Dr. Roberto GimenaPsiquiatra em Botafogo(página inicial)

Questionário

Teste de alexitimia (PAQ)

Mostra o grau de dificuldade para reconhecer e pôr em palavras o que se sente, de baixo a alto, tanto nas emoções ruins quanto nas boas. São 24 perguntas sobre identificar os sentimentos, descrevê-los e dar atenção a eles.

24 afirmações5 min para responderNada é enviado

O quanto você concorda ou discorda que esta afirmação é verdadeira para você?

1 de 24Quando eu me sinto mal, tenho dificuldade para encontrar as palavras certas para descrever esses sentimentos.
2 de 24Quando eu me sinto mal, é difícil dizer se estou triste, com raiva ou com medo.
3 de 24Eu costumo ignorar as emoções que estou sentindo.
4 de 24Quando eu me sinto bem, tenho dificuldade para encontrar as palavras certas para descrever esses sentimentos.
5 de 24Quando eu me sinto bem, é difícil dizer se estou feliz, animado(a) ou me divertindo.
6 de 24Prefiro deixar meus sentimentos acontecerem em segundo plano, em vez de me focar neles.
7 de 24Quando eu me sinto mal, é difícil falar sobre estes sentimentos com profundidade ou de forma detalhada.
8 de 24Quando eu me sinto mal, é difícil para mim compreender esses sentimentos.
9 de 24Eu não costumo prestar atenção nas minhas emoções.
10 de 24Quando eu me sinto bem, é difícil falar sobre esses sentimentos com profundidade ou de forma detalhada.
11 de 24Quando eu me sinto bem, é difícil para mim compreender esses sentimentos.
12 de 24Geralmente, eu evito pensar no que estou sentindo.
13 de 24Quando algo de ruim acontece, é difícil para mim expressar em palavras como estou me sentindo.
14 de 24Quando eu me sinto mal, fico confuso(a) sobre qual emoção estou sentindo.
15 de 24Eu prefiro me concentrar em coisas práticas, ao invés de me concentrar nas minhas emoções.
16 de 24Quando algo de bom acontece, é difícil para mim expressar em palavras como estou me sentindo.
17 de 24Quando eu me sinto bem, fico confuso(a) sobre qual emoção estou sentindo.
18 de 24Eu tento não lidar/estar em contato com as minhas emoções.
19 de 24Quando estou me sentindo mal, é difícil para mim descrever como estou me sentindo.
20 de 24Quando estou me sentindo mal, é difícil para mim decifrar esses sentimentos.
21 de 24Saber o que eu estou sentindo não é importante para mim.
22 de 24Quando estou me sentindo bem, é difícil para mim descrever como estou me sentindo.
23 de 24Quando estou me sentindo bem, é difícil para mim decifrar esses sentimentos.
24 de 24É estranho para mim pensar sobre as minhas emoções.

Antes de usar

Para quem é este teste

  • Para quem é

    • Adultos que percebem dificuldade para saber o que sentem ou para pôr isso em palavras.
    • Quem costuma deixar as emoções em segundo plano e quer ver em números o tamanho desse traço.
    • Quem quer levar à consulta um retrato de como identifica, descreve e dá atenção às próprias emoções.
  • Quando não usar

    • Para avaliar autismo: a alexitimia é mais frequente em pessoas autistas, mas é outra coisa, e o teste não avalia autismo.
    • Para concluir que existe uma doença: a alexitimia é um traço que todas as pessoas têm em algum grau.
  • Limites do teste

    • Os níveis baixo, médio e alto vêm de uma amostra de adultos australianos, e a adaptação brasileira foi estudada só em estudantes universitários.
    • Não mostra de onde a dificuldade vem: a alexitimia também acompanha depressão, ansiedade e trauma.
    • Depende de como cada pessoa percebe a própria relação com as emoções: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.

Dúvidas sobre o PAQ

Perguntas frequentes sobre o PAQ

O PAQ diagnostica alexitimia?

Não. A alexitimia não é um diagnóstico médico: é um traço que todas as pessoas têm em algum grau. O PAQ mede quanto desse traço aparece nas respostas, e o nível alto não indica, sozinho, nenhuma doença.

