Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de sonolência diurna (Epworth)

Mostra o grau de sonolência durante o dia, do normal ao intenso, pela chance de cochilar em situações comuns. São oito perguntas sobre a probabilidade de pegar no sono lendo, vendo TV, conversando, depois do almoço ou no carro, pensando na rotina recente.

8 perguntas2 min para responderNada é enviado

Qual a probabilidade de você cochilar ou dormir, e não apenas se sentir cansado, nas seguintes situações? Considere o modo de vida que você tem levado recentemente. Mesmo que você não tenha feito algumas destas coisas recentemente, tente imaginar como elas o afetariam. Escolha o número mais apropriado para responder cada questão.

1 de 8Sentado e lendo
2 de 8Assistindo TV
3 de 8Sentado, quieto, em um lugar público (por exemplo, em um teatro, reunião ou palestra)
4 de 8Andando de carro por uma hora sem parar, como passageiro
5 de 8Ao deitar-se à tarde para descansar, quando possível
6 de 8Sentado conversando com alguém
7 de 8Sentado quieto após o almoço sem bebida de álcool
8 de 8Em um carro parado no trânsito por alguns minutos

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem cochila sem querer lendo, vendo TV, em reuniões, conversando ou no carro parado no trânsito.
    • Quem dorme pouco, ronca com pausas na respiração ou toma remédios que dão sono e quer ver o grau da sonolência durante o dia.
    • Quem quer levar à consulta o grau de sonolência da rotina recente.
  • Quando não usar

    • Para decidir se é seguro dirigir: o autor da escala recomenda não usá-la sozinha para isso, e sono ao volante é motivo para parar o carro.
    • Para medir cansaço: as perguntas tratam de cochilar ou dormir de fato, e quem tem insônia costuma ter um total baixo.
  • Limites do teste

    • Mostra o grau da sonolência, não a causa, que pode ser sono curto, apneia, remédios ou depressão.
    • Vale para o modo de vida recente: uma fase de noites curtas muda o resultado.
    • Depende de como cada pessoa estima a própria chance de cochilar, também em situações que não viveu recentemente.

Dúvidas sobre o ESS-BR

Perguntas frequentes sobre a Escala de Epworth

A Escala de Epworth diagnostica algum transtorno do sono?

Não. Ela mede o grau de sonolência durante o dia. Não diz qual é a causa nem substitui a avaliação médica ou o exame do sono.

Esta versão em português é validada?

Sim. É a versão brasileira (ESS-BR), validada por Bertolazi e colaboradores em 2009, com a participação do autor da escala. O anexo do artigo saiu com seis das oito situações; o texto completo usado aqui é o da dissertação da primeira autora.

Vivo cansado, mas o resultado deu normal. Por quê?

Porque a escala pergunta sobre cochilar, não sobre cansaço. Na insônia, na depressão e na ansiedade é comum haver muito cansaço e pouca facilidade para dormir durante o dia.

Não passei por uma das situações recentemente. O que respondo?

A instrução da escala pede para imaginar como a situação afetaria você. Todas as oito precisam de resposta para o total valer.

O resultado diz se posso dirigir?

Não. O autor da escala recomenda não usá-la sozinha para decisões como essa. Sono ao volante é motivo para parar o carro, qualquer que seja o total.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A escala mede a tendência a cochilar no dia a dia. Mostra o grau de sonolência, não a causa dela.

  • Mede, não diagnostica

    O total diz quanta sonolência há durante o dia. De onde ela vem (sono curto, apneia, remédios, depressão) é assunto de uma avaliação.

  • Sonolência não é cansaço

    As perguntas tratam de cochilar ou dormir de fato. Quem tem insônia costuma sentir cansaço e, mesmo assim, ter um total baixo.

  • A rotina recente

    As respostas valem para o modo de vida das últimas semanas ou meses. Uma fase de noites curtas muda o resultado.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 5 pontos

    As respostas mostram pouca tendência a cochilar durante o dia, mesmo em situações paradas e monótonas.

    • Ficar acordado: ler, ver TV ou assistir a uma palestra sem pegar no sono.
    • Sono na hora certa: o sono aparece à noite, perto do horário de dormir, e não no meio das atividades.
    • Sonolência e cansaço: são coisas diferentes; é possível estar cansado sem cochilar, como acontece muitas vezes na insônia.
    • Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em conversas, em reuniões ou no carro parado no trânsito.
  • 6 a 10 pontos

    As respostas mostram alguma tendência a cochilar em situações de descanso, dentro do que é comum em adultos.

    • Cochilo em repouso: o sono vem deitado à tarde, depois do almoço ou diante da TV, quando nada exige atenção.
    • Em atividade: conversando, trabalhando ou no trânsito, a atenção se mantém.
    • O que aumenta: noites curtas, horários irregulares, álcool à noite e remédios que dão sono.
    • Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em situações ativas, como numa conversa ou parado no trânsito.
  • 11 a 12 pontos

    As respostas mostram sonolência durante o dia acima do comum, com chance de cochilar também fora das horas de descanso.

