Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio para pais

Teste de saúde emocional da criança para pais (PSC)

Mostra se uma criança ou adolescente dá sinais de dificuldade emocional ou de comportamento, e em que área: tristeza e preocupação, atenção ou conduta. São 35 perguntas respondidas pelos pais sobre humor, escola, sono, amigos e obediência a regras.

35 perguntas5 min para responderNada é enviado

Marque a resposta que melhor descreve a criança ou o adolescente.

1 de 35Queixa-se de dores, sem uma causa física
2 de 35Fica sozinho a maior parte do tempo
3 de 35Fica cansado com facilidade
4 de 35É irrequieto, não para quieto
5 de 35Tem problemas de relacionamento com os professores
6 de 35Apresenta pouco interesse em aprender
7 de 35Age como se fosse movido por um “motorzinho”
8 de 35“Sonha” muito durante o dia
9 de 35Distrai-se com facilidade
10 de 35Tem medo de enfrentar novas situações
11 de 35Sente-se triste ou infeliz
12 de 35É bravo, irritado
13 de 35Sente-se abandonado, sem esperança
14 de 35Tem problemas de concentração
15 de 35Tem pouco interesse em ter amigos
16 de 35Briga com outras crianças
17 de 35Falta às aulas sem motivo
18 de 35Suas notas escolares estão decaindo
19 de 35Sente-se inferiorizado
20 de 35Consulta-se com vários médicos, que nada encontram
21 de 35Tem dificuldades para dormir
22 de 35É uma criança muito preocupada ou tensa
23 de 35Quer permanecer com os pais, mais do que antes
24 de 35Sente-se como “uma criança ruim”
25 de 35Assume riscos desnecessários
26 de 35Machuca-se com frequência
27 de 35Tem estado menos alegre
28 de 35Age como se tivesse menos idade
29 de 35Desobedece a regras
30 de 35Tem dificuldade em demonstrar seus sentimentos
31 de 35Pouco se importa com os sentimentos dos outros
32 de 35Provoca, caçoa ou implica com os outros
33 de 35Culpa os outros por suas dificuldades
34 de 35Pega objetos que não lhe pertencem
35 de 35Recusa-se a compartilhar objetos

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Mães, pais ou responsáveis que convivem com uma criança ou adolescente de 6 a 16 anos e notam mudança no humor, na atenção ou no comportamento.
    • Quem quer ver em que área as dificuldades se concentram: tristeza e preocupação, atenção ou comportamento.
    • Quem quer levar ao pediatra ou à consulta um retrato organizado do que observa na criança.
  • Quando não usar

    • Para o adolescente responder sobre si: adolescentes têm uma versão própria neste site.
    • Crianças de 3 a 5 anos: nessa idade a contagem é outra, sem os itens sobre a escola, e o resultado desta página não se aplica.
    • Para concluir sem uma consulta qual é o problema ou se existe um transtorno: o teste só conta as dificuldades que os pais percebem.
  • Limites do teste

    • Mostra a criança pelos olhos de um adulto: tristeza e preocupação nem sempre aparecem para os pais.
    • Um resultado baixo não afasta tudo: uma dificuldade séria em uma área só pode somar poucos pontos.
    • O resultado segue o corte original, de 28 pontos: o estudo brasileiro, feito em uma única escola pública, encontrou o melhor corte em 21.

Dúvidas sobre o PSC

Perguntas frequentes sobre o PSC

O PSC diagnostica algum transtorno?

Não. Ele é uma lista de 35 sinais emocionais, de atenção e de comportamento, criada para o pediatra perceber quais crianças precisam de uma avaliação mais cuidadosa. O diagnóstico, quando existe, depende da consulta.

Quem deve responder?

A mãe, o pai ou o responsável que convive com a criança. Adolescentes podem responder por conta própria a versão para jovens, o PSC-Y, que também está neste site.

Para que idade serve?

O resultado desta página usa o corte de 28 pontos, definido para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Para crianças de 3 a 5 anos, o Massachusetts General Hospital orienta ignorar os itens 5, 6, 17 e 18, que tratam da escola, e considerar 24 pontos ou mais nos 31 itens restantes.

Esta versão em português é validada?

O texto é o da versão brasileira do PSC, a Lista de Sintomas Pediátricos, estudada com 145 pais de escolares de Curitiba (Muzzolon e colaboradores, 2013), reproduzido sem alterações. A frase de instrução acima de cada item é desta página: o artigo não a imprime.

Qual pontuação preocupa?

O instrumento original usa 28 pontos ou mais. O estudo brasileiro encontrou o melhor equilíbrio em 21 pontos, numa única escola pública. O resultado aqui segue o corte original e informa o brasileiro; entre 21 e 27 pontos, vale conversar com o pediatra.

O que são os três grupos de itens?

São subescalas descritas pelos autores do PSC: cinco itens de tristeza e preocupação, cinco de atenção e sete de comportamento. Elas mostram em que área as dificuldades se concentram. No estudo brasileiro só o total foi avaliado.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O PSC rastreia: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    O PSC conta quantas dificuldades os pais percebem. Um número alto indica uma avaliação, e não diz qual é o problema nem se existe um transtorno.

  • A visão de quem responde

    As respostas descrevem a criança pelos olhos de um adulto. Tristeza e preocupação nem sempre aparecem para os pais: adolescentes podem responder a versão deles, o PSC-Y.