Alexitimia alta quer dizer autismo?

Não. A alexitimia é mais frequente em pessoas autistas, e por isso este teste aparece junto dos testes de autismo, mas são coisas diferentes. Ela também acompanha depressão, ansiedade e trauma, e existe em pessoas sem nenhum diagnóstico. O PAQ não avalia autismo.

Esta versão em português é validada?

As 24 afirmações são as da adaptação brasileira de Venâncio e colaboradores (Universidade de Brasília), reproduzidas palavra por palavra. O estudo, com 188 estudantes universitários, traz evidências iniciais de validade, e os próprios autores pedem amostras maiores e mais diversas. A instrução e os rótulos das respostas não estão impressos no artigo: são tradução do consultório a partir do original em inglês.

O que significam emoções “boas” e “ruins” nas afirmações?

A instrução original, traduzida pelo consultório, diz: “Este questionário pergunta como você percebe e vivencia as suas emoções. Avalie as afirmações a seguir de acordo com o quanto você concorda ou discorda que cada uma é verdadeira para você. Escolha uma resposta para cada afirmação. Algumas perguntas mencionam emoções ruins ou desagradáveis: são emoções como tristeza, raiva ou medo. Outras mencionam emoções boas ou agradáveis: são emoções como alegria, diversão ou empolgação.”

Como os níveis baixo, médio e alto são definidos?

Pela regra dos autores do PAQ: o total é comparado com uma amostra de referência, e um desvio-padrão ou mais acima da média é nível alto, um desvio-padrão ou mais abaixo é nível baixo. Esta página usa a amostra australiana do estudo original, com 748 adultos, porque ainda não há normas brasileiras. Os autores preferem falar em níveis, e não em “ter” ou “não ter” alexitimia.

Minhas respostas são guardadas?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.

Interpretação

O que o resultado significa

O PAQ mede um traço, a alexitimia, e não define um diagnóstico.

  • Três componentes

    Dificuldade de identificar o que sente, dificuldade de descrever o que sente e atenção voltada para fora, longe das próprias emoções.

  • Emoções boas e ruins

    Identificar e descrever são medidos em separado para sentimentos negativos e positivos. Por isso há cinco números além do total.

  • Não é autismo

    A alexitimia é mais frequente em pessoas autistas, mas é outra coisa. Existe em pessoas sem autismo, e há pessoas autistas sem ela.

  • Nada sai do seu aparelho

    As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.

Resultados possíveis

O que cada resultado descreve

Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.

  • 24 a 51 pontos

    As respostas mostram facilidade para reconhecer o que sente, pôr em palavras e dar atenção às próprias emoções.

    • Identificar: distinguir com clareza tristeza, raiva e medo, e também alegria, animação e diversão.
    • Descrever: contar a outra pessoa como está, com detalhe, sem que faltem palavras.
    • Atenção às emoções: notar o que sente e levar isso em conta nas decisões e nas conversas.
    • Como é o oposto: na alexitimia alta, a emoção é sentida, mas fica sem nome e sem palavras para descrevê-la.
  • 52 a 112 pontos

    As respostas mostram alguma dificuldade para reconhecer ou descrever o que sente, na medida em que a maioria das pessoas tem.

    • Identificar: na maior parte das vezes dá para saber qual emoção é, e a confusão aparece em momentos de mais tensão ou cansaço.
    • Descrever: as palavras vêm, mas podem faltar em situações intensas ou em conversas mais difíceis.
    • Atenção às emoções: há momentos de olhar para o que sente e momentos de deixar em segundo plano.
    • O que é: a alexitimia é um traço contínuo, que todas as pessoas têm em algum grau, e não uma doença.
  • 113 a 168 pontos

    As respostas mostram dificuldade acentuada para reconhecer e pôr em palavras o que sente, e pouca atenção voltada às próprias emoções.

