Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de autismo em mulheres (SfA-F)

Mostra o quanto os traços de autismo aparecem numa mulher adulta, com peso no esforço para se encaixar: imitar outras mulheres, ensaiar falas e esconder as dificuldades. São 34 perguntas sobre camuflagem social, interesses da infância e sensibilidade dos sentidos.

34 afirmações6 min para responderNada é enviado

Marque o quanto você concorda com cada afirmação.

1 de 34Costumo copiar ou imitar o comportamento social de outras mulheres.
2 de 34Eu frequentemente observo outras mulheres socializando.
3 de 34Durante a minha infância (5-12 anos), as brincadeiras associadas ao gênero feminino raramente me atraíam.
4 de 34Na minha infância, eu tinha pouco ou nenhum interesse em brinquedos tipicamente femininos.
5 de 34Minhas áreas de interesse na infância e adolescência eram diferentes das outras meninas da minha idade.
6 de 34Imitar a maneira de falar e agir de determinadas pessoas me ajuda a parecer mais “normal”.
7 de 34Sinto que preciso agir de uma maneira considerada “normal” para ser aceita ou agradar aos outros.
8 de 34Ao lidar com pessoas, sigo um conjunto de regras específicas para me comportar de maneira socialmente aceitável.
9 de 34Quando eu estou interagindo com alguém, me esforço para imitar as suas expressões faciais e a sua linguagem corporal.
10 de 34Costumo repetir frases que ouço exatamente da mesma maneira que foram ditas originalmente.
11 de 34Em minhas interações sociais, uso comportamentos que observei em outras pessoas.
12 de 34Pratico minhas expressões faciais e linguagem corporal para tentar torná-las mais naturais.
13 de 34Tentei aprimorar minhas habilidades sociais observando o comportamento de outras pessoas.
14 de 34Em situações sociais, sinto como se tivesse que fingir para parecer “normal”.
15 de 34Adoto uma personalidade diferente em diferentes situações sociais.
16 de 34Posso até socializar bem por um tempo, mas posteriormente me sinto exausta.
17 de 34Muitas vezes tenho uma “máscara” social para esconder minhas dificuldades e inseguranças.
18 de 34Costumo imitar os outros em situações sociais ou “roteirizar” um diálogo que vou ter.
19 de 34Tenho o hábito de ensaiar falas ou comportamentos para posteriormente usar em situações sociais.
20 de 34Muitas vezes sinto que preciso esconder o verdadeiro eu para ser aceita socialmente.
21 de 34Frequentemente sinto que estou “fingindo ser normal” para me encaixar com os outros.
22 de 34Em ambientes sociais, procuro formas de evitar interações com outras pessoas.
23 de 34Quando falo com outras pessoas, geralmente a conversa parece forçada ou desajeitada.
24 de 34Costumo/costumava me sentir insegura ou confusa sobre minha identidade de gênero.
25 de 34Frequentemente me sinto diferente ou “deslocada” em comparação com outras mulheres.
26 de 34Identificar ou expressar minhas necessidades emocionais costuma ser complicado.
27 de 34Eu tendo a “travar” ou ter uma crise nervosa quando estressada ou sobrecarregada.
28 de 34Pessoas às quais eu sou/era muito apegada já tiraram proveito de mim.
29 de 34Antes de fazer algo ou ir em algum lugar, eu preciso ter em mente um planejamento ou cronograma, para me preparar mentalmente primeiro.
30 de 34Eu me torno rapidamente impaciente e irritada se não encontro a solução para um problema.
31 de 34Meus interesses tendem a ser intensos, mas também podem mudar rapidamente.
32 de 34Acho que sou mais sensível a estímulos sensoriais (ex.: sons, luzes, toques) do que as pessoas em geral.
33 de 34Situações do dia a dia, como cortar unhas/cabelo, ou ser tocada inesperadamente, me causam/causavam desconforto ou angústia.
34 de 34Sinto/sentia angústia ao me “arrumar” (ex.: pentear, cortar cabelo, unhas) ou ser tocada (ex.: alguém tocar meus pés).

