CAGE
Seu resultado
0 / 4 respostas “sim”
Sem sinais de problema com o álcool
As respostas não mostram os sinais de que a bebida tenha saído do controle.
- Como seria o problema: a pessoa tenta beber menos e não consegue, ouve críticas de quem convive com ela, fica mal consigo mesma pelo modo como bebe e passa a precisar da bebida logo de manhã.
- Controle: decidir quando e quanto beber, e parar sem esforço.
- Pessoas próximas: o modo de beber não virou assunto nem motivo de discussão em casa ou no trabalho.
- Uso comum: beber em encontros e refeições, sem que a bebida organize o dia nem deixe arrependimento, não faz parte desse quadro.
- Beber pela manhã: um “sim” a essa pergunta pesa sozinho, porque a bebida para aliviar o nervosismo ou a ressaca é sinal de que o corpo se acostumou ao álcool.
O teste de uso de álcool (AUDIT) deste site mostra a quantidade e a frequência do consumo.
0 / 4 respostas “sim”
Sinais de problema com o álcool
As respostas mostram sinais de que a bebida saiu do controle: a vontade de diminuir, as críticas dos outros, o mal-estar consigo mesmo ou a bebida pela manhã.
- Vontade de diminuir: a sensação de que deveria beber menos ou parar, e o consumo continuou.
- Críticas: pessoas próximas reclamam do modo de beber, o que aborrece e gera discussões.
- Mal-estar consigo mesmo: depois de beber, ficar chateado com o que fez ou com o quanto bebeu.
- Beber pela manhã: a bebida entra cedo para acalmar o nervosismo, o tremor ou a ressaca, sinal de que o corpo se acostumou ao álcool.
- Peso na vida: o álcool piora o sono, o humor e a ansiedade, e pesa no trabalho e nas relações.
- Parar de uma vez: para quem bebe todos os dias ou pela manhã, a retirada do álcool pode causar sintomas sérios e precisa de acompanhamento médico.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado indica se vale uma avaliação, não define um diagnóstico.
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Testes sobre o mesmo tema
Cada um olha para o tema por um ângulo diferente.
Antes de usar
Para quem é este teste
Para quem é
- Quem desconfia que a bebida saiu do controle ou ouve críticas de pessoas próximas pelo modo de beber.
- Quem quer um primeiro rastreio rápido, em quatro perguntas de sim ou não respondidas pela própria pessoa.
- Quem quer levar à consulta um ponto de partida para falar da relação com o álcool.
Quando não usar
- Para saber quanto e com que frequência se bebe: as quatro perguntas não tratam do consumo, que tem um teste próprio neste site.
- Para decidir sem o médico parar de beber de uma vez: em quem bebe todos os dias ou pela manhã, a retirada do álcool pode causar sintomas sérios.
- Para concluir sozinho que há ou não dependência de álcool: o teste só indica se vale uma avaliação.
Limites do teste
- A primeira pergunta vale para a vida inteira e as outras três falam do presente: em quem parou de beber, o resultado pode ficar negativo mesmo com um problema no passado.
- Os estudos brasileiros citados foram feitos com pessoas internadas em um hospital psiquiátrico e com pacientes de um pronto-socorro.
- Depende de como cada pessoa percebe e relata o próprio modo de beber: o resultado pode ficar acima ou abaixo do que uma avaliação encontra.
Dúvidas sobre o CAGE
Perguntas frequentes sobre o CAGE
O CAGE diagnostica alcoolismo?
Não. Ele rastreia: duas respostas “sim” indicam que vale uma avaliação. O diagnóstico de dependência ou de uso nocivo de álcool depende da consulta.
Esta versão em português é validada?
O CAGE foi validado no Brasil por Masur e Monteiro em 1983, em um artigo que não está disponível on-line. As perguntas desta página são as impressas em um estudo brasileiro posterior, de Paz Filho e colaboradores (2001), que aplicou o CAGE em um pronto-socorro e cita essa validação. A frase de instrução e as opções “Sim” e “Não” foram escritas pelo consultório, porque o artigo não as traz.
Qual a diferença entre o CAGE e o AUDIT?
O CAGE tem quatro perguntas de sim ou não sobre a sua relação com a bebida e não pergunta sobre o consumo. O AUDIT, também neste site, tem dez perguntas e mede a quantidade, a frequência e as consequências nos últimos 12 meses. Os dois se completam.
Respondi “sim” a uma só pergunta. E agora?
Uma resposta fica abaixo do ponto de corte. O instrumento foi criado para levantar a suspeita, e os estudos fixaram o corte em duas respostas. Se a sua resposta positiva foi a da bebida pela manhã, converse com um médico mesmo assim.
Parei de beber. Como respondo?
A primeira pergunta vale para a vida inteira (“alguma vez”). As outras três estão no presente: se você não bebe mais, o resultado descreve o momento atual e pode ficar negativo mesmo com um problema no passado.
Minhas respostas são guardadas?
