Pfeffer
Seu resultado
0 / 33 pontos
Sem sinais de perda de autonomia
As respostas mostram que a pessoa dá conta, sozinha ou com pouca dificuldade, das tarefas que sustentam uma vida independente.
- Dinheiro e compras: a pessoa cuida das próprias contas e compra o que precisa sem alguém para conferir.
- Cozinha: prepara a comida e lembra de apagar o fogo.
- Remédios e compromissos: toma os remédios certos na hora certa e lembra das datas da família e das consultas.
- Rua e casa: anda pelo bairro, volta para casa sem se perder e fica sozinha em casa sem risco.
- Lentidão comum da idade: fazer as tarefas mais devagar, ou com mais cuidado, mas chegar ao fim sem ajuda, acontece com a maioria das pessoas mais velhas.
- O que observar: contas atrasadas, remédios trocados, panela esquecida no fogo ou perder-se em caminho conhecido são mudanças que fogem da lentidão comum.
O teste de memória para familiares (IQCODE) deste site compara a memória e o raciocínio da pessoa com dez anos atrás.
0 / 33 pontos
Sinais de perda de autonomia
As respostas mostram que a pessoa já tem dificuldade ou precisa de ajuda em tarefas que sustentam uma vida independente.
- Dinheiro e compras: a pessoa atrapalha-se com contas e troco, ou alguém passou a pagar e a comprar por ela.
- Cozinha: deixou de preparar a comida, ou esquece o fogo aceso.
- Remédios e compromissos: esquece ou repete doses e precisa de alguém para lembrar consultas e datas da família.
- Acompanhar o que acontece: perde o fio de um programa de televisão, de uma notícia ou de uma conversa sobre o que se passa em volta.
- Rua e casa: perde-se em caminhos conhecidos, ou já não fica sozinha em casa com segurança.
- De onde vem: quando a causa é a memória e o raciocínio, as tarefas de vários passos, como dinheiro e remédios, falham antes das simples, como comer e vestir-se.
O teste de memória para familiares (IQCODE) e o teste de depressão em idosos (GDS-15) deste site ajudam a ver se a mudança vem da memória ou do humor.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
Outros testes
Testes sobre o mesmo tema
Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Familiares, acompanhantes ou cuidadores que conhecem a rotina de uma pessoa idosa.
- Quem notou contas atrasadas, remédios trocados, panela esquecida no fogo ou a pessoa perdida em caminho conhecido.
- Quem quer levar à consulta um retrato organizado do que a pessoa idosa ainda faz sozinha.
Quando não usar
- Para a própria pessoa idosa responder sobre si: o questionário foi feito para quem convive com ela.
- Para quem não acompanha o dia a dia da pessoa idosa.
- Para concluir que há demência ou doença de Alzheimer: o diagnóstico depende de consulta, testes de memória e exames.
Limites do teste
- Descreve como a pessoa está hoje: não compara com o que ela fazia antes.
- Não separa as causas da perda de autonomia, como depressão, problemas de visão ou de audição, dor, dificuldade para andar ou efeito de remédios.
- Depende do olhar de quem responde, e o formulário de onze perguntas do Ministério da Saúde não tem estudo de validação próprio.
Dúvidas sobre o Pfeffer
Perguntas frequentes sobre o Questionário de Pfeffer
O Questionário de Pfeffer diagnostica demência ou Alzheimer?
Não. Ele mede quanto a pessoa depende de ajuda em tarefas do dia a dia. Seis pontos ou mais indicam que vale uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta, de testes de memória e de exames.
Quem deve responder?
Um familiar, acompanhante ou cuidador que conhece a rotina da pessoa idosa. O questionário não foi feito para a própria pessoa responder sobre si.
Esta versão em português é validada?
É o formulário impresso pelo Ministério da Saúde no Caderno de Atenção Básica nº 19 (2006), com onze perguntas, usado na atenção básica no Brasil; o caderno não traz estudo de validação. O questionário original de Pfeffer (1982) tem dez atividades, algumas diferentes. Um estudo brasileiro (Assis e colaboradores, 2014) encontrou boa consistência interna em uma versão de dez perguntas quase igual a esta. A adaptação formal das dez atividades originais (Sanchez, Correa e Lourenço, 2011) não tem o texto final publicado. A frase de instrução desta página foi escrita pelo consultório a partir do roteiro de entrevista do formulário.
E se a pessoa nunca fez essa tarefa?
O questionário tem duas opções para isso. “Nunca o fez, mas poderia fazer agora” vale zero, como “Sim é capaz”. “Nunca fez e teria dificuldade agora” vale um ponto. Assim, quem nunca cozinhou ou nunca cuidou do dinheiro da casa não pontua só por isso.
Que outros testes do site completam este?
O teste de memória para familiares (IQCODE) compara a memória e o raciocínio da pessoa com dez anos atrás, também respondido por quem convive. O teste de depressão em idosos (GDS-15) é respondido pela própria pessoa: a depressão também tira a autonomia e melhora com tratamento.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
O Questionário de Pfeffer rastreia: ele mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Respondido por quem convive
Quem responde é um familiar ou cuidador que acompanha o dia a dia da pessoa idosa. Quem perde autonomia muitas vezes não percebe a própria mudança.
Rastreio, não diagnóstico
Um total alto indica que a pessoa depende de ajuda e que vale uma avaliação. O diagnóstico depende de consulta, testes de memória e exames.