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Mulheres adultas que se reconhecem no esforço de se encaixar: copiar o comportamento de outras mulheres, ensaiar falas e esconder as dificuldades.
    • Mulheres adultas que suspeitam de autismo e querem ver quanto pesam a camuflagem social, os interesses da infância e a sensibilidade dos sentidos.
    • Quem quer levar à avaliação um retrato organizado desses traços, respondido pela própria mulher.
  • Quando não usar

    • Homens, crianças e adolescentes: a escala foi criada e estudada em mulheres adultas, e há neste site um teste próprio para qualquer adulto.
    • Para concluir sozinha que há ou não autismo: o diagnóstico em adultos depende de entrevista e história de vida.
  • Limites do teste

    • A linha de 132 pontos é provisória: vem de uma amostra recrutada em um perfil sobre autismo e ainda não foi testada contra o diagnóstico clínico.
    • Sentir-se deslocada e evitar pessoas também acontece na ansiedade social e na depressão.
    • Depende de como cada mulher percebe o próprio comportamento: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o SfA-F

Perguntas frequentes sobre o SfA-F

O SfA-F diagnostica autismo?

Não. Ele rastreia traços, sobretudo a camuflagem social. Um total de 132 ou mais indica que vale uma avaliação, feita por entrevista e história de vida.

Esta versão em português é validada?

A escala foi criada em português do Brasil, com o nome Teste de Autismo em Mulheres (TEAM), e estudada em 7.738 mulheres adultas. As afirmações e as cinco respostas são as do formulário aplicado no estudo, publicado pelos autores em repositório aberto. Das 37 afirmações aplicadas, a página usa as 34 que os autores mantiveram. A frase de instrução acima das afirmações é do consultório, porque o material publicado não traz a instrução original.

De onde vem a linha de 132 pontos?

É o percentil 60 da amostra do estudo: 60% das participantes ficaram abaixo dela. Os autores a propõem como orientação provisória e pedem estudos de sensibilidade e especificidade. A amostra veio de um perfil sobre autismo, com muitas mulheres diagnosticadas ou com suspeita, e por isso a linha não vale como referência da população geral.

O que é camuflagem social?

É o conjunto de estratégias para esconder dificuldades sociais: observar e copiar o comportamento de outras pessoas, ensaiar conversas, controlar gestos e expressões. É mais descrita em mulheres autistas e ajuda a explicar diagnósticos tardios.

Qual a diferença para o SfA-A?

O SfA-A, dos mesmos autores, serve a qualquer adulto e pergunta por comunicação, convívio, sentidos e rotina, em 75 afirmações. O SfA-F é mais curto e concentra-se na camuflagem. Os dois podem ser respondidos.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O SfA-F rastreia traços de autismo em mulheres adultas, com atenção à camuflagem social: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Um total alto indica uma avaliação. O diagnóstico de autismo em adultos depende de entrevista, história de vida e, se possível, relato da infância.

  • Referência provisória

    A linha de 132 pontos é o percentil 60 da amostra do estudo, recrutada em um perfil sobre autismo. Os autores a tratam como provisória, e ela ainda não foi testada contra o diagnóstico clínico.

  • Camuflagem em dois domínios

    A escala separa compensação (copiar e ensaiar comportamentos) de mascaramento (esconder o que é próprio). Os outros dois domínios são interesses relacionados ao gênero e sensibilidade sensorial.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 34 a 131 pontos

    As respostas mostram pouco da camuflagem social, da sensibilidade dos sentidos e dos interesses de infância que marcam o autismo em mulheres.

