Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de autismo em adultos (SfA-A)

Mostra o quanto os traços de autismo estão presentes na vida de um adulto, em quatro áreas: comunicação, convívio, sensibilidade dos sentidos e necessidade de rotina. São 75 perguntas sobre conversas, amizades, sons, cheiros, texturas, interesses intensos e mudanças de planos.

75 afirmações12 min para responderNada é enviado

Marque o quanto você concorda com cada afirmação.

1 de 75Costumo incorporar frases de filmes ou séries em minhas conversas.
2 de 75Imitar a maneira de falar e agir de determinadas pessoas me ajuda a parecer mais “normal”.
3 de 75Posso até socializar bem por um tempo, mas posteriormente me sinto exausto(a).
4 de 75Tendo a esconder comportamentos que podem ser percebidos como inadequados ou estranhos (como balançar, mexer minhas mãos e dedos, andar de um lado para outro).
5 de 75Em ambientes sociais, procuro formas de evitar interações com outras pessoas.
6 de 75Quando falo com outras pessoas, geralmente a conversa parece forçada ou desajeitada.
7 de 75Normalmente me concentro mais nos detalhes das coisas do que no conjunto.
8 de 75Tenho dificuldade em interpretar expressões faciais.
9 de 75Frequentemente me sinto diferente ou “deslocado(a)” em comparação com outras pessoas.
10 de 75Identificar ou expressar minhas necessidades emocionais costuma ser complicado.
11 de 75Prefiro evitar eventos grandes ou lotados.
12 de 75O meu senso de humor é diferente da maioria ou é considerado estranho.
13 de 75Rio ou sorrio na “hora errada”.
14 de 75Costumo ser ingênuo(a) nas interações sociais, dificilmente percebo segundas intenções.
15 de 75Quando estou em grupo, tenho dificuldade em seguir várias conversas ao mesmo tempo.
16 de 75Eu tenho problemas com sincronia em conversas (saber quando falar e ouvir).
17 de 75Tenho dificuldades em iniciar conversas sobre assuntos do dia a dia.
18 de 75Eu acho difícil me aproximar emocionalmente de outras pessoas.
19 de 75Eu tenho uma tendência a “paralisar” quando me fazem perguntas em ambientes sociais.
20 de 75Eu tenho dificuldade em entrar em um grupo social ou conversa.
21 de 75Eu tenho dificuldade em saber quando é a minha vez de falar.
22 de 75Várias vezes disseram que cometi uma indelicadeza, mas achei que havia sido educado(a).
23 de 75Já me disseram que pareci ser rude ou ofensivo(a), mesmo quando não era essa a minha intenção.
24 de 75Já me descreveram como frio(a), distante ou entediado(a) quando eu não estava me sentindo assim.
25 de 75Tenho dificuldade em reagir da maneira esperada ao sofrimento de outra pessoa.
26 de 75As pessoas dizem que sou insensível ou que pareço não perceber seus sentimentos.
27 de 75Eu gosto menos de interações sociais do que os outros parecem gostar.
28 de 75Já me disseram que sou distante, retraído(a) ou em meu próprio mundo.
29 de 75Costumo preferir atividades solitárias ou passar o tempo sozinho(a).
30 de 75Eu tenho dificuldade em compreender metáforas ou ditados populares.
31 de 75Eu tenho dificuldade em entender tipos de fala não literais (ex.: ironia, sarcasmo, provérbios, metáforas, simbolismo ou alusões).
32 de 75Eu tenho dificuldade em ler as expressões faciais ou a linguagem corporal de outras pessoas.
33 de 75Costumo perder pistas sociais que os outros parecem entender facilmente.
34 de 75Eu tenho dificuldade em reconhecer quando alguém está desinteressado no que estou dizendo.
35 de 75Tenho dificuldade em descobrir quando alguém quer que eu faça algo, se não me disser especificamente.
36 de 75Já me disseram que eu tenho uma postura ou modo de andar estranho.
37 de 75Tenho uma necessidade de interação social abaixo da média.
38 de 75Já disseram que eu falo de um jeito “monótono” ou sem emoção.
39 de 75Acho difícil manter relacionamentos.
40 de 75Prefiro fazer coisas sozinho(a) do que com outras pessoas.
