PQ-16
Seu resultado
- Afirmações verdadeiras 0 / 16 afirmações
- Verdadeiras com sofrimento moderado ou grave 0 / 16 afirmações
Várias experiências incomuns
As respostas mostram várias experiências incomuns de percepção e de pensamento.
- Percepção: ouvir, ver ou sentir coisas que as outras pessoas não percebem, como sons, vozes, cheiros ou uma presença por perto.
- Pensamento: encontrar significados especiais no que está em volta, sentir que alguém quer prejudicar ou que as ideias saem do próprio controle.
- Real ou imaginado: às vezes fica difícil saber se algo aconteceu de verdade ou foi imaginação.
- São comuns: experiências assim aparecem em muita gente, mais ainda com pouco sono, estresse forte, ansiedade, depressão ou uso de maconha e outras drogas.
- O que pesa: importa quantas são e com que frequência voltam, e quanto sofrimento causam, mais do que uma experiência isolada.
- O que não é: várias dessas experiências não são psicose, e a maioria das pessoas que as tem não chega a desenvolvê-la.
- Afirmações verdadeiras 0 / 16 afirmações
- Verdadeiras com sofrimento moderado ou grave 0 / 16 afirmações
Poucas experiências incomuns
As respostas mostram poucas experiências incomuns de percepção e de pensamento, ou nenhuma.
- Como seriam: ouvir, ver ou sentir o que os outros não percebem, desconfiar das pessoas e ter dúvida se algo foi real.
- Uma ou outra é comum: um déjà vu, um som que distrai ou ansiedade com pessoas novas fazem parte da vida de muita gente.
- Quando chama atenção: quando as experiências se somam e voltam com frequência e passam a causar sofrimento ou a atrapalhar o estudo, o trabalho e as relações.
- Sofrimento conta: uma única experiência que causa sofrimento grave, como ouvir vozes, pesa mais do que várias que não incomodam.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
Outros testes
Testes sobre o mesmo tema
Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Adultos jovens que notam experiências incomuns, como ouvir ou ver o que os outros não percebem, ou a sensação de que as pessoas querem prejudicar.
- Quem já busca ajuda por outro motivo e percebe que essas experiências se somam e voltam com frequência.
- Quem quer levar à consulta um retrato organizado dessas experiências e do sofrimento que causam.
Quando não usar
- Fora da faixa dos adultos jovens, sobretudo em pessoas mais novas: o uso nessas idades ainda precisa de estudo.
- Para concluir que há ou que haverá psicose: no estudo original, menos da metade dos resultados positivos correspondeu a risco de psicose ou psicose na entrevista.
Limites do teste
- As mesmas experiências aparecem com pouco sono, estresse forte, ansiedade, depressão e uso de maconha e outras drogas, e o teste não separa essas causas.
- A versão brasileira não foi testada em uma amostra pelos seus autores, e esta página usa o corte do estudo original, de 6, enquanto um estudo de São Paulo encontrou 8.
- Não pergunta há quanto tempo as experiências ocorrem nem se aumentaram, e depende de como cada pessoa as percebe e descreve.
Dúvidas sobre o PQ-16
Perguntas frequentes sobre o PQ-16
O PQ-16 diagnostica psicose ou esquizofrenia?
Não. Ele conta experiências incomuns de percepção e de pensamento e mostra se vale uma avaliação. O risco de psicose só é definido em consulta, com entrevista, e a maior parte dos resultados positivos não se confirma.
Esta versão em português é validada?
O texto das afirmações e da instrução é o da versão brasileira traduzida e adaptada por Aguiar e colaboradores, da UNIFESP, em 2023, com revisão dos autores do original. Esse estudo não testou a versão em uma amostra. Um estudo de São Paulo (Loch e colaboradores, 2025) aplicou o PQ-16 por entrevista e encontrou o melhor ponto de corte em 8. Esta página usa o ponto de corte do original, 6.
Por que as respostas juntam verdadeiro e sofrimento?
No formulário em papel, a pessoa marca Falso ou Verdadeiro e, só quando marca Verdadeiro, a intensidade do sofrimento: nenhum, leve, moderado ou grave. Esta página reúne as duas respostas em uma lista. O resultado vem do número de afirmações verdadeiras, e a página mostra também quantas vieram com sofrimento moderado ou grave. A soma do sofrimento, de 0 a 48, não é calculada aqui.
Tive resultado positivo. Vou ter psicose?
O teste não permite dizer isso. Um resultado positivo mostra várias experiências incomuns, que também aparecem na ansiedade, na depressão, com privação de sono e com uso de maconha e outras drogas. A avaliação verifica o que são, há quanto tempo ocorrem e se aumentaram.
Para quem o PQ-16 foi feito?
Para adultos jovens. O estudo original incluiu adultos jovens que já estavam em atendimento por outros motivos, e os autores da versão brasileira lembram que o uso em outras idades, sobretudo em pessoas mais novas, ainda precisa de estudo.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
O PQ-16 conta experiências incomuns de percepção e de pensamento: mostra se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Um resultado positivo indica uma avaliação. No estudo original, menos da metade das pessoas com resultado positivo teve risco de psicose ou psicose confirmados na entrevista.
