Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Questionário

Teste de autocompaixão (SCS)

Mostra o grau de autocompaixão, o modo como a pessoa se trata quando erra ou sofre: com compreensão ou com dureza. São 26 perguntas sobre a frequência da autocrítica, da gentileza consigo, da sensação de ser a única pessoa a passar por isso e de ser tomada por sentimentos ruins.

26 frases5 min para responderNada é enviado

Como eu geralmente lido comigo em momentos difíceis

Para cada frase, marque o número que mostra com que frequência você se comporta da forma descrita.

1 de 26Sou realmente crítico e severo com meus próprios erros e defeitos.
2 de 26Quando fico “pra baixo”, não consigo parar de pensar em tudo que está errado comigo.
3 de 26Quando as coisas vão mal para mim, vejo as dificuldades como parte da vida e que acontecem com todo mundo.
4 de 26Quando penso nos meus defeitos, eu me sinto realmente isolado do resto do mundo.
5 de 26Tento ser amável comigo quando me sinto emocionalmente mal.
6 de 26Quando eu falho em algo importante para mim, fico totalmente consumido por sentimentos de incompetência.
7 de 26Quando me sinto realmente mal, lembro que há outras pessoas no mundo se sentindo como eu.
8 de 26Quando as coisas estão realmente difíceis, costumo ser duro comigo mesmo.
9 de 26Quando algo me deixa aborrecido, tento buscar equilíbrio emocional.
10 de 26Quando percebo que fui inadequado, tento lembrar que a maioria das pessoas também passa por isso.
11 de 26Sou intolerante e impaciente com os aspectos de que não gosto na minha personalidade.
12 de 26Quando estou passando por um momento realmente difícil, eu me dou o apoio e o cuidado de que preciso.
13 de 26Quando fico “pra baixo”, sinto que a maioria das pessoas é mais feliz do que eu.
14 de 26Quando algo doloroso acontece, tento ver a situação de forma equilibrada.
15 de 26Tento entender meus defeitos como parte da condição humana.
16 de 26Quando vejo características que eu não gosto em mim, sou duro comigo mesmo.
17 de 26Quando eu falho em algo importante para mim, tento ver as coisas por outro ângulo.
18 de 26Quando passo por dificuldades emocionais, costumo pensar que as coisas são mais fáceis para as outras pessoas.
19 de 26Sou bondoso comigo quando estou passando por algum sofrimento.
20 de 26Quando algo me deixa incomodado, sou completamente tomado por sentimentos negativos.
21 de 26Costumo ser um pouco insensível comigo quando estou sofrendo.
22 de 26Quando fico “pra baixo”, tento aceitar e entender meus sentimentos.
23 de 26Sou tolerante com meus próprios erros e defeitos.
24 de 26Quando algo doloroso acontece comigo, costumo reagir de forma exagerada.
25 de 26Quando eu falho em algo importante para mim, costumo me sentir muito sozinho nessa situação.
26 de 26Tento ser compreensivo e paciente com os aspectos da minha personalidade dos quais não gosto.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que querem ver como se tratam quando erram ou sofrem: com compreensão ou com dureza.
    • Quem percebe autocrítica severa e cobrança constante e quer ver em quais das seis partes ela pesa mais.
    • Quem quer levar à consulta um retrato do modo de lidar consigo nos momentos difíceis.
  • Quando não usar

    • Menores de 18 anos: o estudo brasileiro foi feito com adultos de 18 a 66 anos.
    • Para rastrear depressão ou ansiedade: a escala mede um modo de se relacionar consigo, e não os sintomas desses quadros.
    • Para concluir que há uma doença: autocompaixão baixa não é um diagnóstico.
  • Limites do teste

    • As faixas baixa, moderada e alta são um guia aproximado da autora da escala, e não um ponto de corte clínico.
    • Não mostra se a autocrítica faz parte de uma depressão ou de uma ansiedade: só uma avaliação mostra se é o caso.
    • Depende de como cada pessoa percebe o próprio modo de reagir: a média mostra a visão dela sobre si.

Dúvidas sobre o SCS

Perguntas frequentes sobre a Escala de Autocompaixão

A Escala de Autocompaixão diagnostica alguma coisa?

Não. Ela mede um modo de se relacionar consigo, que todas as pessoas têm em algum grau. Autocompaixão baixa não é uma doença. Ela pode acompanhar depressão e ansiedade, e só uma avaliação mostra se é o caso.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira de Luciana Karine de Souza e Claudio Hutz, com as 26 frases do apêndice do estudo publicado em 2016, que confirmou as seis subescalas em 432 adultos brasileiros. A autora da escala revisou a retrotradução.

De onde vêm as faixas baixa, moderada e alta?

Da folha de informações da própria autora, Kristin Neff. Ela afirma que não existem normas clínicas nem valores que definam autocompaixão alta ou baixa e propõe, como guia aproximado, baixa de 1,0 a 2,49, moderada de 2,5 a 3,5 e alta de 3,51 a 5,0. O estudo brasileiro não define faixas.

Como ler as seis médias?

Bondade consigo, senso de humanidade e mindfulness medem o cuidado: quanto mais alta a média, mais autocompaixão. Autocrítica severa, isolamento e sobre-identificação medem a cobrança: quanto mais alta a média, menos autocompaixão. Sobre-identificação é ficar tomado por um sentimento ruim, sem conseguir olhar para ele com distância.

Como responder?

A instrução da versão brasileira diz: “Por favor, leia com cuidado antes de responder. Para cada frase, marque o número que mostra com que frequência você se comporta da forma descrita. Use a escala de 1 até 5 para marcar sua escolha, sendo que 1 corresponde a ‘quase nunca’ (QN), e 5 significa ‘quase sempre’ (QS). Não existem respostas certas ou erradas. Gostaríamos de sua opinião pessoal. Você pode escolher qualquer número de 1 até 5.” As frases estão no masculino, como no apêndice do estudo.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A escala mede como a pessoa se trata quando sofre ou erra e não define um diagnóstico.

