ESS-BR
Seu resultado
0 / 24 pontos
Sonolência diurna normal, na parte mais baixa
As respostas mostram pouca tendência a cochilar durante o dia, mesmo em situações paradas e monótonas.
- Ficar acordado: ler, ver TV ou assistir a uma palestra sem pegar no sono.
- Sono na hora certa: o sono aparece à noite, perto do horário de dormir, e não no meio das atividades.
- Sonolência e cansaço: são coisas diferentes; é possível estar cansado sem cochilar, como acontece muitas vezes na insônia.
- Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em conversas, em reuniões ou no carro parado no trânsito.
0 / 24 pontos
Sonolência diurna normal, na parte mais alta
As respostas mostram alguma tendência a cochilar em situações de descanso, dentro do que é comum em adultos.
- Cochilo em repouso: o sono vem deitado à tarde, depois do almoço ou diante da TV, quando nada exige atenção.
- Em atividade: conversando, trabalhando ou no trânsito, a atenção se mantém.
- O que aumenta: noites curtas, horários irregulares, álcool à noite e remédios que dão sono.
- Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em situações ativas, como numa conversa ou parado no trânsito.
0 / 24 pontos
Sonolência diurna excessiva, leve
As respostas mostram sonolência durante o dia acima do comum, com chance de cochilar também fora das horas de descanso.
- Cochilos fáceis: o sono vence lendo ou vendo TV e como passageiro no carro, quase sempre que o corpo para.
- Lugares públicos: começa a aparecer a luta para ficar acordado em reuniões, aulas e palestras.
- Durante o dia: a sonolência pesa na atenção e na memória, e o rendimento cai depois do almoço.
- De onde vem: o mais comum é dormir menos do que o corpo precisa; também contam o ronco com pausas na respiração, horários trocados e remédios.
0 / 24 pontos
Sonolência diurna excessiva, moderada
As respostas mostram sonolência excessiva durante o dia, com cochilos em situações em que a maioria das pessoas fica acordada.
- Cochilar sem querer: o sono chega em reuniões e salas de espera e em outros lugares públicos, apesar do esforço para resistir.
- No carro: como passageiro, dormir em trajetos curtos passa a ser o habitual.
- Peso no dia: lapsos de atenção, esquecimentos, irritação e a sensação de nunca ter dormido o bastante.
- De onde vem: sono curto ou interrompido, apneia do sono (ronco com pausas na respiração), remédios sedativos, depressão e trabalho em turnos.
- Diferente da insônia: na insônia há cansaço sem conseguir dormir; aqui o sono vem com facilidade, e na hora errada.
Com sono ao volante, o seguro é parar e não dirigir: a sonolência aumenta o risco de acidente.
0 / 24 pontos
Sonolência diurna excessiva, grave
As respostas mostram sonolência intensa durante o dia, com cochilos até em situações ativas, como numa conversa ou no carro parado no trânsito.
- Sono em situações ativas: cochilar conversando com alguém, depois de uma refeição leve ou no carro parado por alguns minutos.
- Sono que vence: a vontade de dormir vem várias vezes ao dia, e resistir a ela custa cada vez mais.
- Peso no dia: trabalho, estudo e convívio ficam prejudicados, e há risco de acidente ao dirigir ou operar máquinas.
- De onde vem: apneia do sono, privação de sono prolongada, remédios sedativos e, mais raramente, a narcolepsia.
- Diferente do cansaço: no cansaço falta energia; aqui o que aparece é adormecer de fato, sem ter escolhido.
Com sono, não dirigir nem operar máquinas: a sonolência intensa aumenta o risco de acidente.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
Outros testes
Testes sobre o mesmo tema
Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Quem cochila sem querer lendo, vendo TV, em reuniões, conversando ou no carro parado no trânsito.
- Quem dorme pouco, ronca com pausas na respiração ou toma remédios que dão sono e quer ver o grau da sonolência durante o dia.
- Quem quer levar à consulta o grau de sonolência da rotina recente.
Quando não usar
- Para decidir se é seguro dirigir: o autor da escala recomenda não usá-la sozinha para isso, e sono ao volante é motivo para parar o carro.