Experiências comuns
Déjà vu, sons que distraem e ansiedade com pessoas novas são frequentes. O teste olha para o conjunto: quantas experiências e quanto sofrimento.
Criado para quem já busca ajuda
O PQ-16 foi testado em adultos jovens atendidos em serviços de saúde mental. Em quem não procura atendimento, um estudo de São Paulo encontrou um ponto de corte mais alto, de 8.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
Várias experiências incomuns
As respostas mostram várias experiências incomuns de percepção e de pensamento.
- Percepção: ouvir, ver ou sentir coisas que as outras pessoas não percebem, como sons, vozes, cheiros ou uma presença por perto.
- Pensamento: encontrar significados especiais no que está em volta, sentir que alguém quer prejudicar ou que as ideias saem do próprio controle.
- Real ou imaginado: às vezes fica difícil saber se algo aconteceu de verdade ou foi imaginação.
- São comuns: experiências assim aparecem em muita gente, mais ainda com pouco sono, estresse forte, ansiedade, depressão ou uso de maconha e outras drogas.
- O que pesa: importa quantas são e com que frequência voltam, e quanto sofrimento causam, mais do que uma experiência isolada.
- O que não é: várias dessas experiências não são psicose, e a maioria das pessoas que as tem não chega a desenvolvê-la.
Poucas experiências incomuns
As respostas mostram poucas experiências incomuns de percepção e de pensamento, ou nenhuma.
- Como seriam: ouvir, ver ou sentir o que os outros não percebem, desconfiar das pessoas e ter dúvida se algo foi real.
- Uma ou outra é comum: um déjà vu, um som que distrai ou ansiedade com pessoas novas fazem parte da vida de muita gente.
- Quando chama atenção: quando as experiências se somam e voltam com frequência e passam a causar sofrimento ou a atrapalhar o estudo, o trabalho e as relações.
- Sofrimento conta: uma única experiência que causa sofrimento grave, como ouvir vozes, pesa mais do que várias que não incomodam.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Conte as afirmações marcadas como verdadeiras, com qualquer grau de sofrimento. O total vai de 0 a 16.
- Seis ou mais afirmações verdadeiras: resultado positivo, que indica uma avaliação. Cinco ou menos: resultado negativo.
- No formulário em papel, a pessoa marca primeiro Falso ou Verdadeiro e, só se for Verdadeiro, a intensidade do sofrimento em outra coluna. Nesta página as duas respostas estão juntas em uma lista.
- Soma do sofrimento: nas afirmações verdadeiras, Nenhum vale 0, Leve 1, Moderado 2 e Grave 3, e a soma vai de 0 a 48. Esta página não calcula essa soma: mostra quantas afirmações verdadeiras vieram com sofrimento moderado ou grave.
Falso = 0 · Verdadeiro, sofrimento: Nenhum = 1 · Verdadeiro, sofrimento: Leve = 2 · Verdadeiro, sofrimento: Moderado = 3 · Verdadeiro, sofrimento: Grave = 4
Seis ou mais das 16 afirmações marcadas como verdadeiras, com qualquer grau de sofrimento.
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Ising HK, Veling W, Loewy RL, Rietveld MW, Rietdijk J, Dragt S, et al.. The validity of the 16-item version of the Prodromal Questionnaire (PQ-16) to screen for ultra high risk of developing psychosis in the general help-seeking population. Schizophr Bull. 2012;38(6):1288-96. doi.org/10.1093/schbul/sbs068
Validação brasileira
Aguiar AP, Vistorte AOR, Akiba HT, Oliveira P, Ruiz DPP, Gadelha A, et al.. Translation and cross-cultural adaptation to Brazilian Portuguese of two brief screening tools for youth at risk of psychosis: the Prodromal Questionnaire (PQ-16) and the PRIME-Screen. Trends Psychiatry Psychother. 2023;45:e20210276. doi.org/10.47626/2237-6089-2021-0276
A versão brasileira foi traduzida e adaptada por Aguiar e colaboradores, da UNIFESP, com retrotradução revista pelos autores do original. O estudo não aplicou o questionário a uma amostra e não define ponto de corte: recomenda usar com cautela os pontos de corte de outros países. O estudo original (Ising e colaboradores, 2012, com 3.533 adultos jovens atendidos em serviços de saúde mental em Haia) usa 6 ou mais afirmações verdadeiras, com sensibilidade de 87% e especificidade de 87%.
Validação brasileira
Loch AA, Ara A, Fekih-Romdhane F, de Jesus LP, Andrade JC, Mendonça M, et al.. Screening the community for individuals at clinical high risk (CHR) for psychosis. Early Interv Psychiatry. 2025;19(6):e70056. doi.org/10.1111/eip.70056
Em São Paulo, Loch e colaboradores (2025) aplicaram o PQ-16 por entrevista, presencial ou por telefone, a 218 adultos de 18 a 35 anos que não procuravam atendimento. O melhor ponto de corte foi de 8 afirmações verdadeiras, com sensibilidade de 86,7% e especificidade de 54,2%. A soma do sofrimento distinguiu pior do que a contagem das afirmações.

