Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de depressão em idosos (GDS-15)

Mostra se há sinais de depressão depois dos 60 anos, olhando para o ânimo, a satisfação com a vida e a vontade de fazer as coisas, e não para queixas do corpo que são comuns na idade. São quinze perguntas de sim ou não sobre a última semana.

15 perguntas5 min para responderNada é enviado

Escolha a melhor resposta para como você se sentiu na última semana.

1 de 15Você está basicamente satisfeito com sua vida?
2 de 15Você deixou muitos de seus interesses e atividades?
3 de 15Você sente que sua vida está vazia?
4 de 15Você se aborrece com frequência?
5 de 15Você se sente de bom humor a maior parte do tempo?
6 de 15Você tem medo que algum mal vá lhe acontecer?
7 de 15Você se sente feliz a maior parte do tempo?
8 de 15Você sente que sua situação não tem saída?
9 de 15Você prefere ficar em casa a sair e fazer coisas novas?
10 de 15Você se sente com mais problemas de memória do que a maioria?
11 de 15Você acha maravilhoso estar vivo?
12 de 15Você se sente um inútil nas atuais circunstâncias?
13 de 15Você se sente cheio de energia?
14 de 15Você acha que sua situação é sem esperanças?
15 de 15Você sente que a maioria das pessoas está melhor que você?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Pessoas de 60 anos ou mais com menos ânimo, menos interesse pelas coisas ou uma visão mais negativa da própria vida na última semana.
    • Familiares que querem ajudar: podem ler as perguntas em voz alta e marcar o que a pessoa disser.
    • Quem quer levar à consulta um retrato do ânimo e da satisfação com a vida nos últimos sete dias.
  • Quando não usar

    • Pessoas com menos de 60 anos: adultos e adolescentes têm testes próprios neste site.
    • Quando a memória está muito comprometida: as respostas ficam menos confiáveis, e o estudo brasileiro não incluiu esses casos.
    • Para registrar a opinião do familiar: as respostas precisam ser as da própria pessoa.
  • Limites do teste

    • Mede só a última semana: um resultado baixo não descarta episódios passados.
    • Não pergunta sobre sono, apetite ou dores, e não separa a depressão de doenças físicas e remédios que mexem com o humor.
    • Depende de como a pessoa percebe e descreve o próprio ânimo: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o GDS-15

Perguntas frequentes sobre a GDS-15

A GDS-15 diagnostica depressão?

Não. Ela rastreia sintomas de depressão na última semana. Uma pontuação acima de 5 indica que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Para quem é o teste, e quem pode preencher?

Para pessoas de 60 anos ou mais. A própria pessoa pode responder, ou um familiar pode ler as perguntas em voz alta e marcar o que ela disser, como foi feito no estudo brasileiro. As respostas precisam ser as dela, não a opinião de quem lê.

Esta versão em português é validada?

Sim. As quinze perguntas são as da versão brasileira publicada por Almeida e Almeida em 1999, estudada em pacientes de 60 anos ou mais em São Paulo e depois em um ambulatório geral no Rio de Janeiro. A frase de instrução acima das perguntas é tradução desta página a partir do formulário original em inglês: o artigo brasileiro não a imprime.

Qual pontuação indica depressão?

Os autores da escala indicam que mais de 5 pontos sugere depressão e que mais de 10 quase sempre corresponde a depressão. Os estudos brasileiros chegaram ao mesmo ponto de corte: 6 pontos ou mais.

E se a pessoa tem problemas de memória?

Com esquecimento leve, o teste pode ser respondido normalmente. Quando a memória está muito comprometida, as respostas ficam menos confiáveis: o estudo brasileiro não incluiu pessoas com comprometimento cognitivo grave. Nesse caso, a avaliação em consulta é o caminho.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A GDS-15 rastreia: ela mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Uma pontuação acima de 5 indica que vale uma avaliação. O diagnóstico de depressão depende da consulta, da história e do exame clínico.

  • Vale para a última semana

    As perguntas olham para os últimos sete dias. Um resultado baixo hoje não descarta episódios passados, nem futuros.

  • Só o humor entra na conta

    As quinze perguntas não tratam de sono, apetite ou dores. Doenças físicas e medicamentos que mexem com o humor são vistos na consulta.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 5 pontos

    As respostas não mostram o conjunto de sintomas da depressão na última semana.

    • Como a depressão aparece: o humor cai na maior parte do tempo, as atividades de antes perdem o interesse e a vida parece vazia ou sem saída.
    • Na última semana: o humor, o interesse pelas coisas e a energia se mantiveram perto do habitual.
    • Dias ruins: aborrecer-se de vez em quando, preferir ficar em casa ou ter menos disposição do que anos atrás faz parte da vida e não forma um quadro de depressão.
    • Memória: a sensação de que ela piorou tem outras causas além do humor.
  • 6 a 10 pontos

    As respostas mostram vários sintomas de depressão na última semana: menos ânimo, menos interesse pelas coisas e uma visão mais negativa da própria vida.