- Para medir cansaço: as perguntas tratam de cochilar ou dormir de fato, e quem tem insônia costuma ter um total baixo.
Limites do teste
- Mostra o grau da sonolência, não a causa, que pode ser sono curto, apneia, remédios ou depressão.
- Vale para o modo de vida recente: uma fase de noites curtas muda o resultado.
- Depende de como cada pessoa estima a própria chance de cochilar, também em situações que não viveu recentemente.
Dúvidas sobre o ESS-BR
Perguntas frequentes sobre a Escala de Epworth
A Escala de Epworth diagnostica algum transtorno do sono?
Não. Ela mede o grau de sonolência durante o dia. Não diz qual é a causa nem substitui a avaliação médica ou o exame do sono.
Esta versão em português é validada?
Sim. É a versão brasileira (ESS-BR), validada por Bertolazi e colaboradores em 2009, com a participação do autor da escala. O anexo do artigo saiu com seis das oito situações; o texto completo usado aqui é o da dissertação da primeira autora.
Vivo cansado, mas o resultado deu normal. Por quê?
Porque a escala pergunta sobre cochilar, não sobre cansaço. Na insônia, na depressão e na ansiedade é comum haver muito cansaço e pouca facilidade para dormir durante o dia.
Não passei por uma das situações recentemente. O que respondo?
A instrução da escala pede para imaginar como a situação afetaria você. Todas as oito precisam de resposta para o total valer.
O resultado diz se posso dirigir?
Não. O autor da escala recomenda não usá-la sozinha para decisões como essa. Sono ao volante é motivo para parar o carro, qualquer que seja o total.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
A escala mede a tendência a cochilar no dia a dia. Mostra o grau de sonolência, não a causa dela.
Mede, não diagnostica
O total diz quanta sonolência há durante o dia. De onde ela vem (sono curto, apneia, remédios, depressão) é assunto de uma avaliação.
Sonolência não é cansaço
As perguntas tratam de cochilar ou dormir de fato. Quem tem insônia costuma sentir cansaço e, mesmo assim, ter um total baixo.
A rotina recente
As respostas valem para o modo de vida das últimas semanas ou meses. Uma fase de noites curtas muda o resultado.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 5 pontos
Sonolência diurna normal, na parte mais baixa
As respostas mostram pouca tendência a cochilar durante o dia, mesmo em situações paradas e monótonas.
- Ficar acordado: ler, ver TV ou assistir a uma palestra sem pegar no sono.
- Sono na hora certa: o sono aparece à noite, perto do horário de dormir, e não no meio das atividades.
- Sonolência e cansaço: são coisas diferentes; é possível estar cansado sem cochilar, como acontece muitas vezes na insônia.
- Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em conversas, em reuniões ou no carro parado no trânsito.
6 a 10 pontos
Sonolência diurna normal, na parte mais alta
As respostas mostram alguma tendência a cochilar em situações de descanso, dentro do que é comum em adultos.
- Cochilo em repouso: o sono vem deitado à tarde, depois do almoço ou diante da TV, quando nada exige atenção.
- Em atividade: conversando, trabalhando ou no trânsito, a atenção se mantém.
- O que aumenta: noites curtas, horários irregulares, álcool à noite e remédios que dão sono.
- Sonolência excessiva: seria cochilar sem querer em situações ativas, como numa conversa ou parado no trânsito.
11 a 12 pontos
Sonolência diurna excessiva, leve
As respostas mostram sonolência durante o dia acima do comum, com chance de cochilar também fora das horas de descanso.
- Cochilos fáceis: o sono vence lendo ou vendo TV e como passageiro no carro, quase sempre que o corpo para.
- Lugares públicos: começa a aparecer a luta para ficar acordado em reuniões, aulas e palestras.
- Durante o dia: a sonolência pesa na atenção e na memória, e o rendimento cai depois do almoço.
- De onde vem: o mais comum é dormir menos do que o corpo precisa; também contam o ronco com pausas na respiração, horários trocados e remédios.
13 a 15 pontos
Sonolência diurna excessiva, moderada
As respostas mostram sonolência excessiva durante o dia, com cochilos em situações em que a maioria das pessoas fica acordada.
