Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de vício em trabalho (BWAS)

Mostra se o trabalho deixou de ser dedicação e passou a funcionar como um vício no último ano. São sete perguntas sobre a frequência de trabalhar mais que o planejado, usar o trabalho para aliviar culpa ou ansiedade, deixar o lazer de lado e prejudicar a saúde.

7 perguntas1 min para responderNada é enviado

Durante o último ano, com que frequência você…

1 de 7Pensou em como arranjar mais tempo para o trabalho?
2 de 7Passou muito mais tempo trabalhando do que inicialmente havia planejado?
3 de 7Trabalhou com a intenção de diminuir sentimentos de culpa, ansiedade, desamparo e depressão?
4 de 7Escutou outras pessoas te dizerem para você reduzir seu ritmo de trabalho e não as ouviu?
5 de 7Ficou estressado se foi proibido de trabalhar?
6 de 7Deixou de priorizar hobbies, atividades de lazer e exercícios por causa de trabalho?
7 de 7Trabalhou tanto que influenciou negativamente a sua saúde?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem trabalha e sente que o trabalho passa do planejado, ocupa o pensamento e toma o lugar do lazer e do descanso.
    • Quem ouve de pessoas próximas o pedido de reduzir o ritmo de trabalho e segue no mesmo ritmo.
    • Quem quer levar à consulta um retrato da relação com o trabalho no último ano.
  • Quando não usar

    • Para medir horas trabalhadas: jornadas longas em fases de maior demanda, com o controle preservado, são diferentes de vício.
    • Para medir o esgotamento que resulta do trabalho, que tem um teste próprio neste site.
  • Limites do teste

    • Vício em trabalho não é um diagnóstico oficial, e a regra de quatro respostas não foi testada em trabalhadores brasileiros.
    • A frase de abertura e as opções de resposta são uma tradução do consultório, e a combinação delas com as perguntas brasileiras não foi validada.
    • Depende de como cada pessoa percebe o próprio ritmo de trabalho ao longo de um ano inteiro.

Dúvidas sobre o BWAS

Perguntas frequentes sobre a BWAS

A BWAS diagnostica vício em trabalho?

Não. Vício em trabalho não é um diagnóstico oficial, e a BWAS é um rastreio. Ela indica um padrão que vale ser avaliado, junto com o que costuma acompanhá-lo, como ansiedade, depressão, insônia e esgotamento.

Esta versão em português é validada?

Em parte. As sete perguntas são as da adaptação brasileira de De Andrade e colaboradores (2022). Esse estudo não imprime a frase de abertura e usou respostas de 1 a 7, com nome só nas pontas. Para aplicar a regra original, a frase de abertura e as cinco opções desta página são uma tradução do consultório a partir do inglês. Essa combinação não foi validada.

De onde vem a regra de quatro respostas?

Da escala original, criada na Noruega por Andreassen e colaboradores em 2012. Ela segue o modelo dos critérios de dependência: vários sinais presentes ao mesmo tempo, com frequência. A regra não foi testada em trabalhadores brasileiros.

Trabalhar muitas horas é vício em trabalho?

Não por si só. A escala não pergunta por horas. Ela pergunta se o trabalho passa do planejado, serve para aliviar mal-estar, continua apesar dos avisos e prejudica o lazer e a saúde.

Qual a diferença para o burnout?

Burnout é o esgotamento que resulta do trabalho. Vício em trabalho é a dificuldade de parar de trabalhar. Os dois podem aparecer juntos, e o site tem um teste próprio de burnout.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

A BWAS pergunta por sete sinais de dependência na relação com o trabalho; não mede horas trabalhadas e não define um diagnóstico.

  • Quatro de sete

    O rastreio é positivo quando quatro ou mais perguntas recebem “frequentemente” ou “sempre”. É a regra da escala original.

  • Sinais, não horas

    Pensamento ocupado, tolerância, alívio do humor, recaída, abstinência, conflito e prejuízo à saúde. Trabalhar muito com controle não pontua.

  • Perguntas brasileiras, opções traduzidas

    As perguntas são as da adaptação brasileira. A frase de abertura e as opções de resposta foram traduzidas pelo consultório a partir do original.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas mostram sinais de vício em trabalho no último ano: o trabalho ocupa o pensamento, passa do planejado e já pesa no descanso ou na saúde.

    • Pensamento ocupado: mesmo fora do expediente, pensar em como arranjar mais tempo para trabalhar.
    • Além do planejado: o dia de trabalho termina bem depois do combinado consigo mesmo.
    • Trabalho como alívio: trabalhar para diminuir culpa, ansiedade ou tristeza, que voltam quando o trabalho para.
    • Avisos dos outros: pessoas próximas pedem um ritmo menor, e o ritmo continua o mesmo.
    • Parar incomoda: folgas, férias e afastamentos trazem estresse e inquietação, sem descanso de verdade.
    • O que fica de lado: lazer, exercício e convivência perdem lugar, e o corpo responde com sono curto, cansaço e dores.
  • As respostas não mostram o conjunto de sinais do vício em trabalho no último ano.

    • Como seria o vício: o trabalho ocupa o pensamento, passa sempre do planejado, serve para aliviar ansiedade ou culpa e prejudica a saúde.
    • Trabalhar muito: jornadas longas em fases de maior demanda, com o controle preservado, são diferentes de vício.
    • Parar: sem o vício, folgas e férias não trazem estresse, e dá para se desligar.
    • Fora do trabalho: lazer, exercício e convivência seguem tendo lugar na semana.
    • O que observar: trabalhar para aliviar ansiedade ou culpa e ignorar quem pede um ritmo menor são os sinais que merecem atenção quando aparecem.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Conte quantas das sete perguntas você respondeu com “Frequentemente” ou “Sempre”.
  • Quatro ou mais indicam sinais de vício em trabalho; três ou menos, não.
  • A soma dos pontos (de 1, Nunca, a 5, Sempre; total de 7 a 35) é usada em pesquisa e não tem ponto de corte.

Nunca = 1 · Raramente = 2 · Às vezes = 3 · Frequentemente = 4 · Sempre = 5

Rastreio positivo quando quatro ou mais das sete perguntas são respondidas com “frequentemente” ou “sempre”.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Andreassen CS, Griffiths MD, Hetland J, Pallesen S. Development of a work addiction scale. Scand J Psychol. 2012;53(3):265-72. doi.org/10.1111/j.1467-9450.2012.00947.x

  • Instrumento original

    Andreassen CS, Griffiths MD, Hetland J, Kravina L, Jensen F, Pallesen S. The prevalence of workaholism: a survey study in a nationally representative sample of Norwegian employees. PLoS One. 2014;9(8):e102446. doi.org/10.1371/journal.pone.0102446

  • Validação brasileira

    De Andrade AL, Lobianco VM, Sousa AA, Lima AVV. Bergen Work Addiction Scale: adaptação e teste de um modelo carreira-trabalho-família. Psicol Conoc Soc. 2022;12(2):5-28. doi.org/10.26864/PCS.v12.n2.1

    A adaptação brasileira (304 trabalhadores adultos, amostra de conveniência, coleta on-line) traduziu as sete perguntas com autorização dos autores originais e encontrou uma escala de uma só dimensão, com alfa de Cronbach de 0,77. O estudo usou respostas de 1 (nunca) a 7 (sempre) e não define ponto de corte. Nesta página, as sete perguntas são as da adaptação brasileira; a frase de abertura e as cinco opções de resposta são uma tradução do consultório a partir do original, e a regra é a do original: “frequentemente” ou “sempre” em quatro ou mais das sete perguntas. Essa regra não foi testada no Brasil.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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