    • Humor: boa parte do tempo sem se sentir bem ou feliz, com aborrecimento fácil.
    • Interesse: atividades de que gostava ficaram para trás, e ficar em casa parece melhor do que sair ou fazer algo novo.
    • Energia: falta disposição para a rotina, e tarefas simples cansam mais do que antes.
    • Visão de si e da vida: aparece a sensação de vida vazia, de não ter utilidade ou de que os outros estão melhor.
    • Memória e preocupação: a depressão atrapalha a atenção, e por isso é comum sentir a memória pior e temer que algo ruim aconteça.
    • Na pessoa idosa: a depressão muitas vezes aparece assim, como desânimo, isolamento e queixas de memória, com pouca tristeza declarada.
  • 11 a 15 pontos

    As respostas mostram a maior parte dos sintomas da depressão na última semana: humor baixo, pouca energia, perda de interesse e falta de esperança.

    • Humor: sem se sentir bem nem feliz na maior parte do tempo, e com menos satisfação com a vida.
    • Interesse: muitas atividades foram deixadas, as saídas de casa são poucas e o contato com a família e os amigos diminuiu.
    • Energia: falta força para o básico do dia, como se arrumar, cozinhar ou resolver pequenas coisas.
    • Falta de esperança: a situação parece sem saída, e é difícil imaginar que ela melhore.
    • Visão de si: sensação de ser inútil ou um peso, e de que a maioria das pessoas está melhor.
    • Pensamentos de morte: se eles aparecem, contar hoje a alguém de confiança e ligar para o CVV (188), que atende de graça a qualquer hora.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Nas perguntas 1, 5, 7, 11 e 13, a resposta “Não” vale 1 ponto e “Sim” vale 0.
  • Nas outras dez perguntas, a resposta “Sim” vale 1 ponto e “Não” vale 0.
  • Some os pontos das quinze perguntas: o total vai de 0 a 15.
Pontuação total (0 a 15 pontos)
PontosResultadoO que indica
0 a 5Sem sinais de depressãoAs respostas não mostram o conjunto de sintomas da depressão na última semana.
6 a 10Sinais de depressãoAs respostas mostram vários sintomas de depressão na última semana: menos ânimo, menos interesse pelas coisas e uma visão mais negativa da própria vida.
11 a 15Sinais fortes de depressãoAs respostas mostram a maior parte dos sintomas da depressão na última semana: humor baixo, pouca energia, perda de interesse e falta de esperança.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Sheikh JI, Yesavage JA. Geriatric Depression Scale (GDS): recent evidence and development of a shorter version. Clin Gerontol. 1986;5(1-2):165-73. doi.org/10.1300/J018v05n01_09

  • Validação brasileira

    Almeida OP, Almeida SA. Confiabilidade da versão brasileira da Escala de Depressão em Geriatria (GDS) versão reduzida. Arq Neuropsiquiatr. 1999;57(2B):421-6. doi.org/10.1590/S0004-282X1999000300013

    É o artigo que imprime o texto brasileiro usado aqui. Em 51 pacientes de 60 anos ou mais de um ambulatório de psiquiatria em São Paulo, a pontuação total se manteve estável entre duas aplicações com 48 a 72 horas de intervalo (correlação de 0,86; kappa ponderado de 0,64), embora as respostas a cada pergunta isolada tenham variado. O artigo não calcula ponto de corte: cita o 5/6 do estudo de validade dos mesmos autores.

  • Validação brasileira

    Almeida OP, Almeida SA. Short versions of the geriatric depression scale: a study of their validity for the diagnosis of a major depressive episode according to ICD-10 and DSM-IV. Int J Geriatr Psychiatry. 1999;14(10):858-65. doi.org/10.1002/(SICI)1099-1166(199910)14:10<858::AID-GPS35>3.0.CO;2-8

    No estudo de validade da versão brasileira (64 pacientes de 60 anos ou mais do mesmo ambulatório, todos com transtorno depressivo atual ou em remissão), o ponto de corte 5/6 (6 pontos ou mais) teve sensibilidade de 85,4% e especificidade de 73,9% para episódio depressivo maior pela CID-10, e de 90,9% e 64,5% pelo DSM-IV. A consistência interna (alfa de Cronbach) foi de 0,81.

  • Validação brasileira

    Paradela EMP, Lourenço RA, Veras RP. Validação da escala de depressão geriátrica em um ambulatório geral. Rev Saude Publica. 2005;39(6):918-23. doi.org/10.1590/S0034-89102005000600008

    Em 302 pessoas de 65 anos ou mais de um ambulatório geral, o melhor equilíbrio também foi no ponto de corte 5/6: sensibilidade de 81% e especificidade de 71% para depressão maior ou distimia (DSM-IV), com área sob a curva ROC de 0,85.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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