Não. O cálculo acontece no seu navegador e as respostas somem quando a página é fechada. Nenhuma resposta é enviada ao consultório.
Interpretação
O que o resultado significa
O CAGE rastreia problemas com o álcool em quatro perguntas: mostra se vale investigar, não define um diagnóstico.
Rastreio, não diagnóstico
Duas respostas “sim” indicam uma avaliação. O diagnóstico depende da consulta.
O que as perguntas olham
A vontade de diminuir, as críticas dos outros, o incômodo consigo mesmo e a bebida pela manhã. São as quatro letras da sigla em inglês.
O que o CAGE não mede
Ele não pergunta quanto nem com que frequência você bebe. O AUDIT, neste site, mede as duas coisas.
Nada sai do seu aparelho
As respostas ficam no seu navegador até você fechar a página. Compartilhar o resultado é uma escolha sua.
Resultados possíveis
O que cada resultado descreve
Todos os resultados do teste, para ler sem precisar responder.
0 a 1 respostas “sim”
Sem sinais de problema com o álcool
As respostas não mostram os sinais de que a bebida tenha saído do controle.
- Como seria o problema: a pessoa tenta beber menos e não consegue, ouve críticas de quem convive com ela, fica mal consigo mesma pelo modo como bebe e passa a precisar da bebida logo de manhã.
- Controle: decidir quando e quanto beber, e parar sem esforço.
- Pessoas próximas: o modo de beber não virou assunto nem motivo de discussão em casa ou no trabalho.
- Uso comum: beber em encontros e refeições, sem que a bebida organize o dia nem deixe arrependimento, não faz parte desse quadro.
- Beber pela manhã: um “sim” a essa pergunta pesa sozinho, porque a bebida para aliviar o nervosismo ou a ressaca é sinal de que o corpo se acostumou ao álcool.
2 a 4 respostas “sim”
Sinais de problema com o álcool
As respostas mostram sinais de que a bebida saiu do controle: a vontade de diminuir, as críticas dos outros, o mal-estar consigo mesmo ou a bebida pela manhã.
- Vontade de diminuir: a sensação de que deveria beber menos ou parar, e o consumo continuou.
- Críticas: pessoas próximas reclamam do modo de beber, o que aborrece e gera discussões.
- Mal-estar consigo mesmo: depois de beber, ficar chateado com o que fez ou com o quanto bebeu.
- Beber pela manhã: a bebida entra cedo para acalmar o nervosismo, o tremor ou a ressaca, sinal de que o corpo se acostumou ao álcool.
- Peso na vida: o álcool piora o sono, o humor e a ansiedade, e pesa no trabalho e nas relações.
- Parar de uma vez: para quem bebe todos os dias ou pela manhã, a retirada do álcool pode causar sintomas sérios e precisa de acompanhamento médico.
Pontuação
Como o resultado é calculado
- Cada “sim” vale 1 ponto e cada “não” vale 0. Some as quatro respostas: o total vai de 0 a 4.
- Duas ou mais respostas “sim” indicam rastreio positivo.
Sim = 1 · Não = 0
| Pontos | Resultado | O que indica |
|---|---|---|
| 0 a 1 | Sem sinais de problema com o álcool | As respostas não mostram os sinais de que a bebida tenha saído do controle. |
| 2 a 4 | Sinais de problema com o álcool | As respostas mostram sinais de que a bebida saiu do controle: a vontade de diminuir, as críticas dos outros, o mal-estar consigo mesmo ou a bebida pela manhã. |
MÉDICO · CRM 111290-2/RJ · Psiquiatria — RQE 49305
Fontes
Em que se baseia este teste
Instrumento original
Ewing JA. Detecting alcoholism: the CAGE questionnaire. JAMA. 1984;252(14):1905-7. doi.org/10.1001/jama.1984.03350140051025
Validação brasileira
Masur J, Monteiro MG. Validation of the “CAGE” alcoholism screening test in a Brazilian psychiatric inpatient hospital setting. Braz J Med Biol Res. 1983;16(3):215-8. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/6652293/
Na primeira validação brasileira (68 homens internados com alcoolismo e 46 sem, em um hospital psiquiátrico de São Paulo), duas respostas positivas tiveram sensibilidade de 88% e especificidade de 83%; com três, 81% e 94%. O artigo não está disponível on-line, e os números são do resumo no PubMed.
Validação brasileira
Paz Filho GJ, Sato LJ, Tuleski MJ, Takata SY, Ranzi CC, Saruhashi SY, et al.. Emprego do questionário CAGE para detecção de transtornos de uso de álcool em pronto-socorro. Rev Assoc Med Bras. 2001;47(1):65-9. doi.org/10.1590/S0104-42302001000100032
As quatro perguntas desta página são as impressas neste artigo. Em 374 pacientes de um pronto-socorro de Curitiba, com entrevista diagnóstica (CIDI, critérios do DSM-IV) como referência, duas ou mais respostas afirmativas tiveram sensibilidade de 84,74% e especificidade de 73,33% para dependência de álcool.