  • O que é autocompaixão

    É tratar a si com bondade em vez de autocrítica severa, ver as dificuldades como parte da vida de todos e olhar o que sente com equilíbrio.

  • Uma média e seis partes

    A média geral vai de 1 a 5. As seis médias parciais mostram de onde ela vem: três medem o cuidado e três medem a cobrança.

  • Faixas aproximadas

    A escala não tem ponto de corte clínico. As faixas baixa, moderada e alta são um guia da autora para ler a média geral.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 1 a 2.49

    As respostas mostram que, nos momentos difíceis, a crítica e a cobrança pesam mais do que o cuidado consigo.

    • Autocrítica severa: diante de um erro ou de um defeito, a reação é dura e impaciente consigo.
    • Isolamento: ao falhar ou sofrer, a sensação de que só acontece comigo e de que para os outros é mais fácil.
    • Sobre-identificação: um sentimento ruim toma conta de tudo, sem conseguir parar de pensar no que está errado.
    • O que falta: o apoio dado a um amigo na mesma situação quase não aparece quando o sofrimento é próprio.
    • Autocrítica e depressão: a cobrança constante e o sentimento de incompetência também aparecem na depressão e na ansiedade, junto com tristeza, desânimo ou tensão.
  • 2.5 a 3.5

    As respostas mostram um modo de se tratar que varia: ora com cuidado, ora com cobrança, conforme a situação.

    • Bondade consigo: em parte dos momentos difíceis há apoio a si, e em outros a cobrança vem como se o erro não tivesse desculpa.
    • Senso de humanidade: às vezes fica claro que falhar acontece com todo mundo, e às vezes vem a sensação de estar sozinho na dificuldade.
    • Equilíbrio: há dias em que o problema é visto no tamanho que tem e dias em que o sentimento ruim toma conta.
    • As seis médias: os números acima mostram onde a cobrança é maior e onde o cuidado é maior.
  • 3.51 a 5

    As respostas mostram que, nos momentos difíceis, o cuidado e a compreensão consigo aparecem na maior parte das vezes.

    • Bondade consigo: diante do sofrimento ou do erro, apoio e cuidado em vez de ataque.
    • Senso de humanidade: defeitos e dificuldades vistos como parte da vida de todo mundo, e não como algo só seu.
    • Mindfulness: perceber o que sente e ver a situação de forma equilibrada, sem aumentar o problema.
    • Pouca autocrítica: a cobrança existe, mas não domina a reação a um erro.
    • Nos dias ruins: ficar “pra baixo” como qualquer pessoa, e mesmo assim tentar aceitar e entender o que sente.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale o número marcado, de 1 (quase nunca) a 5 (quase sempre).
  • Cada uma das seis partes é a média das suas frases: bondade consigo, 5, 12, 19, 23 e 26; autocrítica severa, 1, 8, 11, 16 e 21; senso de humanidade, 3, 7, 10 e 15; isolamento, 4, 13, 18 e 25; mindfulness, 9, 14, 17 e 22; sobre-identificação, 2, 6, 20 e 24.
  • Em autocrítica severa, isolamento e sobre-identificação, média alta indica menos autocompaixão. Nas outras três, média alta indica mais.
  • Para a média geral, inverta as frases 1, 2, 4, 6, 8, 11, 13, 16, 18, 20, 21, 24 e 25 (1 vira 5, 2 vira 4, 3 fica 3, 4 vira 2, 5 vira 1), some as 26 respostas e divida por 26, como indica a nota da versão brasileira.
  • A escala não tem ponto de corte. Como guia aproximado, a autora considera baixa a média de 1,0 a 2,49, moderada de 2,5 a 3,5 e alta de 3,51 a 5,0.

1 (quase nunca) = 1 · 2 = 2 · 3 = 3 · 4 = 4 · 5 (quase sempre) = 5

Autocompaixão (média geral) (1 a 5 )
PontosResultadoO que indica
1 a 2.49Autocompaixão baixaAs respostas mostram que, nos momentos difíceis, a crítica e a cobrança pesam mais do que o cuidado consigo.
2.5 a 3.5Autocompaixão moderadaAs respostas mostram um modo de se tratar que varia: ora com cuidado, ora com cobrança, conforme a situação.
3.51 a 5Autocompaixão altaAs respostas mostram que, nos momentos difíceis, o cuidado e a compreensão consigo aparecem na maior parte das vezes.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Neff KD. The development and validation of a scale to measure self-compassion. Self Identity. 2003;2(3):223-50. doi.org/10.1080/15298860309027

  • Validação brasileira

    Souza LK, Hutz CS. Adaptation of the Self-Compassion Scale for use in Brazil: evidences of construct validity. Temas Psicol. 2016;24(1):159-72. doi.org/10.9788/TP2016.1-11

    O estudo brasileiro (Souza e Hutz, 2016) não define ponto de corte. Em 432 adultos de 18 a 66 anos (216 homens e 216 mulheres), a análise confirmou as seis subescalas da escala original e a consistência interna das 26 frases foi 0,92 (alfa de Cronbach). As médias gerais foram 3,28 nos homens e 3,10 nas mulheres, 3,06 dos 18 aos 30 anos e 3,37 dos 31 aos 66. As faixas desta página (baixa de 1,0 a 2,49, moderada de 2,5 a 3,5, alta de 3,51 a 5,0) são o guia aproximado da autora da escala, e não vêm de um estudo com pacientes.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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