Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de depressão pós-parto (EPDS)

Mostra se há sinais de depressão em quem está grávida ou teve bebê há pouco tempo. São dez perguntas sobre os últimos sete dias: achar graça nas coisas, culpa, ansiedade, medo, sensação de sobrecarga, tristeza e choro.

10 perguntas2 min para responderNada é enviado

Marque a resposta que melhor reflete como você tem se sentido nos últimos sete dias.

1 de 10Eu tenho sido capaz de rir e achar graça das coisas
2 de 10Eu tenho pensado no futuro com alegria
3 de 10Eu tenho me culpado sem razão quando as coisas dão errado
4 de 10Eu tenho ficado ansiosa ou preocupada sem uma boa razão
5 de 10Eu tenho me sentido assustada ou em pânico sem um bom motivo
6 de 10Eu tenho me sentido sobrecarregada pelas tarefas e acontecimentos do meu dia-a-dia
7 de 10Eu tenho me sentido tão infeliz que eu tenho tido dificuldade de dormir
8 de 10Eu tenho me sentido triste ou muito mal
9 de 10Eu tenho me sentido tão triste que tenho chorado
10 de 10Eu tenho pensado em fazer alguma coisa contra mim mesma

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Mulheres que tiveram bebê há pouco tempo e notam tristeza, choro, culpa, ansiedade ou a sensação de não dar conta.
    • Gestantes: os mesmos sintomas podem começar ainda na gravidez, e a escala também é usada nessa fase.
    • Quem quer levar à consulta um retrato de como se sentiu nos últimos sete dias.
  • Quando não usar

    • Pais: a escala foi validada em mães, e os pontos de corte não foram estudados para eles no Brasil.
    • Em uma crise, com pensamentos de fazer algo contra si mesma: o caminho é ajuda imediata, pelo CVV (188) ou pelo SAMU (192).
    • Para decidir sem o médico sobre o uso de um remédio na gravidez ou na amamentação.
  • Limites do teste

    • Mede só os últimos sete dias, e nas duas primeiras semanas depois do parto a tristeza passageira é comum.
    • O resultado usa o ponto de corte do instrumento original, e na validação brasileira o rastreio já é positivo com uma pontuação mais baixa.
    • Depende de como cada mulher percebe e descreve o que sente: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o EPDS

Perguntas frequentes sobre a EPDS

A EPDS diagnostica depressão pós-parto?

Não. Ela rastreia sintomas na última semana. Treze pontos ou mais indicam depressão provável e pedem avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira validada por Santos e colaboradores em 2007, com mães da coorte de Pelotas.

Posso responder durante a gravidez?

Sim. A EPDS também é usada na gestação, com os mesmos cortes. Depressão na gravidez é frequente e merece o mesmo cuidado.

O pai pode responder?

A EPDS foi validada em mães. Pais também têm depressão no pós-parto, e a escala dá uma ideia, mas os cortes não foram estudados para eles no Brasil.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A EPDS rastreia depressão na gravidez e no pós-parto: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Treze pontos ou mais indicam depressão provável; de 10 a 12, atenção. O diagnóstico depende da consulta.

  • Sete dias

    As perguntas olham para a última semana. Nas duas primeiras semanas após o parto, a tristeza passageira é comum; o que dura mais merece avaliação.

  • Tratamento e amamentação

    Psicoterapia e vários antidepressivos são compatíveis com a amamentação. Tratar a mãe protege o bebê.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 9 pontos

    As respostas não mostram o conjunto de sintomas da depressão pós-parto nos últimos sete dias.

    • Depressão pós-parto: uma tristeza que dura a maior parte do dia, por semanas, com choro frequente, culpa, ansiedade e perda da alegria, inclusive com o bebê.
    • Cansaço esperado: noites curtas, corpo exausto e preocupação com o bebê fazem parte dos primeiros meses, e ainda assim dá para rir, fazer planos e dar conta do dia.
    • Tristeza dos primeiros dias: choro fácil, irritação e humor instável nas duas primeiras semanas depois do parto são comuns e passam sozinhos.
    • Sono: na depressão, o sono não vem mesmo quando o bebê dorme e há quem cuide dele.
    • Gravidez: os mesmos sintomas podem começar ainda na gestação.
  • 10 a 12 pontos

    As respostas mostram alguns sintomas de depressão pós-parto, em grau que pesa no dia sem impedir a rotina.