41 de 75Para mim é difícil fazer novos amigos.
42 de 75É mais difícil para mim manter amigos do que para outras pessoas.
43 de 75Eu costumo “brincar” com objetos entre meus dedos.
44 de 75Eu balanço/balançava para frente e para trás ou para os lados (para me acalmar ou me sentir mais confortável).
45 de 75Eu realizo movimentos repetitivos com as mãos (ex.: bater as mãos, sacudir os dedos ou manipular um objeto com os dedos).
46 de 75Eu me acho desajeitado(a) ou já me disseram que tenho uma coordenação motora ruim.
47 de 75Eu tenho dificuldade para lidar com mudanças na minha rotina.
48 de 75Antes de fazer algo ou ir em algum lugar, eu preciso ter em mente um planejamento ou cronograma, para me preparar mentalmente primeiro.
49 de 75Gosto de planejar com cuidado todas as atividades em que participo.
50 de 75Eu sinto uma grande necessidade de rotina no dia a dia.
51 de 75Eu tenho algumas rotinas ou manias que preciso seguir.
52 de 75Sou pouco flexível em relação a como as coisas devem ser feitas.
53 de 75Eu gosto de seguir uma rotina rígida quando trabalho.
54 de 75Eu tenho problemas para mudar de ideia ou ajustar meus planos se receber novas informações ou uma situação mudar repentinamente.
55 de 75Eu me sinto desconfortável com mudanças inesperadas de planos.
56 de 75Eu me torno rapidamente impaciente e irritado(a) se não encontro a solução para um problema.
57 de 75Eu fico perturbado(a) ou chateado(a) quando outras pessoas aparecem antes ou mais tarde do que o combinado.
58 de 75Outras pessoas me dizem que às vezes eu reajo exageradamente a pequenas mudanças nos planos ou no ambiente.
59 de 75Tenho apego a certos objetos (ex.: brinquedo favorito, travesseiro, pedaço de pano) que carrego, toco ou esfrego para me acalmar.
60 de 75Costumo carregar ou tocar objetos específicos que me ajudam a me sentir mais calmo(a).
61 de 75Muitas vezes fico tão absorvido(a) numa coisa que “perco de vista” todo o resto.
62 de 75Tenho tendência a notar detalhes que os outros não reparam.
63 de 75Já me disseram que eu falo demais sobre certos assuntos.
64 de 75Eu tenho tendência a ficar tão absorvido pelo meu interesse especial que eu esqueço ou ignoro todo o resto.
65 de 75Tendo a ficar obcecado(a) com determinados assuntos, às vezes por motivos que não consigo explicar.
66 de 75Meus interesses tendem a ser intensos, mas também podem mudar rapidamente.
67 de 75Às vezes fico fisicamente mal (ex.: enjoo, tontura, dor de cabeça) por conta de certos estímulos sensoriais (ex.: cheiros específicos, luzes fluorescentes, sirenes).
68 de 75Acho que sou mais sensível a estímulos sensoriais (ex.: sons, luzes, toques) do que as pessoas em geral.
69 de 75Muitas vezes me sinto sobrecarregado(a) por luzes fortes, ruídos altos ou grandes multidões.
70 de 75Sinto/sentia angústia ao me “arrumar” (ex.: pentear, cortar cabelo, unhas) ou ser tocado(a) (ex.: alguém tocar meus pés).
71 de 75Sinto angústia com alguns odores e rejeito certas comidas que a maioria das pessoas come.
72 de 75Acho impossível comer certos tipos de alimentos devido ao sabor ou textura desagradáveis.
73 de 75Me assusto facilmente com sons altos ou acho certos sons dolorosos.
74 de 75Sou bastante sensível a certos cheiros ou sabores que muitas pessoas consideram normais na alimentação.
75 de 75Algumas texturas que em geral não incomodam as pessoas me causam desconforto ao tocar.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que desde a infância têm dificuldade para ler as pessoas, conversar e manter amizades e suspeitam de autismo.
    • Quem quer ver em qual de quatro áreas os traços se concentram: comunicação, convívio, sensibilidade dos sentidos ou rotina.
    • Quem quer levar à consulta um retrato organizado desses traços antes de uma avaliação de autismo.
  • Quando não usar

