Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de hipomania (HCL-32)

Mostra se os períodos em que a pessoa esteve para cima, com mais energia e menos sono, têm as marcas da hipomania, uma euforia mais leve que a mania. São 32 perguntas de sim ou não sobre como ela ficava nesses períodos: sono, ideias, gastos, vida social, riscos e irritação.

32 perguntas4 min para responderNada é enviado

Tente lembrar de um período em que você esteve num estado “para cima”. Como você se sentia na época? Em tal estado:

1 de 32Eu precisava de menos sono
2 de 32Eu me sentia com mais energia e mais ativo (a)
3 de 32Eu estava mais autoconfiante
4 de 32Eu apreciava mais o meu trabalho
5 de 32Eu estava mais sociável (fazia mais ligações telefônicas, saía mais)
6 de 32Eu queria viajar ou viajava mais
7 de 32Eu tinha tendência a dirigir mais rápido ou me arriscar mais enquanto dirigia
8 de 32Eu gastava mais ou gastava dinheiro demais
9 de 32Eu me arriscava mais em minha vida diária (no meu trabalho e/ou outras atividades)
10 de 32Eu estava fisicamente mais ativo (a) (esporte, etc.)
11 de 32Eu planejava mais atividades e projetos
12 de 32Eu tinha mais ideias, eu estava mais criativo (a)
13 de 32Eu ficava menos tímido (a) ou inibido (a)
14 de 32Eu usava roupas/maquiagem mais coloridas e extravagantes
15 de 32Eu queria encontrar ou de fato me encontrava com mais pessoas
16 de 32Eu estava mais interessado (a) em sexo e/ou tinha desejo sexual aumentado
17 de 32Eu paquerava mais e/ou estava sexualmente mais ativo (a)
18 de 32Eu falava mais
19 de 32Eu pensava mais rápido
20 de 32Eu fazia mais piadas ou trocadilhos quando falava
21 de 32Eu me distraía com mais facilidade
22 de 32Eu me envolvia em muitas coisas novas
23 de 32Meus pensamentos pulavam de assunto rapidamente
24 de 32Eu fazia coisas mais rapidamente e/ou com maior facilidade
25 de 32Eu ficava mais impaciente e/ou ficava irritado (a) mais facilmente
26 de 32Eu podia ser cansativo (a) ou irritante para os outros
27 de 32Eu me envolvia em mais discussões e disputas
28 de 32Meu humor estava melhor, mais otimista
29 de 32Eu bebia mais café
30 de 32Eu fumava mais cigarros
31 de 32Eu bebia mais álcool
32 de 32Eu usava mais drogas (sedativos, ansiolíticos, estimulantes, entre outros)

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Quem já teve períodos com mais energia, menos necessidade de sono e mais ideias do que o habitual.
    • Quem tem depressões que voltam: saber das fases para cima muda o tratamento.
    • Quem quer levar à consulta a lista do que mudou nesses períodos, de preferência conferida com alguém próximo.
  • Quando não usar

    • Para decidir sem o médico sobre começar, mudar ou parar um antidepressivo.
    • Para concluir sem consulta que há transtorno bipolar: o diagnóstico depende da história do humor ao longo da vida.
  • Limites do teste

    • Depende da memória de períodos passados, que costumam ser lembrados como fases boas e produtivas.
    • Não pergunta quantos dias o período durou nem o que veio depois, e por isso não separa a hipomania de uma fase feliz comum.
    • O ponto de corte brasileiro vem de um estudo com pacientes de um hospital universitário, que separou transtorno bipolar de depressão.

Dúvidas sobre o HCL-32

Perguntas frequentes sobre o HCL-32

O HCL-32 diagnostica transtorno bipolar?

Não. Ele rastreia fases de hipomania. Dezoito respostas “sim” indicam uma avaliação; o diagnóstico depende da consulta.

Esta versão em português é validada?

Sim. O texto é o da versão brasileira validada por Soares e colaboradores em 2010, com a participação do autor original, Jules Angst.

Qual a diferença para o MDQ?

O MDQ pergunta por sintomas de mania com impacto, e pega melhor o tipo I. O HCL-32 pergunta por fases “para cima” mais leves, e pega melhor o tipo II. Os dois estão neste site.

Por que dois pontos de corte?

O instrumento original usa 14; a validação brasileira, feita em pacientes de hospital universitário, encontrou 18. O resultado mostra as duas faixas.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O HCL-32 rastreia fases de hipomania ao longo da vida: mostra se vale investigar transtorno bipolar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Dezoito respostas “sim” indicam uma avaliação. O diagnóstico depende da história do humor ao longo da vida, de preferência com alguém próximo.

  • Fases boas também contam

    A hipomania costuma ser lembrada como um período produtivo. O que importa é a mudança em relação ao seu normal e o que veio depois.