    • Alegria reduzida: rir menos e pensar no futuro com menos ânimo do que antes.
    • Culpa: quando algo sai errado com o bebê ou com a casa, vem a culpa sem motivo.
    • Ansiedade: preocupação e medo sem causa clara, sobretudo com a saúde e o cuidado do bebê.
    • Sobrecarga: as tarefas do dia parecem maiores do que eram, e em alguns momentos não dá para dar conta como antes.
    • Sono e choro: noites em que a tristeza atrapalha o sono e dias em que o choro aparece.
    • O tempo: esses sintomas nas duas primeiras semanas depois do parto costumam passar sozinhos; quando duram mais ou pioram, formam a depressão pós-parto.
  • 13 a 30 pontos

    As respostas mostram os sintomas da depressão pós-parto: tristeza na maior parte do tempo, choro, culpa, ansiedade e a sensação de não dar conta.

    • Tristeza: ocupa a maior parte dos dias, com choro frequente, e não melhora quando o bebê está bem.
    • Perda da alegria: o que antes fazia rir não faz mais, e é difícil pensar no futuro com ânimo.
    • Culpa: culpar-se por tudo o que sai errado e julgar-se uma mãe pior do que as outras.
    • Ansiedade e pânico: medo intenso sem motivo, preocupação constante com o bebê e momentos de susto com o coração acelerado.
    • Sobrecarga e sono: cuidar do bebê, da casa e de si mesma parece impossível, e o sono não vem mesmo quando o bebê dorme.
    • Pensamentos de se ferir: se eles apareceram, ligue agora para o CVV, no 188, que atende de graça, 24 horas, conte a alguém de confiança e não fique sozinha com o bebê.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada pergunta vale de 0 a 3 pontos. Nas perguntas 1 a 3, a primeira resposta vale 0 e a última, 3; nas perguntas 4 a 10, a primeira vale 3 e a última, 0.
  • Some as dez respostas: o total vai de 0 a 30. Treze ou mais indica depressão provável; de 10 a 12 é a zona limítrofe, que no Brasil já conta como rastreio positivo.
Pontuação total (0 a 30 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 9Sem sinais de depressão pós-partoAs respostas não mostram o conjunto de sintomas da depressão pós-parto nos últimos sete dias.
10 a 12Alguns sintomas de depressão pós-partoAs respostas mostram alguns sintomas de depressão pós-parto, em grau que pesa no dia sem impedir a rotina.
13 a 30Sinais de depressão pós-partoAs respostas mostram os sintomas da depressão pós-parto: tristeza na maior parte do tempo, choro, culpa, ansiedade e a sensação de não dar conta.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Cox JL, Holden JM, Sagovsky R. Detection of postnatal depression. Development of the 10-item Edinburgh Postnatal Depression Scale. Br J Psychiatry. 1987;150(6):782-6. doi.org/10.1192/bjp.150.6.782

  • Validação brasileira

    Santos IS, Matijasevich A, Tavares BF, Barros AJD, Botelho IP, Lapolli C, et al.. Validation of the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) in a sample of mothers from the 2004 Pelotas Birth Cohort Study. Cad Saude Publica. 2007;23(11):2577-88. doi.org/10.1590/S0102-311X2007001100005

    Na validação brasileira (378 mães de Pelotas, três meses após o parto), o melhor ponto de corte para rastreio foi 10 ou mais: sensibilidade de 82,6% e especificidade de 65,4%. Para casos moderados e graves, 11 ou mais. O instrumento original usa 13 ou mais para depressão provável.

Aviso de direitos

Fonte: Cox JL, Holden JM, Sagovsky R. Detection of postnatal depression: development of the 10-item Edinburgh Postnatal Depression Scale. British Journal of Psychiatry 1987;150:782-786. Versão brasileira: Santos IS et al., 2007.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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