  • Um resultado baixo não afasta tudo

    Uma criança pode ter uma dificuldade séria numa área só e somar poucos pontos. Se algo preocupa você, a preocupação já é motivo para uma consulta.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram uma criança com muitas dificuldades ao mesmo tempo, nas emoções, na atenção ou no comportamento.

    • Humor: a criança anda triste, irritada ou preocupada com frequência e se diverte menos do que antes.
    • Corpo: aparecem dores sem causa física, cansaço fácil ou dificuldade para dormir.
    • Atenção: ela se distrai com facilidade, não para quieta e tem dificuldade de se concentrar nas tarefas.
    • Escola: o interesse em aprender diminui, as notas caem ou surgem problemas com os professores.
    • Convivência: há brigas, desobediência a regras ou pouco interesse em ter amigos.
  • As respostas mostram uma criança que anda triste, preocupada ou desanimada com frequência.

    • Tristeza: ela parece triste ou infeliz em muitos dias, e não só depois de um aborrecimento.
    • Preocupação: fica tensa ou preocupada com a escola, com a família ou com o que pode acontecer.
    • Menos alegria: brinca e ri menos, e perde o interesse pelo que antes gostava de fazer.
    • Visão de si: ela se sente inferior aos colegas ou fala de si como alguém sem valor.
    • Como aparece na criança: tristeza e ansiedade surgem muito como irritação, dor de barriga ou de cabeça e recusa de ir à escola.
  • As respostas mostram uma criança agitada e com dificuldade de manter a atenção.

    • Distração: qualquer barulho ou movimento tira a criança da tarefa, e ela demora a voltar.
    • Concentração: o dever de casa e a leitura ficam pela metade ou tomam muito mais tempo do que deveriam.
    • Inquietação: ela não para quieta, mexe-se na cadeira e parece ligada o tempo todo.
    • Sonhar acordada: em outros momentos fica distante, no mundo dela, e não ouve quando é chamada.
    • Sinais parecidos: sono curto, ansiedade e dificuldade de enxergar ou de ouvir produzem os mesmos sinais do TDAH.
    • Em mais de um lugar: no TDAH esses sinais aparecem em casa e na escola, desde cedo.
  • As respostas mostram uma criança com muitos conflitos com outras pessoas e dificuldade de seguir regras.

    • Brigas: ela briga com outras crianças com frequência, na escola ou em casa.
    • Regras: combinados e limites são desobedecidos repetidamente, mesmo depois de conversas e consequências.
    • Provocação: ela caçoa ou implica com irmãos e colegas e tem dificuldade de dividir o que é dela.
    • Responsabilidade: quando algo dá errado, a culpa é dos outros, e ela pega objetos que não são dela.
    • Sentimentos dos outros: ela parece pouco se importar quando magoa alguém.
    • De onde vem: impulsividade, frustração, tristeza que aparece como raiva ou limites que mudam de um adulto para outro.
  • As respostas não mostram um conjunto de dificuldades emocionais, de atenção ou de comportamento além do esperado para uma criança.

    • O que chamaria a atenção: muitos sinais ao mesmo tempo, frequentes, atrapalhando a escola, as amizades ou a vida em casa.
    • O que é da infância: um dia triste, uma briga, uma nota baixa ou uma fase de mais medo vão e voltam sem mudar a rotina.
    • Mudança: o sinal mais útil é a criança ficar diferente do que era por várias semanas.
    • Outra visão: a escola vê a criança em outro ambiente, e ouvir o professor ajuda quando algo preocupa.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale 0 (Não), 1 (Às vezes) ou 2 (Frequentemente). Some os 35 itens: o total vai de 0 a 70. De 6 a 16 anos, 28 pontos ou mais indicam rastreio positivo.
  • Some os itens 11, 13, 19, 22 e 27 (tristeza e preocupação): 5 pontos ou mais merecem atenção.
  • Some os itens 4, 7, 8, 9 e 14 (atenção): 7 pontos ou mais merecem atenção.
  • Some os itens 16, 29, 31, 32, 33, 34 e 35 (comportamento): 7 pontos ou mais merecem atenção.

Não = 0 · Às vezes = 1 · Frequentemente = 2

Cada resposta vale 0 (Não), 1 (Às vezes) ou 2 (Frequentemente), e o total vai de 0 a 70. Para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, 28 pontos ou mais indicam rastreio positivo. Abaixo de 28, a página olha três grupos de itens descritos pelos autores do PSC: tristeza e preocupação (5 pontos ou mais em 10), atenção (7 ou mais em 10) e comportamento (7 ou mais em 14). O resultado mostra o primeiro grupo que alcança o seu corte, nessa ordem, e os quatro números aparecem acima do texto.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Jellinek MS, Murphy JM, Robinson J, Feins A, Lamb S, Fenton T. Pediatric Symptom Checklist: screening school-age children for psychosocial dysfunction. J Pediatr. 1988;112(2):201-9. doi.org/10.1016/S0022-3476(88)80056-8

  • Validação brasileira

    Muzzolon SR, Cat MN, Santos LH. Avaliação da Lista de Sintomas Pediátricos como instrumento de triagem para identificar problemas emocionais e psicossociais. Rev Paul Pediatr. 2013;31(3):359-65. doi.org/10.1590/S0103-05822013000300013

    No estudo brasileiro (145 pais de escolares de 6 a 12 anos de uma escola pública de Curitiba, com o CBCL como referência), o melhor ponto de corte foi 21 pontos: sensibilidade de 96,8% e especificidade de 86,7%. Com o corte original, de 28 ou mais, a sensibilidade foi de 64,5% e a especificidade, de 100%. O resultado desta página segue o corte original.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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