    • Crianças e adolescentes: a escala foi criada e estudada em adultos.
    • Para dificuldades de convívio que começaram na vida adulta: nesses casos pesam mais a ansiedade social, a depressão ou o esgotamento.
    • Para concluir sem consulta que há ou não autismo: a avaliação depende de entrevista, história de vida e, se possível, relato da infância.
  • Limites do teste

    • A linha de 298 pontos é provisória: vem de uma amostra recrutada em um perfil sobre autismo e ainda não foi testada contra o diagnóstico clínico.
    • Traços isolados, como preferir ficar só, notar detalhes ou não gostar de mudanças de plano, são comuns em pessoas sem autismo e também somam pontos.
    • Depende de como cada pessoa se percebe: quem aprendeu cedo a observar e imitar os outros tende a mostrar pouco as dificuldades.

Dúvidas sobre o SfA-A

Perguntas frequentes sobre o SfA-A

O SfA-A diagnostica autismo?

Não. Ele rastreia traços. Um total de 298 ou mais indica que vale uma avaliação, feita por entrevista e história de vida.

Esta versão em português é validada?

A escala foi criada em português do Brasil, com o nome Teste de Autismo em Adultos (TEAD), e estudada em 3.302 adultos. As afirmações e as cinco respostas são as do formulário aplicado no estudo, publicado pelos autores em repositório aberto. Das 80 afirmações aplicadas, a página usa as 75 que os autores mantiveram. A frase de instrução acima das afirmações é do consultório, porque o material publicado não traz a instrução original.

De onde vem a linha de 298 pontos?

É o percentil 60 da amostra do estudo: 60% dos participantes ficaram abaixo dela. Os autores a propõem como orientação provisória e pedem estudos de sensibilidade e especificidade. A amostra veio de um perfil sobre autismo, com muitas pessoas diagnosticadas ou com suspeita, e por isso a linha não vale como referência da população geral.

Qual a diferença para o SfA-F e o RAADS-14?

O SfA-F, dos mesmos autores, foi feito para mulheres e pergunta sobretudo pela camuflagem social. O RAADS-14 é um rastreio internacional curto, de 14 afirmações, que também pergunta se cada traço já existia antes dos 16 anos.

Quando usar “Neutro / Não sei”?

Quando a afirmação não se aplica com clareza ou você não sabe responder. Essa resposta vale 3 pontos, o meio da escala.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O SfA-A rastreia traços de autismo em adultos: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Um total alto indica uma avaliação. O diagnóstico de autismo em adultos depende de entrevista, história de vida e, se possível, relato da infância.

  • Referência provisória

    A linha de 298 pontos é o percentil 60 da amostra do estudo, recrutada em um perfil sobre autismo. Os autores a tratam como provisória, e ela ainda não foi testada contra o diagnóstico clínico.

  • Quatro domínios

    Além do total, o resultado mostra a soma de cada domínio: comunicação social, interação social, sensibilidade sensorial e padrões repetitivos. Eles mostram onde os traços se concentram.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 75 a 297 pontos

    As respostas mostram poucos dos traços que caracterizam o autismo no adulto: dificuldades antigas na comunicação e no convívio, sentidos muito sensíveis e apego à rotina.