    • Identificar: perceber que algo incomoda ou agrada, mas não saber qual emoção é: tristeza, raiva e medo se confundem, e alegria e animação também.
    • Descrever: faltam palavras para contar como está, e a conversa sobre sentimentos fica curta, sem detalhe.
    • Atenção para fora: preferência por fatos e coisas práticas, com o que sente deixado em segundo plano.
    • Emoções boas e ruins: a dificuldade pode aparecer nas duas ou pesar mais em uma delas, como mostram os números acima.
    • O que é: um traço de personalidade, presente em algum grau em todas as pessoas, e não uma doença.
    • Alexitimia e autismo: ela é mais comum em pessoas autistas, mas são coisas diferentes, e muita gente tem uma sem ter a outra.

Pontuação

Como o resultado é calculado

  • Cada resposta vale o número marcado, de 1 (Discordo totalmente) a 7 (Concordo totalmente). Nenhuma afirmação é invertida.
  • Dificuldade em identificar sentimentos negativos: soma das afirmações 2, 8, 14 e 20. Em identificar sentimentos positivos: 5, 11, 17 e 23. Em descrever sentimentos negativos: 1, 7, 13 e 19. Em descrever sentimentos positivos: 4, 10, 16 e 22. Cada uma vai de 4 a 28.
  • Pensamento orientado para o exterior: soma das afirmações 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21 e 24, de 8 a 56.
  • O total é a soma das 24 afirmações, de 24 a 168. Quanto mais alto, maior o nível de alexitimia.
  • Os autores leem o total em comparação com uma amostra de referência: um desvio-padrão ou mais acima da média é nível alto, um desvio-padrão ou mais abaixo é nível baixo. Com a amostra australiana do estudo original (média 81,97; desvio-padrão 30,91), isso dá: até 51, baixo; de 52 a 112, médio; 113 ou mais, alto.

1 (Discordo totalmente) = 1 · 2 = 2 · 3 = 3 · 4 (Nem concordo nem discordo) = 4 · 5 = 5 · 6 = 6 · 7 (Concordo totalmente) = 7

Total (24 a 168 pontos)
PontosResultadoO que indica
24 a 51Nível baixo de alexitimiaAs respostas mostram facilidade para reconhecer o que sente, pôr em palavras e dar atenção às próprias emoções.
52 a 112Nível médio de alexitimiaAs respostas mostram alguma dificuldade para reconhecer ou descrever o que sente, na medida em que a maioria das pessoas tem.
113 a 168Nível alto de alexitimiaAs respostas mostram dificuldade acentuada para reconhecer e pôr em palavras o que sente, e pouca atenção voltada às próprias emoções.

MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305

Fontes

Em que se baseia este teste

  • Instrumento original

    Preece D, Becerra R, Robinson K, Dandy J, Allan A. The psychometric assessment of alexithymia: Development and validation of the Perth Alexithymia Questionnaire. Pers Individ Dif. 2018;132:32-44. doi.org/10.1016/j.paid.2018.05.011

  • Validação brasileira

    Venâncio MJMA, Moura CF, Silva GL, Vinha LGA. Adaptação do Perth Alexithymia Questionnaire (PAQ) ao contexto brasileiro e evidências de validade para estudantes universitários. Educ Teor Prat. 2026;36(71):e08. doi.org/10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s19079

    A adaptação brasileira (Universidade de Brasília) foi feita com autorização do primeiro autor do PAQ e testada em 188 estudantes universitários: a análise confirmou as cinco subescalas sob um fator geral (CFI 0,909; RMSEA 0,089; SRMR 0,089), com alfa de Cronbach de 0,96 para a escala completa. O estudo não define ponto de corte nem normas brasileiras. Os níveis desta página seguem a regra dos autores do PAQ (um desvio-padrão acima ou abaixo da média) com a amostra australiana do estudo original (748 adultos; média 81,97, desvio-padrão 30,91). O artigo brasileiro imprime as 24 afirmações, sem a instrução e sem os rótulos das respostas: esses são tradução do consultório a partir do original em inglês.

Quando procurar uma avaliação

Este questionário mede um traço, não indica doença. Se há sofrimento ou prejuízo no dia a dia, uma avaliação esclarece. Presencial em Botafogo ou online para todo o Brasil, das 13h às 21h.

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Quem responde é uma pessoa da equipe.

Dr. Roberto Gimena sentado no consultório, com um leve sorriso e um caderno aberto nas mãos
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