ECR-R-Brasil
Seu resultado
Ansiedade de abandono: 0 / 7
Evitação da proximidade: 0 / 7
O apego em dois números: ansiedade e evitação
As respostas mostram o modo de sentir em relacionamentos amorosos em duas medidas: o medo de ser abandonado e o desconforto com a proximidade afetiva.
- Ansiedade de abandono: com número alto, medo de não ser amado o bastante, pedidos de garantia e frustração quando o parceiro não está disponível; com número baixo, confiança no vínculo mesmo à distância.
- Evitação da proximidade: com número alto, distância afetiva e pouca conversa sobre os próprios problemas; com número baixo, procurar o parceiro para conversar e buscar conforto.
- Padrão seguro: os dois números baixos descrevem quem fica à vontade com a proximidade e não vive com medo de perder o parceiro.
- Padrão ansioso: ansiedade alta com evitação baixa descreve quem busca muita proximidade e vigia os sinais de que o outro está se afastando.
- Padrão evitativo: evitação alta com ansiedade baixa descreve quem valoriza a independência, se incomoda quando o outro chega perto demais e raramente pede apoio.
- Padrão ansioso-evitativo: os dois números altos descrevem quem quer a proximidade e a teme ao mesmo tempo, e por isso se aproxima e se afasta.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
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Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Adultos que querem ver como se sentem em relacionamentos amorosos: o medo de ser abandonado e o desconforto com a proximidade.
- Quem percebe que precisa de muitas garantias de amor, ou que evita a proximidade afetiva, e quer ver isso em dois números.
- Quem quer levar à consulta um retrato do modo de se ligar ao parceiro.
Quando não usar
- Para avaliar transtorno de personalidade borderline: um número alto de ansiedade de abandono não indica o transtorno.
- Para avaliar só o relacionamento atual: as frases pedem o modo de sentir em relacionamentos amorosos em geral.
- Para classificar alguém em um padrão de apego: a escala entrega dois números e não dá nome a um padrão.
Limites do teste
- Não tem ponto de corte: as médias são comparadas com as do estudo brasileiro, em que quase metade das pessoas tinha ensino superior completo.
- Descreve uma característica das relações, e não uma doença: sofrimento ou prejuízo no dia a dia são avaliados em consulta.
- Depende de como cada pessoa percebe o que sente nos relacionamentos: as médias mostram a visão dela sobre si.
Dúvidas sobre o ECR-R-Brasil
Perguntas frequentes sobre o ECR-R-Brasil
O teste de apego diagnostica algum transtorno?
Não. O estilo de apego é uma característica das relações, não uma doença. O medo de abandono também aparece no transtorno de personalidade borderline, mas um número alto de ansiedade neste questionário não indica o transtorno, que envolve outros sintomas e só é avaliado em consulta.
Esta versão em português é validada?
Sim. As frases e as respostas são as do anexo do estudo de Natividade e Shiramizu (2015), reproduzidas palavra por palavra. O estudo adaptou para o Brasil a versão reduzida da escala (ECR-Short, de Wei e colaboradores, com 12 itens) e manteve 10 itens. Apesar do nome, não é a ECR-R de 36 itens de Fraley e colaboradores.
Respondo pensando no relacionamento atual?
Não só nele. A instrução do formulário brasileiro diz: “Por favor, leia as afirmações abaixo e marque o quanto cada uma descreve as emoções e sentimentos que você geralmente tem em relacionamentos amorosos e/ou sexuais. Queremos saber como você se sente em relacionamentos amorosos e/ou sexuais de modo geral, não apenas no seu relacionamento atual ou no seu último relacionamento. Mesmo que você nunca tenha tido um relacionamento, por favor, responda imaginando como você se sentiria se estivesse em um.” Nesta página, a linha acima de cada frase resume essa instrução.
Qual número é alto?
A escala não tem ponto de corte. Para comparar: entre os 4.879 adultos do estudo brasileiro, metade ficou em até 4,0 em ansiedade e em até 2,0 em evitação, e um quarto ficou em 5,0 ou mais em ansiedade e em 2,8 ou mais em evitação. As mulheres tiveram médias um pouco mais altas em ansiedade, e os homens, em evitação.
De onde vêm os quatro padrões de apego?
