Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Teste de rastreio

Teste de função sexual feminina (FSFI)

Mostra como esteve a vida sexual da mulher nas últimas quatro semanas, com um resultado para cada área: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. São 19 perguntas sobre a frequência, o grau e a dificuldade em cada uma dessas áreas.

19 perguntas5 min para responderNada é enviado

Este questionário pergunta sobre sua vida sexual durante as últimas 4 semanas. Por favor, responda às questões de forma mais honesta e clara possível. Desejo sexual ou interesse sexual é um sentimento que inclui querer ter atividade sexual, sentir-se receptiva a uma iniciativa sexual de um parceiro(a) e pensar ou fantasiar sobre sexo.

1 de 19Nas últimas 4 semanas com que frequência (quantas vezes) você sentiu desejo ou interesse sexual?
2 de 19Nas últimas 4 semanas como você avalia o seu grau de desejo ou interesse sexual?

Atividade sexual pode incluir afagos, carícias preliminares, masturbação (“punheta”/“siririca”) e ato sexual. Ato sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina. Excitação sexual é uma sensação que inclui aspectos físicos e mentais (pode incluir sensações como calor ou inchaço dos genitais, lubrificação – sentir-se molhada/“vagina molhada”/“tesão vaginal” –, ou contrações musculares).

3 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você se sentiu sexualmente excitada durante a atividade sexual ou ato sexual?
4 de 19Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de excitação sexual durante a atividade ou ato sexual?
5 de 19Nas últimas 4 semanas, como você avalia o seu grau de segurança para ficar sexualmente excitada durante a atividade sexual ou ato sexual?
6 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você ficou satisfeita com sua excitação sexual durante a atividade sexual ou ato sexual?

Atividade sexual pode incluir afagos, carícias preliminares, masturbação (“punheta”/“siririca”) e ato sexual. Ato sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina.

7 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você teve lubrificação vaginal (ficou com a “vagina molhada”) durante a atividade sexual ou ato sexual?
8 de 19Nas últimas 4 semanas, como você avalia sua dificuldade em ter lubrificação vaginal (ficar com a “vagina molhada”) durante o ato sexual ou atividades sexuais?
9 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você manteve a lubrificação vaginal (ficou com a “vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual?
10 de 19Nas últimas 4 semanas, qual foi sua dificuldade em manter a lubrificação vaginal (“vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual?

Estímulo sexual inclui situações como carícias preliminares com um parceiro, autoestimulação (masturbação) ou fantasia sexual (pensamentos). Atividade sexual pode incluir afagos, carícias preliminares, masturbação (“punheta”/“siririca”) e ato sexual. Ato sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina.

11 de 19Nas últimas 4 semanas, quando teve estímulo sexual ou ato sexual, com que frequência (quantas vezes) você atingiu o orgasmo (“gozou”)?
12 de 19Nas últimas 4 semanas, quando você teve estímulo sexual ou ato sexual, qual foi sua dificuldade em você atingir o orgasmo (“clímax/gozou”)?
13 de 19Nas últimas 4 semanas, o quanto você ficou satisfeita com sua capacidade de atingir o orgasmo (“gozar”) durante atividade ou ato sexual?

Este questionário pergunta sobre sua vida sexual durante as últimas 4 semanas.

14 de 19Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com a proximidade emocional entre você e seu parceiro(a) durante a atividade sexual?
15 de 19Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com o relacionamento sexual entre você e seu parceiro(a)?
16 de 19Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com sua vida sexual de um modo geral?

Ato sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina.

17 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou dor durante a penetração vaginal?
18 de 19Nas últimas 4 semanas, com que frequência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou dor após a penetração vaginal?
19 de 19Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de desconforto ou dor durante ou após a penetração vaginal?

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Mulheres que notam falta de desejo, pouca excitação ou lubrificação, dificuldade de chegar ao orgasmo ou dor na penetração.
    • Mulheres que tiveram atividade sexual nas últimas quatro semanas e querem ver como esteve cada uma das seis áreas.
    • Quem quer levar à consulta um retrato da vida sexual do último mês, área por área.
  • Quando não usar

    • Mulheres sem atividade sexual nas últimas quatro semanas: as respostas valem zero e o total perde o sentido, com ou sem dificuldade.
    • Relações sem penetração vaginal: as três perguntas de dor ficam em zero e baixam o total.
    • Para concluir sozinha que há disfunção sexual: o teste não foi criado como instrumento de diagnóstico.
  • Limites do teste

    • Mede só as últimas quatro semanas, e o desejo e a excitação sobem e descem com o cansaço, o estresse, a fase do ciclo e o momento da relação.
    • O ponto de corte vem de um estudo norte-americano: não há ponto de corte definido para brasileiras.
    • Depende de como cada mulher percebe a própria resposta sexual, e não mostra a causa da dificuldade nem há quanto tempo ela dura.

