram perda de controle sobre o celular: dificuldade de parar, mal-estar sem o aparelho e prejuízo nas tarefas.

    • Perda de controle: usar por muito mais tempo do que pretendia e não parar, mesmo vendo os problemas que o uso traz.
    • Tarefas e atenção: trabalhos planejados deixam de ser feitos, e a concentração na aula, no estudo ou no trabalho não se sustenta.
    • Sem o aparelho: ficar sem ele traz impaciência, irritação ou angústia, e o celular segue no pensamento mesmo fora do uso.
    • Checar o tempo todo: olhar as redes e as mensagens a toda hora para não perder nada, do acordar até dormir.
    • O que os outros veem: as pessoas em volta dizem que o uso é demais.
    • No corpo: o tempo de uso aparece como dor no pescoço ou nos punhos e como sono mais curto.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada afirmação vale de 1 (Discordo totalmente) a 6 (Concordo totalmente).
  • Some as dez respostas: o total vai de 10 a 60. O ponto de corte é 31 para homens e 33 para mulheres.

Discordo totalmente = 1 · Discordo = 2 · Discordo um pouco = 3 · Concordo um pouco = 4 · Concordo = 5 · Concordo totalmente = 6

Pontuação total (10 a 60 pontos)
PontosResultadoO que indica
10 a 30Uso do celular sob controleAs respostas não mostram perda de controle sobre o celular: o uso para quando é preciso.
31 a 32Uso do celular começando a sair do controleAs respostas mostram um uso do celular que começa a escapar do controle: mais tempo do que o pretendido e tarefas adiadas.
33 a 60Sinais de dependência do celularAs respostas mostram perda de controle sobre o celular: dificuldade de parar, mal-estar sem o aparelho e prejuízo nas tarefas.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Kwon M, Kim DJ, Cho H, Yang S. The Smartphone Addiction Scale: development and validation of a short version for adolescents. PLoS One. 2013;8(12):e83558. doi.org/10.1371/journal.pone.0083558

  • Validação brasileira

    Andrade ALM, Kim DJ, Caricati VV, Martins GDG, Kirihara IK, Barbugli BC, et al.. Validity and reliability of the Brazilian version of the Smartphone Addiction Scale-Short Version for university students and adult population. Estud Psicol (Campinas). 2020;37:e190117. doi.org/10.1590/1982-0275202037e190117

    A validação brasileira (universitários e adultos, São Paulo) confirmou a estrutura da escala e manteve os pontos de corte do instrumento original: 31 pontos para homens e 33 para mulheres.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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