    • Autismo no adulto: dificuldades presentes desde a infância para ler as pessoas, conversar e manter amizades, junto com sentidos muito sensíveis e apego à rotina.
    • Traços isolados: preferir ficar só, notar detalhes ou não gostar de mudanças de plano são características comuns, presentes em muita gente sem autismo.
    • Timidez e introversão: cansar-se de eventos sociais é diferente de não entender as regras da conversa e da amizade.
    • Dificuldade recente: o desconforto com as pessoas que começou na vida adulta vem mais de ansiedade social, depressão ou esgotamento.
    • Mascaramento: quem aprendeu cedo a observar e imitar os outros mostra pouco as dificuldades, ao custo de muito cansaço depois do convívio.
  • 298 a 375 pontos

    As respostas mostram muitos traços de autismo: dificuldades na comunicação e no convívio, sentidos muito sensíveis, interesses intensos e apego à rotina.

    • Comunicação social: dificuldade para ler expressões do rosto e do corpo, entender ironias e metáforas e perceber a hora de falar e de ouvir.
    • Convívio: entrar em conversas, fazer e manter amigos exige esforço, e o contato social esgota depressa, com preferência por atividades solitárias.
    • Sentidos: sons, luzes, cheiros e texturas incomodam mais do que à maioria das pessoas, a ponto de causar mal-estar físico.
    • Movimentos e interesses: balançar o corpo ou mexer as mãos para se acalmar, e interesses muito intensos que absorvem toda a atenção.
    • Rotina: necessidade de planejar e de seguir um modo fixo de fazer as coisas, com desconforto forte diante de mudanças inesperadas.
    • Desde a infância: no autismo esses traços vêm desde cedo, o que o separa da ansiedade social, em que a pessoa entende as regras da conversa e teme o julgamento.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 1 (Discordo fortemente) a 5 (Concordo fortemente). Nenhuma afirmação é invertida.
  • Some as 75 respostas: o total vai de 75 a 375.
  • Os quatro domínios são somas parciais: comunicação social (22 afirmações, de 22 a 110), interação social (17, de 17 a 85), sensibilidade sensorial (24, de 24 a 120) e padrões repetitivos (12, de 12 a 60).
  • Os autores propõem, de forma provisória, o percentil 60 da amostra do estudo como referência: um total de 298 ou mais sugere traços de autismo. Os domínios não têm ponto de corte.

Discordo fortemente = 1 · Discordo = 2 · Neutro / Não sei = 3 · Concordo = 4 · Concordo fortemente = 5

Pontuação total (75 a 375 pontos)
PontosResultadoO que indica
75 a 297Poucos traços de autismoAs respostas mostram poucos dos traços que caracterizam o autismo no adulto: dificuldades antigas na comunicação e no convívio, sentidos muito sensíveis e apego à rotina.
298 a 375Traços de autismoAs respostas mostram muitos traços de autismo: dificuldades na comunicação e no convívio, sentidos muito sensíveis, interesses intensos e apego à rotina.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Benevides SB, Souza EC, Soares AGB, Ferreira LFA, Marques L, Lopes ER, et al.. Evidências preliminares de duas novas escalas de autismo: uma proposta de rastreio de sintomas na população adulta e no público feminino. Res Soc Dev. 2024;13(7):e14913746465. doi.org/10.33448/rsd-v13i7.46465

  • Validação brasileira

    do Nascimento Marques L, Murray C, Fortaleza L, Landeira-Fernandez J, Anunciação L. Psychometric evaluation of two adult autism screening tools in Brazil. Autism Res. 2025;18(9):1840-50. doi.org/10.1002/aur.70089

    Estudo com 3.302 adultos brasileiros, recrutados em 2023 por um perfil de Instagram voltado a pessoas autistas; 22,7% informaram ter diagnóstico de autismo. A análise manteve 75 afirmações em quatro domínios (alfa de Cronbach de 0,92 a 0,95), e o total teve correlação de 0,73 com o AQ-10. O estudo publica percentis e propõe, de forma provisória, o percentil 60 dessa amostra (298 de 375 pontos): abaixo dele, menor probabilidade de autismo; a partir dele, traços de autismo, com risco crescente até o percentil 99 (375). Sensibilidade e especificidade não foram calculadas, e o diagnóstico dos participantes foi informado por eles mesmos.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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