Dúvidas sobre o FSFI

Perguntas frequentes sobre o FSFI

O FSFI diagnostica disfunção sexual?

Não. Ele mede a função sexual das últimas quatro semanas e indica se vale uma avaliação. Os próprios autores afirmam que o FSFI não foi criado como instrumento de diagnóstico e não substitui a história sexual colhida na consulta.

Esta versão em português é validada?

O texto é o da adaptação brasileira de Pacagnella e colaboradores (2008), feita com traduções, retrotraduções, avaliação por especialistas e pré-teste. Em 2009 o mesmo grupo aplicou a versão a 235 mulheres e encontrou consistência interna alta. Não há ponto de corte definido para brasileiras: o corte de 26,55 é o do estudo norte-americano de 2005. Existe outra tradução brasileira, de Thiel e colaboradores (2008), que não é a desta página.

Não tive atividade sexual no último mês. O resultado vale?

O total perde o sentido. As respostas “Sem atividade sexual” e “Não tentei ter relação” valem zero e baixam a pontuação, com ou sem dificuldade. Por isso esta página mostra um resultado separado nesses casos. A área de desejo continua válida.

Minhas relações não incluem penetração. Como respondo?

O questionário define “ato sexual” como a penetração do pênis na vagina, e as três perguntas de dor falam de penetração vaginal. Sem ela, a opção é “Não tentei ter relação”, que vale zero e baixa o total. As outras áreas valem para qualquer atividade sexual, inclusive a masturbação.

Por que as definições usam termos populares?

Eles fazem parte da versão brasileira. Depois do pré-teste, os autores acrescentaram palavras do dia a dia ao lado dos termos técnicos para que as perguntas fossem entendidas por todas as mulheres. O texto está reproduzido como foi publicado.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O FSFI descreve a função sexual das últimas quatro semanas em seis áreas: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.

  • Rastreio, não diagnóstico

    Um total de 26,55 ou menos indica risco de disfunção sexual. O diagnóstico depende da consulta e de quanto a dificuldade dura e incomoda.

  • Seis áreas

    Desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Cada uma vai até 6 pontos; na de dor, mais pontos significam menos dor.

  • Só as últimas quatro semanas

    Quem não teve atividade sexual no período marca “Sem atividade sexual”, que vale zero. O total cai, sem que isso indique uma dificuldade.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • As respostas não mostram dificuldade com desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação ou dor nas últimas quatro semanas.

    • Dificuldade sexual: é a que se repete por meses e incomoda: falta de desejo, pouca excitação, não chegar ao orgasmo ou dor na penetração.
    • Variação comum: o desejo e a excitação sobem e descem com o cansaço, o estresse, a fase do ciclo e o momento da relação.
    • Uma área isolada: uma das seis áreas da lista acima bem mais baixa que as outras é a que merece atenção.
    • Dor: dor que se repete na penetração conta como dificuldade, mesmo com as outras áreas bem.
  • As respostas mostram dificuldade em uma ou mais áreas da resposta sexual nas últimas quatro semanas: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação ou dor.

    • Desejo: pouca vontade de sexo, pensar pouco no assunto e raramente sentir-se receptiva a uma iniciativa do parceiro ou da parceira.
    • Excitação e lubrificação: durante a atividade sexual o corpo demora a responder, e a lubrificação é pouca ou não se mantém até o fim.
    • Orgasmo: chegar ao orgasmo poucas vezes ou com muita dificuldade, mesmo com estímulo.
    • Dor: a penetração causa desconforto ou dor, durante ou depois.
    • Satisfação: insatisfação com a vida sexual ou com a proximidade na relação.
    • Onde está a dificuldade: as áreas com os números mais baixos na lista acima são as que mais pesam.
  • As respostas mostram que, em parte das perguntas, não houve atividade sexual ou tentativa de relação nas últimas quatro semanas.

