Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Questionário

Teste de resiliência (BRS)

Mostra a capacidade de se recuperar depois de situações difíceis ou estressantes: baixa, normal ou alta. São seis perguntas sobre a rapidez em dar a volta por cima, a dificuldade de reagir quando algo ruim acontece e o tempo que leva para superar os contratempos.

6 afirmações1 min para responderNada é enviado

Por favor, indique em que medida você concorda com cada uma das afirmações.

1 de 6Eu costumo dar a volta por cima rapidamente depois de situações difíceis.
2 de 6Eu tenho dificuldade de passar por situações estressantes.
3 de 6Eu me recupero rápido de uma situação estressante.
4 de 6É difícil para eu reagir quando alguma coisa ruim acontece.
5 de 6Geralmente, eu passo pelas dificuldades sem grandes problemas.
6 de 6Eu costumo demorar bastante tempo para me recuperar dos contratempos da minha vida.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem quer ver quanto tempo leva para voltar ao estado habitual depois de uma situação difícil ou estressante.
    • Quem percebe que passou a demorar mais do que antes para se recuperar dos contratempos.
    • Quem quer levar à consulta um número simples sobre a recuperação do estresse e repetir o teste em outra fase.
  • Quando não usar

    • Para medir força ou ausência de sofrimento: a escala mede só o tempo de recuperação depois de uma dificuldade.
    • Para rastrear depressão, ansiedade ou insônia: resiliência baixa não é uma doença, e só uma avaliação mostra se há um quadro por trás.
  • Limites do teste

    • As faixas vêm de amostras dos Estados Unidos, e o estudo brasileiro das seis afirmações foi feito com atletas, e não com a população geral.
    • O resultado varia com o sono, a sobrecarga, o apoio de outras pessoas e a saúde mental: em outra fase o número pode ser outro.
    • Depende de como cada pessoa avalia a própria recuperação, e uma média alta não afasta sintomas que duram semanas.

Dúvidas sobre o BRS

Perguntas frequentes sobre a BRS

A BRS diagnostica alguma coisa?

Não. Resiliência baixa não é uma doença. A escala mede como você se recupera do estresse; quando a recuperação é lenta e vem com tristeza, ansiedade ou insônia, só uma avaliação mostra se há um quadro por trás.

Esta versão em português é validada?

As seis afirmações são as da versão brasileira de Nogueira-Neves e colaboradores (2018), estudada em 330 atletas brasileiros e incluída no guia de traduções do autor da escala. Esse artigo publica a instrução e as opções de resposta apenas em inglês; as desta página são as de outra versão brasileira, a de Coelho e colaboradores (2016). Não há estudo brasileiro com a população geral.

De onde vêm as faixas baixa, normal e alta?

Dos autores da escala (Smith e colaboradores, 2013): média de 1,00 a 2,99, resiliência baixa; de 3,00 a 4,30, normal; de 4,31 a 5,00, alta. Elas vêm de amostras dos Estados Unidos, e os estudos brasileiros não definiram faixas próprias.

A resiliência muda ao longo da vida?

Muda. Ela varia com o sono, a sobrecarga, o apoio de outras pessoas e a saúde mental. Repetir o teste em outra fase pode dar outro número.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A BRS mede a rapidez com que a pessoa se recupera do estresse e não define um diagnóstico.

  • Recuperar-se, não resistir

    A escala não mede força nem ausência de sofrimento. Ela mede o tempo que você leva para voltar ao seu estado habitual depois de uma dificuldade.

  • Uma média de 1 a 5

    O número é a média das seis respostas. As faixas baixa, normal e alta são as propostas pelos autores da escala, a partir de amostras dos Estados Unidos.

  • Resiliência e humor

    Depressão, ansiedade e pouco sono tornam a recuperação mais lenta. Um resultado baixo que dura meses merece um olhar para esses quadros.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 1 a 2.99 pontos

    As respostas mostram uma recuperação demorada depois de situações difíceis ou estressantes.

    • Resiliência: aqui é a capacidade de se recuperar do estresse, de voltar ao estado habitual depois de um período difícil.
    • Recuperação lenta: depois de um contratempo, ficar dias ou semanas abalado, pensando no que aconteceu.
    • Durante o estresse: uma fase de pressão custa muito, com sono pior, tensão no corpo e dificuldade de se concentrar.
    • Reação travada: quando algo ruim acontece, é difícil reagir e retomar a rotina, e tarefas simples ficam para depois.
    • O que pesa: estresse acumulado, pouco sono e pouco apoio de outras pessoas tornam a recuperação mais lenta.
  • 3 a 4.3 pontos

    As respostas mostram uma recuperação de situações difíceis em um tempo parecido com o da maioria das pessoas.