Outras causas dão o mesmo resultado
Depressão, problemas de visão ou de audição, dor, dificuldade para andar e efeito de remédios também tiram autonomia. O questionário não separa essas causas.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 5 pontos
Sem sinais de perda de autonomia
As respostas mostram que a pessoa dá conta, sozinha ou com pouca dificuldade, das tarefas que sustentam uma vida independente.
- Dinheiro e compras: a pessoa cuida das próprias contas e compra o que precisa sem alguém para conferir.
- Cozinha: prepara a comida e lembra de apagar o fogo.
- Remédios e compromissos: toma os remédios certos na hora certa e lembra das datas da família e das consultas.
- Rua e casa: anda pelo bairro, volta para casa sem se perder e fica sozinha em casa sem risco.
- Lentidão comum da idade: fazer as tarefas mais devagar, ou com mais cuidado, mas chegar ao fim sem ajuda, acontece com a maioria das pessoas mais velhas.
- O que observar: contas atrasadas, remédios trocados, panela esquecida no fogo ou perder-se em caminho conhecido são mudanças que fogem da lentidão comum.
6 a 33 pontos
Sinais de perda de autonomia
As respostas mostram que a pessoa já tem dificuldade ou precisa de ajuda em tarefas que sustentam uma vida independente.
- Dinheiro e compras: a pessoa atrapalha-se com contas e troco, ou alguém passou a pagar e a comprar por ela.
- Cozinha: deixou de preparar a comida, ou esquece o fogo aceso.
- Remédios e compromissos: esquece ou repete doses e precisa de alguém para lembrar consultas e datas da família.
- Acompanhar o que acontece: perde o fio de um programa de televisão, de uma notícia ou de uma conversa sobre o que se passa em volta.
- Rua e casa: perde-se em caminhos conhecidos, ou já não fica sozinha em casa com segurança.
- De onde vem: quando a causa é a memória e o raciocínio, as tarefas de vários passos, como dinheiro e remédios, falham antes das simples, como comer e vestir-se.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- “Sim é capaz” e “Nunca o fez, mas poderia fazer agora” valem 0. “Com alguma dificuldade, mas faz” e “Nunca fez e teria dificuldade agora” valem 1. “Necessita de ajuda” vale 2 e “Não é capaz” vale 3.
- Some as onze respostas: o total vai de 0 a 33, e quanto mais alto, maior a dependência de ajuda.
- No formulário do Ministério da Saúde, 6 pontos ou mais sugerem maior dependência. O questionário original de Pfeffer tem dez atividades e vai de 0 a 30.
Sim é capaz = 0 · Nunca o fez, mas poderia fazer agora = 0 · Com alguma dificuldade, mas faz = 1 · Nunca fez e teria dificuldade agora = 1 · Necessita de ajuda = 2 · Não é capaz = 3
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 5 | Sem sinais de perda de autonomia | As respostas mostram que a pessoa dá conta, sozinha ou com pouca dificuldade, das tarefas que sustentam uma vida independente. |
| 6 a 33 | Sinais de perda de autonomia | As respostas mostram que a pessoa já tem dificuldade ou precisa de ajuda em tarefas que sustentam uma vida independente. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Pfeffer RI, Kurosaki TT, Harrah CH Jr, Chance JM, Filos S. Measurement of functional activities in older adults in the community. J Gerontol. 1982;37(3):323-9. doi.org/10.1093/geronj/37.3.323
Validação brasileira
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Anexo 3: Questionário de Pfeffer (QPAF). Cadernos de Atenção Básica, n. 19. Brasília: Ministério da Saúde. 2006. bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/evelhecimento_saude_pessoa_idosa.pdf
É a fonte do texto desta página: o formulário do Ministério da Saúde, com onze perguntas e total de 0 a 33. O caderno indica que 6 pontos ou mais sugerem maior dependência e que, junto com outros testes de função cognitiva alterados, sugerem encaminhamento para avaliação. O caderno não apresenta estudo de validação desse formulário.
Validação brasileira
Assis LO, de Paula JJ, Assis MG, de Moraes EN, Malloy-Diniz LF. Psychometric properties of the Brazilian version of Pfeffer’s Functional Activities Questionnaire. Front Aging Neurosci. 2014;6:255. doi.org/10.3389/fnagi.2014.00255
Estudo em Belo Horizonte com a versão brasileira de uso corrente em dez perguntas (as desta página, menos a de cumprimentar os amigos; total de 0 a 30): consistência interna de 0,91. O estudo não define ponto de corte.
Validação brasileira
Sanchez MAS, Correa PCR, Lourenço RA. Cross-cultural adaptation of the “Functional Activities Questionnaire - FAQ” for use in Brazil. Dement Neuropsychol. 2011;5(4):322-7. doi.org/10.1590/S1980-57642011DN05040010
Adaptação transcultural formal das dez atividades originais (Rio de Janeiro; reteste com 68 informantes): consistência interna de 0,95 e confiabilidade teste-reteste de 0,97. O estudo não define ponto de corte, e o texto final dessa versão não está impresso no artigo; por isso não é o texto usado aqui.
Validação brasileira
Dutra MC, Ribeiro RS, Pinheiro SB, de Melo GF, Carvalho GA. Accuracy and reliability of the Pfeffer Questionnaire for the Brazilian elderly population. Dement Neuropsychol. 2015;9(2):176-83. doi.org/10.1590/1980-57642015DN92000012
Estudo no Distrito Federal com 110 idosos e uma versão traduzida do questionário: para declínio cognitivo, área sob a curva de 0,909, sensibilidade de 75,68% e especificidade de 97,26%; para declínio funcional, área de 0,851, sensibilidade de 75,93% e especificidade de 80,36%, com melhor corte em mais de 3 pontos.

