BPS
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Sem sinais de uso problemático de pornografia
As respostas não mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses.
- O que seria o uso problemático: consumir mais do que se quer, tentar diminuir ou parar e não conseguir, e continuar apesar do incômodo.
- Controle: consumir na medida em que se decide, ou não consumir, e conseguir reduzir quando se quer.
- Vontade: a vontade aparece e passa, sem ocupar o dia nem interromper o que se estava fazendo.
- Emoções: a pornografia não é o recurso habitual para aguentar tristeza, raiva ou solidão.
- Quantidade: o que define o problema é a perda de controle e o sofrimento, e não quanto ou o que se assiste.
- Peso na vida: o consumo passa a ser problema quando atrasa o sono, o trabalho ou os estudos, ou afasta de quem está perto.
0 / 10 pontos
Sinais de uso problemático de pornografia
As respostas mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses e incômodo com isso.
- Mais do que queria: começar com a intenção de ver pouco e passar do tempo ou da frequência que se tinha decidido.
- Tentativas de parar: decidir diminuir ou parar e, depois de alguns dias, voltar ao mesmo padrão.
- Vontade difícil de resistir: a vontade vem forte, ocupa o pensamento e só cede com o consumo.
- Alívio de emoções: a pornografia como saída para tristeza, raiva, solidão ou tédio, com um alívio que dura pouco.
- Culpa: depois de consumir vem a culpa ou a vergonha, e mesmo assim o ciclo se repete.
- Peso na vida: esse padrão costuma tirar horas de sono, atrasar trabalho e estudos e afastar de quem está perto.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
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Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Quem sente que consome mais pornografia do que queria ou já tentou diminuir sem conseguir.
- Quem usa a pornografia para lidar com tristeza, raiva ou solidão e se incomoda com isso.
- Quem quer levar à consulta um retrato organizado do controle sobre o consumo nos últimos seis meses.
Quando não usar
- Para saber se a quantidade ou o tipo de pornografia consumida é um problema: o teste não pergunta sobre isso.
- Para concluir sem a consulta que há um transtorno: os próprios autores escrevem que um resultado positivo não deve ser lido como diagnóstico.
Limites do teste
- Mede só os últimos seis meses e não pergunta sobre prejuízo no dia a dia.
- A culpa soma pontos também quando vem de um conflito com valores morais ou religiosos, e não da perda de controle.
- O corte de 4 pontos vem de uma única amostra, só de homens, na Polônia: não há estudo próprio da versão brasileira nem corte calculado no Brasil.
Dúvidas sobre o BPS
Perguntas frequentes sobre o BPS
O BPS diagnostica vício em pornografia?
Não. Ele rastreia: quatro pontos ou mais indicam que vale uma avaliação. Os próprios autores escrevem que um resultado positivo não deve ser lido como diagnóstico. “Vício em pornografia” não é um diagnóstico oficial; a CID-11 descreve o transtorno do comportamento sexual compulsivo, que exige um padrão persistente de falta de controle com sofrimento ou prejuízo importantes, avaliados em consulta.
Esta versão em português é validada?
Em parte. O texto é a tradução brasileira feita para o International Sex Survey, que seguiu um protocolo de tradução e foi publicada pelos pesquisadores. Esse estudo avaliou o BPS em 42 países e 26 idiomas e relatou boas propriedades no conjunto (Bőthe e colaboradores, 2024). Não encontramos um estudo só com a versão brasileira nem um ponto de corte calculado no Brasil: o corte de 4 pontos vem do estudo original.
Assistir pornografia com frequência é um problema?
O BPS não responde a isso, porque não pergunta sobre quantidade nem frequência. Ele pergunta se você consome mais do que queria, se não consegue diminuir e se isso incomoda. Uma pessoa pode consumir com frequência e pontuar zero.
Sinto culpa, mas acho que tenho controle. O que o resultado mostra?
A pergunta 5 soma pontos pela culpa. A culpa pode vir da perda de controle ou de um conflito entre o consumo e os valores da pessoa, por exemplo morais ou religiosos. Os autores do BPS dizem que esse conflito deve ser considerado na avaliação. Olhe as perguntas 1 a 3: são elas que tratam do controle.