    • Resiliência: aqui é a capacidade de se recuperar do estresse, de voltar ao estado habitual depois de um período difícil.
    • Recuperação: um contratempo abala por um tempo, e depois a rotina é retomada sem que isso tome semanas.
    • Varia com a situação: alguns tipos de dificuldade passam bem e outros demoram mais, como perdas, conflitos ou pressão no trabalho.
    • Varia com a fase: em períodos de pouco sono, sobrecarga ou pouco apoio, a mesma dificuldade pesa mais e dura mais.
    • Sinal de atenção: demorar mais do que antes para se recuperar costuma vir junto com mudanças no humor, no sono e na ansiedade.
  • 4.31 a 5 pontos

    As respostas mostram uma recuperação rápida depois de situações difíceis ou estressantes.

    • Resiliência: aqui é a capacidade de se recuperar do estresse, de voltar ao estado habitual depois de um período difícil.
    • Recuperação rápida: depois de um contratempo, voltar logo ao estado habitual e retomar o que estava em andamento.
    • Durante o estresse: fases de pressão passam sem grandes problemas, com o sono e a rotina mantidos.
    • Emoções: quem se recupera rápido também fica triste e ansioso em momentos difíceis, e o que muda é o tempo que isso dura.
    • Limite: recuperar-se rápido não impede o adoecimento, e sintomas que duram semanas merecem atenção mesmo em quem lida bem com o estresse.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Nas afirmações 1, 3 e 5, cada resposta vale de 1 (Discordo totalmente) a 5 (Concordo totalmente).
  • Nas afirmações 2, 4 e 6, a pontuação é invertida: Discordo totalmente vale 5 e Concordo totalmente vale 1.
  • Some os seis valores e divida por 6. O resultado vai de 1 a 5, e quanto mais alto, mais rápida a recuperação.
  • Faixas propostas pelos autores da escala: de 1,00 a 2,99, resiliência baixa; de 3,00 a 4,30, normal; de 4,31 a 5,00, alta.

Discordo totalmente = 1 · Discordo = 2 · Nem concordo, nem discordo = 3 · Concordo = 4 · Concordo totalmente = 5

Resiliência (média) (1 a 5 pontos)
PontosResultadoO que indica
1 a 2.99Resiliência baixaAs respostas mostram uma recuperação demorada depois de situações difíceis ou estressantes.
3 a 4.3Resiliência normalAs respostas mostram uma recuperação de situações difíceis em um tempo parecido com o da maioria das pessoas.
4.31 a 5Resiliência altaAs respostas mostram uma recuperação rápida depois de situações difíceis ou estressantes.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Smith BW, Dalen J, Wiggins K, Tooley E, Christopher P, Bernard J. The brief resilience scale: assessing the ability to bounce back. Int J Behav Med. 2008;15(3):194-200. doi.org/10.1080/10705500802222972

  • Instrumento original

    Smith BW, Epstein EM, Ortiz JA, Christopher PJ, Tooley EM. The foundations of resilience: what are the critical resources for bouncing back from stress?. In: Prince-Embury S, Saklofske DH, editors. Resilience in children, adolescents, and adults. New York: Springer. 2013;:167-87. doi.org/10.1007/978-1-4614-4939-3_13

  • Validação brasileira

    Nogueira-Neves A, Barbosa FP, Silva MPS, Brandão MRF, Zanetti MC. Confirmatory factor analysis of the Brief Resilience Scale for Brazilian athletes. Cuad Psicol Deporte. 2018;18(1):103-10. revistas.um.es/cpd/article/view/278551

    O estudo brasileiro de onde vêm as seis afirmações desta página (Nogueira-Neves e colaboradores, 2018, com 330 atletas de São Paulo e do Rio de Janeiro) não define ponto de corte. Confirmou a estrutura de um fator com seis itens e encontrou alfa de Cronbach de 0,72. As faixas do resultado são as dos autores da escala original, obtidas em amostras dos Estados Unidos.

  • Validação brasileira

    Coelho GLH, Hanel PHP, Cavalcanti TM, Rezende AT, Gouveia VV. Brief Resilience Scale: testing its factorial structure and invariance in Brazil. Univ Psychol. 2016;15(2):397-408. doi.org/10.11144/Javeriana.upsy15-2.brst

    Outra versão brasileira (Coelho e colaboradores, 2016, com 171 universitários e depois 232 adultos) também não define ponto de corte. Nesse estudo o item 5 foi excluído e a escala ficou com cinco itens (alfa de Cronbach de 0,76). A instrução e as cinco opções de resposta desta página são as do apêndice desse artigo.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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