    • Cochilos fáceis: o sono vence lendo ou vendo TV e como passageiro no carro, quase sempre que o corpo para.
    • Lugares públicos: começa a aparecer a luta para ficar acordado em reuniões, aulas e palestras.
    • Durante o dia: a sonolência pesa na atenção e na memória, e o rendimento cai depois do almoço.
    • De onde vem: o mais comum é dormir menos do que o corpo precisa; também contam o ronco com pausas na respiração, horários trocados e remédios.
  • 13 a 15 pontos

    As respostas mostram sonolência excessiva durante o dia, com cochilos em situações em que a maioria das pessoas fica acordada.

    • Cochilar sem querer: o sono chega em reuniões e salas de espera e em outros lugares públicos, apesar do esforço para resistir.
    • No carro: como passageiro, dormir em trajetos curtos passa a ser o habitual.
    • Peso no dia: lapsos de atenção, esquecimentos, irritação e a sensação de nunca ter dormido o bastante.
    • De onde vem: sono curto ou interrompido, apneia do sono (ronco com pausas na respiração), remédios sedativos, depressão e trabalho em turnos.
    • Diferente da insônia: na insônia há cansaço sem conseguir dormir; aqui o sono vem com facilidade, e na hora errada.
  • 16 a 24 pontos

    As respostas mostram sonolência intensa durante o dia, com cochilos até em situações ativas, como numa conversa ou no carro parado no trânsito.

    • Sono em situações ativas: cochilar conversando com alguém, depois de uma refeição leve ou no carro parado por alguns minutos.
    • Sono que vence: a vontade de dormir vem várias vezes ao dia, e resistir a ela custa cada vez mais.
    • Peso no dia: trabalho, estudo e convívio ficam prejudicados, e há risco de acidente ao dirigir ou operar máquinas.
    • De onde vem: apneia do sono, privação de sono prolongada, remédios sedativos e, mais raramente, a narcolepsia.
    • Diferente do cansaço: no cansaço falta energia; aqui o que aparece é adormecer de fato, sem ter escolhido.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada situação vale de 0 (nunca cochilaria) a 3 (grande probabilidade de cochilar).
  • Some as oito respostas: o total vai de 0 a 24. De 0 a 10, a sonolência está dentro do normal (0 a 5 na parte mais baixa, 6 a 10 na mais alta); 11 e 12, sonolência excessiva leve; 13 a 15, moderada; 16 a 24, grave.
  • Se uma situação ficar sem resposta, o total não vale: a escala não permite estimar a resposta que falta.

Nunca cochilaria = 0 · Pequena probabilidade de cochilar = 1 · Probabilidade média de cochilar = 2 · Grande probabilidade de cochilar = 3

Pontuação total (0 a 24 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 5Sonolência diurna normal, na parte mais baixaAs respostas mostram pouca tendência a cochilar durante o dia, mesmo em situações paradas e monótonas.
6 a 10Sonolência diurna normal, na parte mais altaAs respostas mostram alguma tendência a cochilar em situações de descanso, dentro do que é comum em adultos.
11 a 12Sonolência diurna excessiva, leveAs respostas mostram sonolência durante o dia acima do comum, com chance de cochilar também fora das horas de descanso.
13 a 15Sonolência diurna excessiva, moderadaAs respostas mostram sonolência excessiva durante o dia, com cochilos em situações em que a maioria das pessoas fica acordada.
16 a 24Sonolência diurna excessiva, graveAs respostas mostram sonolência intensa durante o dia, com cochilos até em situações ativas, como numa conversa ou no carro parado no trânsito.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Johns MW. A new method for measuring daytime sleepiness: the Epworth sleepiness scale. Sleep. 1991;14(6):540-5. doi.org/10.1093/sleep/14.6.540

  • Validação brasileira

    Bertolazi AN, Fagondes SC, Hoff LS, Pedro VD, Menna Barreto SS, Johns MW. Validação da escala de sonolência de Epworth em português para uso no Brasil. Jornal Brasileiro de Pneumologia. 2009;35(9):877-83. doi.org/10.1590/S1806-37132009000900009

    O estudo brasileiro (114 pacientes de um laboratório do sono e 21 controles, em Porto Alegre) não define um corte próprio; cita o do autor da escala: escores acima de 10 sugerem sonolência excessiva diurna. As médias foram 5,2 nos controles, 5,3 na insônia, 8,8 no ronco primário e 13,5 na apneia do sono; a consistência interna (alfa de Cronbach) foi 0,83. As cinco faixas desta página são as publicadas pelo autor no site oficial da escala. O anexo do artigo traz impressas só seis das oito situações; o texto das oito vem da dissertação da primeira autora (UFRGS, 2008), que reproduz o formulário completo.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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