    • Sem atividade sexual: excitação, lubrificação, orgasmo e dor só aparecem durante a atividade sexual, e sem ela essas áreas ficam em branco.
    • Por circunstância: estar sem parceiro ou parceira, longe, doente ou em recuperação de um parto explica um mês sem atividade sexual.
    • Por evitar: deixar de ter relações por falta de desejo, por dor ou por medo de que dê errado, quando isso incomoda, é uma dificuldade sexual.
    • Desejo: a área de desejo, a segunda da lista acima, vale mesmo sem atividade sexual e mostra quanta vontade de sexo houve no mês.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale de 1 a 5 pontos; “Sem atividade sexual” e “Não tentei ter relação” valem 0. Nas perguntas 1 a 7, 9, 11 e 13 a 16, a primeira opção (“Quase sempre ou sempre”, “Muito alto”, “Segurança muito alta”, “Muito satisfeita”) vale 5 e a última vale 1.
  • Nas perguntas de dificuldade (8, 10 e 12), “Extremamente difícil ou impossível” vale 1 e “Nada difícil” vale 5. Nas perguntas de dor (17, 18 e 19), “Quase sempre ou sempre” e “Muito alto” valem 1; “Quase nunca ou nunca” e “Muito baixo ou absolutamente nenhum” valem 5.
  • Desejo: some as perguntas 1 e 2 e multiplique por 0,6. Excitação: some 3 a 6 e multiplique por 0,3. Lubrificação: some 7 a 10 e multiplique por 0,3.
  • Orgasmo: some 11 a 13 e multiplique por 0,4. Satisfação: some 14 a 16 e multiplique por 0,4. Dor: some 17 a 19 e multiplique por 0,4.
  • Cada área vai até 6 pontos (o desejo começa em 1,2 e a satisfação em 0,8; as outras, em 0). Some as seis áreas: o total vai de 2 a 36.
  • Um total de 26,55 ou menos indica risco de disfunção sexual. Uma área com 0 ponto indica que não houve atividade sexual no período.

Cada área soma os pontos das suas perguntas e multiplica a soma pelo seu fator; o total é a soma das seis áreas e vai de 2 a 36. Um total de 26,55 ou menos indica risco de disfunção sexual (ponto de corte de Wiegel, Meston e Rosen, 2005). As respostas “Sem atividade sexual” e “Não tentei ter relação” valem 0 e baixam o total: quando o total fica abaixo do corte e há alguma dessas respostas, esta página mostra um resultado separado, porque o total deixa de descrever uma dificuldade.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Rosen R, Brown C, Heiman J, Leiblum S, Meston C, Shabsigh R, et al.. The Female Sexual Function Index (FSFI): a multidimensional self-report instrument for the assessment of female sexual function. J Sex Marital Ther. 2000;26(2):191-208. doi.org/10.1080/009262300278597

  • Instrumento original

    Wiegel M, Meston C, Rosen R. The Female Sexual Function Index (FSFI): cross-validation and development of clinical cutoff scores. J Sex Marital Ther. 2005;31(1):1-20. doi.org/10.1080/00926230590475206

  • Validação brasileira

    Pacagnella RC, Vieira EM, Rodrigues OM Jr, Souza C. Adaptação transcultural do Female Sexual Function Index. Cad Saude Publica. 2008;24(2):416-26. doi.org/10.1590/S0102-311X2008000200021

    As perguntas, as opções e as instruções desta página são as da versão final deste artigo (Tabela 2). O estudo fez a adaptação transcultural (duas traduções, retrotraduções, avaliação por especialistas e pré-teste com dez mulheres de 20 a 44 anos em uma unidade básica de saúde) e não definiu ponto de corte. O corte de 26,55 é o dos autores originais (Wiegel, Meston e Rosen, 2005).

  • Validação brasileira

    Pacagnella RC, Martinez EZ, Vieira EM. Validade de construto de uma versão em português do Female Sexual Function Index. Cad Saude Publica. 2009;25(11):2333-44. doi.org/10.1590/S0102-311X2009001100004

    Aplicada em entrevista a 235 mulheres laqueadas, a versão teve consistência interna alta (alfa de Cronbach de 0,948) e mostrou quatro fatores (desejo e excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, dor). Os autores afirmam que os pontos de corte para a população brasileira ainda precisam ser definidos.

O resultado preocupou?

Uma avaliação esclarece o que o teste só indica. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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