    • Autismo em mulheres: aparece menos nas dificuldades visíveis e mais no esforço para escondê-las, copiando o comportamento das outras e ensaiando conversas.
    • Adaptação comum: ajustar o jeito de falar a cada ambiente é algo que quase todo mundo faz em alguma medida, sem que isso esgote.
    • Camuflagem: é diferente quando a pessoa sente que finge o tempo todo para parecer igual às outras e fica exausta depois do convívio.
    • Outras origens: sentir-se deslocada e evitar pessoas também acontece na ansiedade social e na depressão, que começam mais tarde na vida.
  • 132 a 170 pontos

    As respostas mostram camuflagem social intensa, sentidos muito sensíveis e interesses de infância diferentes dos das outras meninas, o conjunto descrito no autismo em mulheres.

    • Compensação: observar outras mulheres, copiar gestos, expressões e frases e ensaiar conversas antes de um encontro.
    • Mascaramento: a sensação de fingir para parecer “normal” e de esconder o verdadeiro eu para ser aceita.
    • Custo: o convívio vai bem por um tempo e depois vem a exaustão, às vezes com travamento ou crise diante da sobrecarga.
    • Infância: pouco interesse pelas brincadeiras e brinquedos das outras meninas e a sensação antiga de ser diferente delas.
    • Sentidos: sons, luzes e toques incomodam mais do que à maioria, e cortar unhas ou cabelo ou ser tocada de surpresa causa angústia.
    • Por que passa despercebido: a camuflagem esconde as dificuldades, e muitas mulheres recebem antes outros diagnósticos, como ansiedade ou depressão.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 1 (Discordo fortemente) a 5 (Concordo fortemente). Nenhuma afirmação é invertida.
  • Some as 34 respostas: o total vai de 34 a 170.
  • Os quatro domínios são somas parciais: camuflagem por compensação e assimilação (10 afirmações, de 10 a 50), interesses relacionados ao gênero (4, de 4 a 20), camuflagem por mascaramento (16, de 16 a 80) e sensibilidade sensorial (4, de 4 a 20).
  • Os autores propõem, de forma provisória, o percentil 60 da amostra do estudo como referência: um total de 132 ou mais sugere traços de autismo. Os domínios não têm ponto de corte.

Discordo fortemente = 1 · Discordo = 2 · Neutro / Não sei = 3 · Concordo = 4 · Concordo fortemente = 5

Pontuação total (34 a 170 pontos)
PontosResultadoO que indica
34 a 131Poucos traços de autismo em mulheresAs respostas mostram pouco da camuflagem social, da sensibilidade dos sentidos e dos interesses de infância que marcam o autismo em mulheres.
132 a 170Traços de autismo em mulheresAs respostas mostram camuflagem social intensa, sentidos muito sensíveis e interesses de infância diferentes dos das outras meninas, o conjunto descrito no autismo em mulheres.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Benevides SB, Souza EC, Soares AGB, Ferreira LFA, Marques L, Lopes ER, et al.. Evidências preliminares de duas novas escalas de autismo: uma proposta de rastreio de sintomas na população adulta e no público feminino. Res Soc Dev. 2024;13(7):e14913746465. doi.org/10.33448/rsd-v13i7.46465

  • Validação brasileira

    do Nascimento Marques L, Murray C, Fortaleza L, Landeira-Fernandez J, Anunciação L. Psychometric evaluation of two adult autism screening tools in Brazil. Autism Res. 2025;18(9):1840-50. doi.org/10.1002/aur.70089

    Estudo com 7.738 mulheres adultas brasileiras, recrutadas em 2023 por um perfil de Instagram voltado a pessoas autistas; 13,7% informaram ter diagnóstico de autismo. A análise manteve 34 afirmações em quatro domínios (alfa de Cronbach de 0,79 a 0,94), e o total teve correlação de 0,68 com o AQ-10. O estudo publica percentis e propõe, de forma provisória, o percentil 60 dessa amostra (132 de 170 pontos): abaixo dele, menor probabilidade de autismo; a partir dele, traços de autismo, com risco crescente até o percentil 99 (170). Sensibilidade e especificidade não foram calculadas, e o diagnóstico das participantes foi informado por elas mesmas.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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