Por que o ponto de corte é 4?
No estudo original, 4 pontos foi o valor que melhor separou 105 homens em tratamento de 191 pessoas sem a queixa, com sensibilidade de 58,4% e especificidade de 90,5%. Os autores pedem cautela: o corte veio de uma única amostra, só de homens, e os pacientes em tratamento costumavam pontuar acima de 6.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
O BPS rastreia o uso problemático de pornografia em cinco perguntas: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Quatro pontos ou mais indicam uma avaliação. O diagnóstico depende da consulta.
O que as perguntas olham
Consumir mais do que queria, tentar diminuir sem conseguir, a vontade difícil de resistir, o uso para lidar com emoções e a culpa.
O que o BPS não mede
Ele não pergunta quanto nem o que você assiste, e não avalia o consumo de pornografia em si. Também não pergunta sobre prejuízo no dia a dia.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 3 pontos
Sem sinais de uso problemático de pornografia
As respostas não mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses.
- O que seria o uso problemático: consumir mais do que se quer, tentar diminuir ou parar e não conseguir, e continuar apesar do incômodo.
- Controle: consumir na medida em que se decide, ou não consumir, e conseguir reduzir quando se quer.
- Vontade: a vontade aparece e passa, sem ocupar o dia nem interromper o que se estava fazendo.
- Emoções: a pornografia não é o recurso habitual para aguentar tristeza, raiva ou solidão.
- Quantidade: o que define o problema é a perda de controle e o sofrimento, e não quanto ou o que se assiste.
- Peso na vida: o consumo passa a ser problema quando atrasa o sono, o trabalho ou os estudos, ou afasta de quem está perto.
4 a 10 pontos
Sinais de uso problemático de pornografia
As respostas mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses e incômodo com isso.
- Mais do que queria: começar com a intenção de ver pouco e passar do tempo ou da frequência que se tinha decidido.
- Tentativas de parar: decidir diminuir ou parar e, depois de alguns dias, voltar ao mesmo padrão.
- Vontade difícil de resistir: a vontade vem forte, ocupa o pensamento e só cede com o consumo.
- Alívio de emoções: a pornografia como saída para tristeza, raiva, solidão ou tédio, com um alívio que dura pouco.
- Culpa: depois de consumir vem a culpa ou a vergonha, e mesmo assim o ciclo se repete.
- Peso na vida: esse padrão costuma tirar horas de sono, atrasar trabalho e estudos e afastar de quem está perto.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- “Nunca” vale 0, “De vez em quando” vale 1 e “Muito frequentemente” vale 2. Some as cinco respostas: o total vai de 0 a 10.
- Um total de 4 pontos ou mais indica rastreio positivo.
Nunca = 0 · De vez em quando = 1 · Muito frequentemente = 2
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 3 | Sem sinais de uso problemático de pornografia | As respostas não mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses. |
| 4 a 10 | Sinais de uso problemático de pornografia | As respostas mostram perda de controle sobre o consumo de pornografia nos últimos seis meses e incômodo com isso. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Kraus SW, Gola M, Grubbs JB, Kowalewska E, Hoff RA, Lew-Starowicz M, et al.. Validation of a Brief Pornography Screen across multiple samples. J Behav Addict. 2020;9(2):259-71. doi.org/10.1556/2006.2020.00038
Validação brasileira
Bőthe B, Nagy L, Koós M, Demetrovics Z, Potenza MN, International Sex Survey Consortium, et al.. Problematic pornography use across countries, genders, and sexual orientations: Insights from the International Sex Survey and comparison of different assessment tools. Addiction. 2024;119(5):928-50. doi.org/10.1111/add.16431
Não há estudo brasileiro próprio do BPS nem ponto de corte brasileiro. O texto em português desta página é a tradução brasileira feita para o International Sex Survey, estudo que avaliou o BPS em 82.243 pessoas de 42 países e 26 idiomas e relatou boas propriedades psicométricas no conjunto. O ponto de corte de 4 pontos é o do estudo original (Kraus e colaboradores, 2020): em 105 homens poloneses em tratamento comparados a 191 controles, teve sensibilidade de 58,4% e especificidade de 90,5%.