  • Por que importa para quem tem depressão

    Antidepressivos sozinhos podem desencadear fases “para cima” em quem tem transtorno bipolar. Saber das fases muda o tratamento.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 0 a 13 de 32

    As respostas não mostram o conjunto da hipomania: dias seguidos em que energia, sono, fala e comportamento mudam juntos.

    • Hipomania: são vários dias seguidos de humor elevado ou irritado, com muito mais energia, pouca necessidade de sono, fala e pensamento acelerados e mais gastos e riscos.
    • Fases boas: sentir-se mais disposto, mais sociável e com mais ideias em um período feliz acontece com todo mundo e não muda o sono nem o cuidado com dinheiro e riscos.
    • O que separa: na hipomania a mudança é visível para quem convive e não tem um motivo proporcional.
    • Sinais que pesam mais: dormir pouco sem sentir falta, gastar demais, arriscar-se e irritar-se com facilidade, tudo no mesmo período, mesmo quando os outros sinais são poucos.
    • Depressão: a hipomania importa sobretudo para quem tem depressões que voltam, porque as duas juntas formam outro quadro, o transtorno bipolar.
  • 14 a 17 de 32

    As respostas mostram períodos “para cima” em que várias coisas mudaram juntas: sono, energia, velocidade do pensamento e sociabilidade.

    • Sono e energia: dormir menos, acordar disposto e ficar mais ativo no trabalho, no esporte ou em casa.
    • Pensamento e fala: ideias mais rápidas, mais fala, mais piadas e vários projetos planejados ao mesmo tempo.
    • Sociabilidade: menos timidez, mais procura pelas pessoas, mais saídas e mais interesse em sexo.
    • Como é lembrado: esse período fica na memória como uma fase boa e produtiva, e o outro lado só aparece quando alguém próximo comenta ou quando vem a queda.
    • Custos: gastos acima do planejado, projetos começados e abandonados e alguma impaciência com quem não acompanha o ritmo.
    • Hipomania: é esse estado quando dura vários dias seguidos, é claramente diferente do jeito habitual e, alternado com depressões, forma o transtorno bipolar tipo II.
  • 18 a 32 de 32

    As respostas mostram períodos “para cima” em que quase tudo mudou ao mesmo tempo: sono, energia, fala, pensamento, gastos, riscos e a convivência com as pessoas.

    • Sono: poucas horas de sono por noite e energia de sobra no dia seguinte.
    • Aceleração: pensamentos que pulam de assunto, muito mais fala e distração fácil, a ponto de os outros terem dificuldade de acompanhar.
    • Excesso de atividade: projetos, viagens, encontros e coisas novas começam ao mesmo tempo, e vários ficam sem terminar.
    • Gastos e riscos: gastar dinheiro demais, dirigir mais rápido e arriscar-se no trabalho ou na vida sexual de um jeito que não é o habitual.
    • Irritação: impaciência, discussões frequentes e um jeito que cansa quem está por perto.
    • Depois da fase: ficam dívidas, compromissos assumidos e conflitos, e muitas vezes vem uma depressão.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Conte as respostas “sim” nas 32 perguntas. O instrumento original usa 14 ou mais como corte; a validação brasileira encontrou 18 ou mais.

Sim = 1 · Não = 0

Respostas “sim” (0 a 32 de 32)
PontosResultadoO que indica
0 a 13Sem sinais de hipomaniaAs respostas não mostram o conjunto da hipomania: dias seguidos em que energia, sono, fala e comportamento mudam juntos.
14 a 17Sinais de hipomaniaAs respostas mostram períodos “para cima” em que várias coisas mudaram juntas: sono, energia, velocidade do pensamento e sociabilidade.
18 a 32Sinais fortes de hipomaniaAs respostas mostram períodos “para cima” em que quase tudo mudou ao mesmo tempo: sono, energia, fala, pensamento, gastos, riscos e a convivência com as pessoas.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Angst J, Adolfsson R, Benazzi F, Gamma A, Hantouche E, Meyer TD, et al.. The HCL-32: towards a self-assessment tool for hypomanic symptoms in outpatients. J Affect Disord. 2005;88(2):217-33. doi.org/10.1016/j.jad.2005.05.011

  • Validação brasileira

    Soares OT, Moreno DH, Moura EC, Angst J, Moreno RA. Reliability and validity of a Brazilian version of the Hypomania Checklist (HCL-32) compared to the Mood Disorder Questionnaire (MDQ). Rev Bras Psiquiatr. 2010;32(4):414-20. doi.org/10.1590/S1516-44462010000400015

    Na validação brasileira (pacientes do Instituto de Psiquiatria da USP), o melhor ponto de corte foi de 18 respostas “sim”: sensibilidade de 0,75 e especificidade de 0,58 para separar transtorno bipolar de depressão unipolar. Estudos em outras línguas usam 14 ou 15.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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