- Cochilar sem querer: o sono chega em reuniões e salas de espera e em outros lugares públicos, apesar do esforço para resistir.
- No carro: como passageiro, dormir em trajetos curtos passa a ser o habitual.
- Peso no dia: lapsos de atenção, esquecimentos, irritação e a sensação de nunca ter dormido o bastante.
- De onde vem: sono curto ou interrompido, apneia do sono (ronco com pausas na respiração), remédios sedativos, depressão e trabalho em turnos.
- Diferente da insônia: na insônia há cansaço sem conseguir dormir; aqui o sono vem com facilidade, e na hora errada.
16 a 24 pontos
Sonolência diurna excessiva, grave
As respostas mostram sonolência intensa durante o dia, com cochilos até em situações ativas, como numa conversa ou no carro parado no trânsito.
- Sono em situações ativas: cochilar conversando com alguém, depois de uma refeição leve ou no carro parado por alguns minutos.
- Sono que vence: a vontade de dormir vem várias vezes ao dia, e resistir a ela custa cada vez mais.
- Peso no dia: trabalho, estudo e convívio ficam prejudicados, e há risco de acidente ao dirigir ou operar máquinas.
- De onde vem: apneia do sono, privação de sono prolongada, remédios sedativos e, mais raramente, a narcolepsia.
- Diferente do cansaço: no cansaço falta energia; aqui o que aparece é adormecer de fato, sem ter escolhido.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Cada situação vale de 0 (nunca cochilaria) a 3 (grande probabilidade de cochilar).
- Some as oito respostas: o total vai de 0 a 24. De 0 a 10, a sonolência está dentro do normal (0 a 5 na parte mais baixa, 6 a 10 na mais alta); 11 e 12, sonolência excessiva leve; 13 a 15, moderada; 16 a 24, grave.
- Se uma situação ficar sem resposta, o total não vale: a escala não permite estimar a resposta que falta.
Nunca cochilaria = 0 · Pequena probabilidade de cochilar = 1 · Probabilidade média de cochilar = 2 · Grande probabilidade de cochilar = 3
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 5 | Sonolência diurna normal, na parte mais baixa | As respostas mostram pouca tendência a cochilar durante o dia, mesmo em situações paradas e monótonas. |
| 6 a 10 | Sonolência diurna normal, na parte mais alta | As respostas mostram alguma tendência a cochilar em situações de descanso, dentro do que é comum em adultos. |
| 11 a 12 | Sonolência diurna excessiva, leve | As respostas mostram sonolência durante o dia acima do comum, com chance de cochilar também fora das horas de descanso. |
| 13 a 15 | Sonolência diurna excessiva, moderada | As respostas mostram sonolência excessiva durante o dia, com cochilos em situações em que a maioria das pessoas fica acordada. |
| 16 a 24 | Sonolência diurna excessiva, grave | As respostas mostram sonolência intensa durante o dia, com cochilos até em situações ativas, como numa conversa ou no carro parado no trânsito. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Johns MW. A new method for measuring daytime sleepiness: the Epworth sleepiness scale. Sleep. 1991;14(6):540-5. doi.org/10.1093/sleep/14.6.540
Validação brasileira
Bertolazi AN, Fagondes SC, Hoff LS, Pedro VD, Menna Barreto SS, Johns MW. Validação da escala de sonolência de Epworth em português para uso no Brasil. Jornal Brasileiro de Pneumologia. 2009;35(9):877-83. doi.org/10.1590/S1806-37132009000900009
O estudo brasileiro (114 pacientes de um laboratório do sono e 21 controles, em Porto Alegre) não define um corte próprio; cita o do autor da escala: escores acima de 10 sugerem sonolência excessiva diurna. As médias foram 5,2 nos controles, 5,3 na insônia, 8,8 no ronco primário e 13,5 na apneia do sono; a consistência interna (alfa de Cronbach) foi 0,83. As cinco faixas desta página são as publicadas pelo autor no site oficial da escala. O anexo do artigo traz impressas só seis das oito situações; o texto das oito vem da dissertação da primeira autora (UFRGS, 2008), que reproduz o formulário completo.