Da combinação das duas medidas. Ansiedade e evitação baixas descrevem o padrão seguro; ansiedade alta com evitação baixa, o ansioso; evitação alta com ansiedade baixa, o evitativo; as duas altas, o ansioso-evitativo. A escala entrega dois números e não classifica ninguém em um padrão: os nomes servem para ler os números.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
O ECR-R-Brasil descreve como a pessoa se sente em relacionamentos amorosos e não define um diagnóstico.
Duas medidas
Ansiedade é o medo de ser abandonado e a necessidade de garantias. Evitação é o desconforto com a proximidade afetiva e com depender do parceiro.
Quatro padrões
Os dois números juntos descrevem um padrão: seguro (os dois baixos), ansioso, evitativo ou ansioso-evitativo (os dois altos). A escala não dá esse nome: é uma leitura dos números.
Médias, não corte
Não há ponto de corte. No estudo brasileiro, metade das pessoas ficou em até 4,0 em ansiedade e em até 2,0 em evitação.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
O apego em dois números: ansiedade e evitação
As respostas mostram o modo de sentir em relacionamentos amorosos em duas medidas: o medo de ser abandonado e o desconforto com a proximidade afetiva.
- Ansiedade de abandono: com número alto, medo de não ser amado o bastante, pedidos de garantia e frustração quando o parceiro não está disponível; com número baixo, confiança no vínculo mesmo à distância.
- Evitação da proximidade: com número alto, distância afetiva e pouca conversa sobre os próprios problemas; com número baixo, procurar o parceiro para conversar e buscar conforto.
- Padrão seguro: os dois números baixos descrevem quem fica à vontade com a proximidade e não vive com medo de perder o parceiro.
- Padrão ansioso: ansiedade alta com evitação baixa descreve quem busca muita proximidade e vigia os sinais de que o outro está se afastando.
- Padrão evitativo: evitação alta com ansiedade baixa descreve quem valoriza a independência, se incomoda quando o outro chega perto demais e raramente pede apoio.
- Padrão ansioso-evitativo: os dois números altos descrevem quem quer a proximidade e a teme ao mesmo tempo, e por isso se aproxima e se afasta.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Cada resposta vale de 1 (Discordo totalmente) a 7 (Concordo totalmente).
- Ansiedade: some as respostas dos itens pares (2, 4, 6, 8 e 10) e divida por 5.
- Evitação: nos itens 1, 3 e 7 a resposta é invertida (7 vira 1, 6 vira 2, 5 vira 3, e assim por diante). Depois some os itens ímpares (1, 3, 5, 7 e 9) e divida por 5.
- O ECR-R-Brasil não tem ponto de corte. Cada média vai de 1 a 7, e quanto mais alta, maior a ansiedade ou a evitação. No estudo brasileiro, a média foi de 3,99 em ansiedade e de 2,20 em evitação.
1 (Discordo totalmente) = 1 · 2 = 2 · 3 = 3 · 4 (Neutro) = 4 · 5 = 5 · 6 = 6 · 7 (Concordo totalmente) = 7
As respostas mostram o modo de sentir em relacionamentos amorosos em duas medidas: o medo de ser abandonado e o desconforto com a proximidade afetiva.
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Wei M, Russell DW, Mallinckrodt B, Vogel DL. The Experiences in Close Relationship Scale (ECR)-Short Form: reliability, validity, and factor structure. J Pers Assess. 2007;88(2):187-204. doi.org/10.1080/00223890701268041
Validação brasileira
Natividade JC, Shiramizu VKM. Uma medida de apego: versão brasileira da Experiences in Close Relationship Scale - Reduzida (ECR-R-Brasil). Psicol USP. 2015;26(3):484-94. doi.org/10.1590/0103-656420140086
O estudo brasileiro não define ponto de corte: publica normas em percentis. Em 4.879 adultos das cinco regiões do país (66% mulheres, média de idade de 27,8 anos), a média de ansiedade foi 3,99 (desvio padrão 1,37; mulheres 4,10, homens 3,78) e a de evitação, 2,20 (desvio padrão 1,09; mulheres 2,04, homens 2,51). Percentis 25, 50 e 75 da amostra toda: 3,00, 4,00 e 5,00 em ansiedade; 1,20, 2,00 e 2,80 em evitação. Alfa de Cronbach de 0,73 nas duas dimensões. Dos 12 itens da escala original, a versão brasileira manteve 10. Os autores pedem que as normas sejam lidas com a escolaridade em vista: quase metade da amostra tinha ensino superior completo.

